segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Não há protagonismo sem coadjuvação

Devorei A misteriosa chama da rainha Loana, de Umberto Eco, nos voos de ida e volta a São Leopoldo. Eco ativou uma lembrança perdida da minha infância ao citar o Escovinha, comparsa do Bafo de Onça nas histórias da Disney (o livro trata exatamente disso: pequenos fragmentos da vida que esquecemos em algum lugar do passado). Nos quadrinhos e desenhos animados, sempre tive simpatia especial pelos coadjuvantes - reflexo talvez do meu próprio cotidiano, já que nos tempos de escola nunca fui o mais bonito, nem o mais inteligente, tampouco o mais comportado e muito menos o mais rico, embora não fosse também o mais feio, o mais burro, o mais bagunceiro ou o mais pobre (que também têm seus momentos de protagonismo). Inspirado pela redescoberta do Escovinha, passei a fazer, ainda no avião, um exercício para trazer à memória outros coadjuvantes. Lembrei, entre muitos outros, do Bacana, o integrante da turma do Manda-Chuva que usava uma echarpe; da Pipa, a amiga gordinha da Tina; e do Pedrão, o grandalhão frequentemente trapaceado pelo Zé Carioca (ele aparece ao lado do papagaio na capa de revista que ilustra este post).

domingo, 27 de setembro de 2009

Joelho no plexo solar

Este comercial do Logan é um dos meus preferidos, pois contém uma rara qualidade: a gente não cansa de vê-lo. Ritmo e humor na medida certa, trilha sonora perfeita. Não é novo (foi feito em 2007), mas, como está voltando ao ar, vale a citação.

sábado, 26 de setembro de 2009

Vinícius e eu

Fiquei surpreso ao encontrar, ainda perambulando pela internet, este texto sobre Vinícius que escrevi há mais de onze anos (o Lauro tinha só quatro meses de vida!).

Vinícius e Obama

Por falar em Vinícius, ele é citado por Barack Obama no livro autobiográfico "A origem dos meus sonhos" (clique na imagem para ampliar).

Os sábados de Vinícius

Por falar em sábado, todos conhecem o poema "O dia da criação", do Vinícius de Moraes. Mas ele escreveu outra vez sobre o tema, inspirado em nostálgicos sábados do passado:
Porque hoje é sábado, comprei um violão para minha filha Susana, a fim de que ela aprenda dó maior e cante um dia, ao pé do leito de morte de seu pai, a valsa "Lágrimas de dor", de Pixinguinha – e seu pai possa assim cerrar para sempre os olhos entre prantos e galgar a eternidade ajudado pela mão negra e fraterna do grande valsista.
Porque hoje é sábado, desejarei ser de novo jovem e tremer, como outrora, à idéia de encontrar a mulher casada, de pés de açucena; desejarei ser jovem e olhar, como outrora, meus bícepes fortes diante do espelho.
Porque hoje é sábado, desejarei estar num trem indo de Oxford para Londres, e à passagem da estação de Reading lembrar-me de Oscar Wilde, a escrever na prisão que o homem mata tudo o que ele ama.
Porque hoje é sábado, desejarei estar de novo num botequim do Leblon, com meu amigo Rubem Braga, ambos negros de sol e com os cabelos, ai, sem brancores; desejarei ser de novo moreno de sol e de amores, eu e meu amigo Rubem Braga, pelas calçadas luminosas da praia atlântica, a pele salgada de mar e de saliva de mulher, ai...
Porque hoje é sábado, desejarei receber uma carta súbita, contendo sobre uma folha de papel de linho azul a marca em batom de uns grossos lábios femininos, e ver carimbado no timbre o nome Florença.
Porque hoje é sábado, desejarei que a lua nasça em castidade, e que eu a olhe no céu por longos momentos, e que ela me olhe também com seus grandes olhos brancos cheios de segre.
Porque hoje é sábado, desejarei escrever novamente o poema sobre o dia de hoje, sentindo a antiga perplexidade diante da palavra escrita em poesia e como dantes, levantar-me com medo da coisa escrita e ir olhar-me ao espelho para ver se eu era eu mesmo.
Porque hoje é sábado, desejarei ouvir cantar minha mãe em velhas canções perdidas, quando a tarde deixava um alto silêncio na casa vazia de tudo que não fosse sua voz infantil.
Porque hoje é sábado, desejarei ser fiel, ser para sempre fiel; ser com o corpo, com o espírito, com o coração fiel à amiga, àquela que me traz no seu regaço desde as origens do tempo e que, com mãos de pluma, limpa de preocupações e angústia a minha fronte imensa e tormentosa.

