Nuvens carregadas tomam conta do céu e se movem em círculo, impacientes. Surge um vento repentino, com rajadas sucedidas por breves momentos de calmaria. Folhas de árvore se agrupam nos cantos em pequenos redemoinhos. Andorinhas voam baixo, desorientadas. Portas batem vizinhança afora. Primeiros ruídos distantes de trovoadas. Tensão no ar.
Talvez nem chova no último ato, mas todo o mise-en-scène já vale o ingresso.
Navegar é preciso, mas dessaturar é mais. D e s s a t u r a r . Voltar a
“ter” tempo e espaço....

Bonito, meu jovem. Muito bonito.
ResponderExcluirObrigado, sr. Anônimo. Volte sempre.
ResponderExcluirUpdate: céu cada vez mais assustador. Virou noite em Floripa, mas nenhuma gota de chuva até agora.
ResponderExcluirUpdate do update: ela finalmente chegou. Surpreendentemente suave, contudo. Ah, esse cheirinho de chuva...
ResponderExcluirtens tempo, né, ô, seu narrador de tempestade...
ResponderExcluirAdri, que falta de sensibilidade. Confúcio já dizia: "olhai para as coisas simples da vida e depois ficai trabalhando até mais tarde para recuperar o tempo perdido".
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirele era meio confúcio mesmo...
ResponderExcluir(desculpe, mas a doença dos trocadilhos infames peguei de ti)
Cananga, não faça assim, malcriada, que tá bonito mesmo.
ResponderExcluir