Manhã de sábado

Depois de seis anos de frila, a divisão entre dias úteis e finais de semana praticamente deixou de existir para mim. Frequentemente preciso olhar na agenda ou perguntar para alguém em que dia estamos (fiz isso ontem para o dono da galeteria em que almocei em São Leopoldo e ele me olhou com certa estranheza - como alguém pode ignorar que é sexta-feira?). Em casa, com os horários da Cris também flexíveis na maior parte dos dias, a única diferença dos sábados e domingos é que as crianças não vão para a escola, o que aumenta a possibilidade de programas em família. Apesar de tudo isso, no entanto, é impossível não se contagiar com o clima de descontração que se espalha por aí nas manhãs de sábado.

Nada como as estatísticas

A querida Adri Canan me disse outro dia que ando reclamão demais aqui no blog. Preocupado com a questão, encomendei uma pesquisa ao DataFrila, que avaliou os últimos quatro meses e concluiu que 79% dos posts podem ser considerados bem humorados, contra 21% de críticas ou reclamações. De cada cinco posts, portanto, só um é mal humorado. Acho que ainda não estou tão ranzinza assim, Adri.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Semana movimentada

Foi bem divertida (e, espero, proveitosa para os estudantes) a mesa-redonda com ex-alunos na Semana do Jornalismo da UFSC. Parabéns ao pessoal que organizou todo o evento. Agora vou abraçar meu travesseiro que amanhã tem bate-e-volta a São Leopoldo (RS), para o Melhores MBAs.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Haja paciência

Tento não endossar estereótipos, mas às vezes é impossível. Acompanhe, na troca de e-mails reproduzida abaixo, o que acontece quando a ineficiência do serviço público se une ao nariz empinado do mundo acadêmico.

21/10/2008
Prezado Maurício Oliveira,
Gostaríamos de convidá-lo a colaborar através da preparação de um artigo sobre "Patápio Silva" a ser apresentado para publicação em nossa seção RETRATO. Esta seção tem por objetivo destacar a trajetória e importância histórica de personagem que marcou a história do país, revalorizando tanto figuras consagradas quanto personagens anônimas. O texto pode combinar seu significado histórico e aspectos da vida privada. Observe que, ao contrário das revistas acadêmicas, não há necessidade de o texto e as idéias serem inéditos. O mais importante é que eles sejam formulados de forma acessível para divulgação a leitores que nem sempre tem acesso a artigos e capítulos publicados em revistas e livros especializados. Para elaborarmos as novas edições seria bom contarmos com seu texto até 21 de Novembro de 2008. (…) Caso aceite nosso convite, pedimos a gentileza de não apresentar texto sobre o tema a publicações similares por um prazo de 120 dias.
Cordialmente,
Fulano de Tal (pesquisador – Revista de História da Biblioteca Nacional)


21/10/2008
Olá, Fulano de Tal. Vai ser um prazer colaborar. Enviarei o material o quanto antes, provavelmente antes da data estipulada. Um abraço e obrigado pelo convite.

20/11/2008
Fulano de Tal, segue o texto. Fico à disposição para quaisquer ajustes ou complementos.

21/11/2008
Olá, Maurício. Acuso o recebimento do texto e agradeço o envio. Em breve nós entraremos em contato para eventuais pedidos de alteração no artigo e para avisá-lo sobre a publicação.
Abraços, Fulano de Tal.


(dois meses de silêncio sepulcral)

27/01/2009
Bom dia, Fulano de Tal. Gostaria apenas de confirmar o interesse da Revista de História em publicar o texto sobre Patápio Silva.

27/01/2009
Caro Maurício,
O seu texto ainda esta na pré-produção, onde passará por uma leitura critica. Depois será encaminhado ao Conselho Editorial para discussão. Só depois ele entra na fase de produção, onde será editado para ser publicado. Como esse processo é um pouco demorado, não tenho como confirmar uma data para a publicação.


(oito meses de silêncio sepulcral)

18/09/2009
Prezado Autor,
Há algum tempo enviamos um e-mail convidando-lhe para escrever um artigo para a REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL. Como não obtivemos sua resposta, ratificamos nosso interesse em seu tema e desejo de tê-lo como nosso colaborador.
Fulana de Tal, pesquisadora.


18/09/2009
Oi, Fulana de Tal. Enviei o artigo há uns oito meses. Eu até iria perguntar sobre o interesse em publicá-lo efetivamente. Posso enviá-lo novamente, sem problema. Vou repassar a você em seguida a troca de e-mails com o rapaz que havia entrado em contato comigo e o artigo. Obrigado.
(Seguem e-mails com o artigo e com as ilustrações)

21/09/2009
Prezado Maurício Oliveira,
Em nosso cadastro de artigos recebidos não consta o que o senhor nos enviou. Agradeceríamos, imensamente, se o senhor pudesse enviá-lo novamente e pedimos desculpas pelo transtorno.


21/09/2009
Fulana de Tal,
já lhe enviei, ainda na sexta-feira, o artigo e todas as ilustrações neste mesmo e-mail. Peço o favor de confirmar o recebimento.

(um dia de silêncio sepulcral)

22/09/2009
Fulana de tal,
não me leve a mal, mas fiquei surpreso com a confusão toda em relação à minha colaboração para a revista. A prioridade de publicação é de vocês - afinal, foi daí que partiu o pedido -, mas depois de um ano de espera acho que tenho o direito de encaminhá-lo a outro veículo. Vamos combinar assim: se o artigo não for publicado até a edição de dezembro, vou repassá-lo a outra publicação, ok?

23/09/2009
Por enquanto não temos previsão da publicação de seu artigo. Como o envio já completou 120 dias, o senhor poderá publicá-lo em outro meio de comunicação, caso seja de seu interesse. Agradecemos o seu envio e caso queira nos mandar mais algum artigo, favor encaminhar para o nosso novo e-mail: artigos@revistadehistoria.com.br.
Fulana de Tal (pesquisadora)


23/09/2009
Ok, Fulana de Tal. Parabéns pela organização da revista.

(silêncio sepulcral eterno)

Baladinha de quarta

Acabo de chegar da minibaladinha com meu amigo Barella, que veio palestrar na Semana do Jornalismo da UFSC. Coitado. Ele viaja bem cedo nesta quinta e vai do aeroporto direto para o trabalho, e ainda assim eu o arrastei para um boteco na Lagoa da Conceição com pagode ao vivo (fique claro que era a única opção). Antes disso, fomos a uma pizzaria com o pessoal que está organizando a Semana e os outros convidados da noite, Flavio Dieguez e Paul Jurgens. Horas divertidas, com muitos causos de redações. Nesta quinta, 17h30, tem a mesa-redonda com quatro ex-alunos, eu incluído. Estão todos convidados.
P.S.: nenhum canário cantando por aqui no momento.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O segredo do canarinho

Quinze para as cinco da matina. Eu finalizava os preparativos para pegar a estrada quando o silêncio até então absoluto foi rompido por um canário, que começou a cantar de forma estridente - e até mesmo quase obsessiva, eu diria - na pitangueira do quintal de casa. Era impossível enxergá-lo em meio à noite ainda escura e ligeiramente chuvosa. Caminhei até a árvore e o bichinho continuou lá, sem parar de cantar a plenos pulmões. E assim permaneceu até eu sair, quinze minutos depois (a Cris é testemunha dos momentos finais, pois acordou para se despedir de mim). Influenciado por filmes como "O segredo da libélula" e um tanto entorpecido por acordar tão cedo, fiquei pensando se ali não estava um antepassado tentando me avisar de alguma coisa. Quem sabe meu pai, talvez o avô da Cris (que morou muito tempo nesta mesma casa e sempre dizia para eu dirigir com cuidado). Redobrei a atenção na estrada e cá estou eu, são e salvo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Terça de agenda lotada

Planejo sair às cinco da matina rumo a Joinville, onde visito uma escola de negócios para o anuário Melhores MBAs do Brasil, da Exame/Você S.A., que segue metodologia semelhante à do Melhores Empresas para Trabalhar. Bato e volto a tempo de trabalhar à tarde na Letras Brasileiras, já na reta final do primeiro dos três meses que estou passando por lá (aproveito a deixa para dizer que está sendo muito legal compartilhar o teto com a turma sangue bom da editora).

Essa história está cheirando mal

Outro dia falei aqui do fedor exalado pela estação de tratamento de esgoto na entrada de Floripa. Esse é apenas o lado mais visível (ou melhor, mais cheirável) do histórico descaso de Santa Catarina com o saneamento. Não por acaso, a capital do estado despencou da 10ª para a 34ª posição no ranking do Instituto Trata Brasil, uma das ONGs mais respeitadas no setor, a ponto de ser citada como exemplo de má qualidade de gestão, com tarifas altas e serviços ruins. Apesar do expressivo aumento da tarifa média (de R$ 1,59 para R$ 2,39 em quatro anos), os investimentos caíram de 82% para apenas 21% do caixa gerado pela operação do sistema, descreve o relatório da ONG. A pergunta que não quer calar é: para onde está indo esse dinheiro?

sábado, 19 de setembro de 2009

Nem pense em deixar de ver isso

Depois do sumiço do Belchior e do vexame da Vanusa com o Hino Nacional, dá uma olhada no que aconteceu com o Biafra em pleno "voar, voar, subir, subir"...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pura coincidência

Falei aí embaixo do Karatê Kid e acabo de descobrir que o filme vai ganhar um remake, com ninguém menos que Jackie Chan no papel de sr Miyagi.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Me ajuda aí, senhor Miyagi

Eu no notebook, tentando me concentrar no trabalho, quando a Cris grita lá da TV:
- Amor, corre aqui, corre aqui!
Levanto imediatamente e sigo com a urgência pedida.
- Olha o Ralph Macchio! Tá fazendo uma participação especial na Ugly Betty. Nossa, ele deve ter uns 60 anos! Sim, porque quando eu tinha uns dez ele tinha uns 16...
- Mas você não tem 54 anos, Cris.
- Agora fiquei curiosa. Dá um google pra descobrir a idade dele?
Volto para o computador, desta vez bem devagarinho.
- Nasceu em 1961. Tem 48 anos - grito.
- Mesmo assim não parece, né?
- É...
(Onde eu estava mesmo?)
P.S.: você enche o meu saquinho mas eu gosto de você, você enche o meu saquinho mas eu gosto de você, tudo o que eu queria era saber por quê, tudo o que eu queria era saber por quê!

Aberta a temporada de botecos

Uma das coisas legais da Semana do Jornalismo é que vai ser uma boa chance de rever amigos que não encontro há um tempão. Um deles é o José Eduardo Barella, editor de internacional do Estadão, gente finíssima, com quem dividi baia na Veja no começo desta década. Outro é o Lúcio Lambranho, que está morando em Brasília e vem para a mesa-redonda de ex-alunos da UFSC. E tem ainda o pessoal "sumido" que mora por aqui mesmo, como o professor Rogério Fofoletti - ops, revelei sem querer o apelido dele.

Como são escolhidas as melhores empresas

Tudo começa com a inscrição gratuita das interessadas em participar. Os funcionários preenchem um questionário sigiloso, de onde resultam 70% da nota final da empresa. A equipe da Fundação Instituto de Administração (FIA) da USP, parceira no processo, avalia as políticas de Recursos Humanos e daí saem mais 20% da nota. Esses 90% definem a linha de corte das 200 finalistas, visitadas por nós, jornalistas - etapa que produz os 10% restantes da nota e define as 150 empresas vencedoras. Neste ano, a campeã foi a Caterpillar, fabricante de máquinas industriais e agrícolas instalada em Piracicaba (SP). A medalha de prata ficou com a Masa, que produz eletroeletrônicos em Manaus (AM), e a de bronze com a Volvo, fabricante de chassis de ônibus e caminhões sediada em Curitiba (PR).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mas que frila abusado!

Está nas bancas a edição 2009 do Guia "As 150 melhores empresas para você trabalhar", parceria das revistas Exame e Você S/A. É o sexto ano seguido em que participo do processo, como um dos 15 jornalistas (12 da equipe fixa da redação e três frilas) que visitam as 200 finalistas Brasil afora e escrevem as matérias sobre as vencedoras. Este ano visitei 25 empresas de Minas e São Paulo, mas o roteiro muda a cada ano. É sempre um mês inteiro de viagens, entre junho e julho. Uma experiência fantástica e riquíssima que já me levou a 15 estados. Estou com um dilema em relação ao ano que vem, contudo: teremos a Copa do Mundo e quero ver os jogos do Brasil ao lado do Lauro. Na Copa passada, eu estava visitando empresas no Rio de Janeiro (vi dois jogos do Brasil nos botecos de Copacabana). Mas o menino ainda era muito pequeno para entender o momento marcante que uma Copa do Mundo representa para nós, brasileiros. Na Copa de 2014, ao contrário, ele será um adolescente de 16 anos e provavelmente vai preferir ver os jogos com os amigos. Enfim, a Copa 2010 é a "nossa" Copa, minha e do meu filho, aquela que o Lauro lembrará pelo resto da vida - assim como a de 1982 está entre as minhas principais recordações da infância. Qual a saída? Abrir mão de um frila que adoro fazer? Que nada. É só pedir para o meu roteiro do ano que vem ser aqui na região Sul, que eu não cumpro há alguns anos. Nos dias de jogos do Brasil, volto correndo para casa. Afinal de contas, já sou um dos mais experientes da equipe e tenho direito a algumas regalias...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Semana do Jornalismo

Começa na próxima segunda a 8ª Semana do Jornalismo da UFSC, evento que ganha força a cada ano. Na quinta, dia 24, às 17h30, participo de uma mesa-redonda com ex-alunos do curso. Os outros convidados são três feras: a Kiria Meurer, repórter da RBS TV e correspondente da Globo em Santa Catarina; o Frank Maia, cartunista de A Notícia; e o Lúcio Lambranho, repórter do Congresso em Foco responsável pelas reportagens que denunciaram a farra das passagens aéreas y otras cositas.

domingo, 13 de setembro de 2009

Minha pequena Guimarães Rosa

Aos três anos, a Lígia já está dominando um grande vocabulário. Mas às vezes ainda se confunde - e teima que está com a razão. Deu certo trabalho convencê-la de que as pessoas fazem aniversário, e não aviversário, e que ela tropeçou em um buraco, e não em um furaco. Mas até que os neologismos da Lígia fazem sentido. Afinal, quem completa mais um ano está vivendo (aviversário define perfeitamente a data) e um buraco não passa de um furo em algum lugar - logo, furaco vai direto ao ponto.

Por falar em saneamento...

Estou começando a levantar informações para a matéria do Anuário de Infraestrutura da Exame sobre o setor de saneamento no Brasil. É o quinto ano consecutivo em que fico com a tarefa. Prova de que a vida de frila não é o tempo todo instável e imprevisível...

Cheirinho da loló

Quem atravessa a ponte e entra na Ilha de Santa Catarina é invariavelmente recebido pelo odor putrefato emanado da estação de tratamento construída no Aterro da Baía Sul. Uma vergonha para uma cidade turística. Todo mundo já se acostumou com isso e acha que é normal, mas dia desses eu estava conversando com um diretor da Copasa, a empresa de saneamento de Minas Gerais que é referência internacional em sustentabilidade, e ele me disse, mesmo sem conhecer os detalhes do projeto, que cheiro ruim permanente em uma estação de esgoto indica falha operacional. E que, independente da causa, há tecnologia disponível para resolver o problema. Aliás, o descaso com a questão do esgoto em Santa Catarina como um todo é uma tremenda vergonha para o Estado, que está entre os mais atrasados do país na área de saneamento.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A etiqueta do guarda-chuva

Virou moda usar uns guarda-chuvas enormes, já repararam? Considerando as nossas calçadas estreitas, acho que é uma manifestação descabida de individualismo e despreocupação com o outro. Você é obrigado a sair do caminho quando vem um troço desses. É mais ou menos que nem picape: normalmente vai ali um sujeito arrogante.

sábado, 5 de setembro de 2009

O que aconteceu com você, Manoela Balan?

"Quem viu Xuxa e Angélica no começo da carreira aposta que Manoela Balan, 11 anos, tem um belo futuro pela frente. Tanto que o produtor do primeiro CD da menina é o mesmo que encaminhou as duas loiras mais famosas do Brasil ao sucesso. (...) A primeira apresentação 'profissional' foi num restaurante de Joinville, onde a família morava. Diante de um irresistível microfone vago, ela se ofereceu para cantar. 'A Manoela nunca pediu um brinquedo que não fosse relacionado à música. Só quer saber de teclado, microfone, CD, essas coisas', conta a mãe, Maria Roseli Balan. (...) Aí começaram a surgir convites para apresentações em festas, formaturas e shoppings. Em novembro do ano passado, veio a primeira prova de fogo. Na Festa do Boi Ralado no Espeto, em Itaiópolis, um público de 12 mil pessoas esperava pela apresentação da menina. Com um repertório de canções animadas e conhecidas, ela conquistou a todos. 'Cantar para dez ou para dez mil é a mesma coisa', assegura Manoela." (A Notícia, 17 de março de 1999)
O QUE ACONTECEU COM ELA: Aos 22 anos, está morando no Rio de Janeiro e continua dedicada à carreira de cantora. Apresentou-se recentemente no Domingão do Faustão. Mais vídeos podem ser vistos aqui.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Cheiro de grama

Testemunhe a gênese de um cineasta: Heitor Caramez, filho do meu grande e saudoso mestre Eloy Gallotti e da querida Sonia Caramez. O rapaz, que era um pirralho até outro dia, tá mandando muito bem atrás das câmeras. Com vocês, Que cheiro de grama cortada no frio.

Já tô bem tamanho!

Hoje eu sinto que cresci bastante
Hoje eu sinto que estou muito grande
Sinto mesmo que sou um gigante
Do tamanho de um elefante
É que hoje é meu aniversário
E quando chega meu aniversário
Eu me sinto bem maior
Bem maior
Bem maior
Do que eu era antes...
(P.S.: gostei tanto do post da Cris que resolvi copiar descaradamente. A letra é de uma canção bonitinha do Palavra Cantada).

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Beleza de deixar louco

Minha amiga Julia Berutti, com quem estou tendo o prazer de voltar a trabalhar sob o mesmo teto, acaba de repassar uma notícia muito interessante sobre um tipo de loucura que acomete turistas. Morando em Floripa, eu achava que éramos nós que ficávamos loucos com os turistas, mas parece que o inverso também acontece. Bem que eu já desconfiava que algum parafuso da cacholeta dá uma afrouxada no momento em que o sujeito depara com esta vista deslumbrante da Lagoinha do Leste, após duas horas de caminhada na trilha. Pelo menos foi o que aconteceu com os três elementos que aparecem na foto.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Já fui mais equilibrado

Literalmente falando. Na pelada desta noite, escorreguei umas sete vezes na grama suavemente molhada pelo orvalho. Saí com os dois joelhos em pandarecos. A única vantagem é que joelhos ralados têm lá seu charme quando viram casquinha.