terça-feira, 30 de setembro de 2008

Napoleão tinha razão?

"Duas cabeças pensam melhor do que uma" é um ditado muito popular, mas não no mundo corporativo. O modelo do líder único, absoluto, é o que predomina nas empresas de todos os portes e setores, talvez porque a conquista de mercado exija estratégias semelhantes às utilizadas em uma guerra - e Napoleão já dizia que é melhor ter um general ruim do que dois bons à frente de um exército.
Assim começa o texto "Dois presidentes, isso funciona?", que escrevi para a revista Amanhã, de Porto Alegre (é a matéria de capa da edição que está nas bancas). Trata-se de uma discussão sobre o grau de eficácia do comando compartilhado, raramente adotado pelas grandes empresas. Depois de conversar com especialistas em gestão e conhecer alguns casos, acho até que pode dar certo, mas apenas circunstancialmente e envolvendo executivos sem grande apego ao poder - perfil que, cá entre nós, não é dos mais fáceis de encontrar.

Vade retro, seu Lunga!

Agora que o velho ranzinza deixou este corpo que não lhe pertencia, gostaria de homenagear a boa MPB citando um dos meus versos prediletos. Peço aos caros leitores que façam o mesmo nos comentários e me ajudem a compor um mosaico dos pontos altos da nossa música, em contraste ao post "Sete versos irritantes da MPB", logo aí abaixo. De minha parte, recorro ao genial Cartola:
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti.

domingo, 28 de setembro de 2008

Planejando as férias?

Há boas informações neste projeto, para o qual orgulhosamente contribuí.

sábado, 27 de setembro de 2008

Sem papas na língua

Só para dar uma idéia do mau humor do seu Lunga, personagem citado nos comentários do post anterior pelo Dauro, segue um trecho do cordel Respostas ignorantes de seu Lunga - que comprei, se não me engano, em João Pessoa:
Seu Lunga foi visitar a sogra no hospital
Mesmo não gostando dela.
A velha quase morrendo
Perguntou para ele:
- Lunga, se eu morrer
Você vai para meu enterro?
Seu Lunga respondeu:
- Quem enterra merda é gato.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sete versos irritantes da MPB

1. Oh, esse coqueiro que dá coco/ Onde eu amarro a minha rede/ Nas noites claras de luar (Sério que dá coco, seu Ary? Estou pasmo.)
2. Eu nasci há dez mil anos atrás/ E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (Pegou mal a redundância, hein, Raulzito? Bastava ter nascido “há dez mil anos” ou “dez mil anos atrás”.)
3. Que só eu que podia dentro da tua orelha fria/Dizer segredos de liquidificador (Única explicação possível: o Cazuza tava louco pra terminar a letra e inventou um absurdo qualquer só pra rimar com "amor", "dor" e "beija-flor".)
4. Chove lá fora e aqui faz tanto frio/ Me dá vontade de saber/ Aonde está você, me telefona (Lobão, não seja mau com as crianças. Você deveria perguntar “Onde está você”, certo? “Aonde” implica idéia de movimento, a exemplo de “Aonde você vai?”)
5. O barquinho vai/ E a tardinha cai (Já vi muita redação de pré-primário mais criativa.)
6. Não demora muito agora/ Todas de bundinha de fora/ Topless na areia/ Virando sereia (Sem comentários.)
7. Meia-noite no meu quarto, ela vai subir/ Ouço passos na escada, vejo a porta abrir/ Um abajur cor de carne, um lençol azul/ Cortinas de seda, o seu corpo nu (Realmente, um abajur cor de carne é algo muito sexy.)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Parágrafo trabalhoso

Eu estava fazendo uma pesquisa nos meus arquivos quando deparei com uma matéria que escrevi em 2001 para a Veja, intitulada "Não atire o pau no gato", sobre as pequenas crueldades que as crianças costumam cometer. Como a Lígia está bem na fase de puxar o cabelo dos amiguinhos da escola e receber mordidas em troca, ou vice-versa, reli as duas páginas. E fiquei espantado ao lembrar da mão-de-obra para produzir o último parágrafo, o que incluiu contato com cada uma das personalidades citadas (e provavelmente com outras que acabaram não sendo incluídas no texto). Ei-lo:
(...) Tanto assim que todo mundo tem uma história do gênero para contar. O sambista carioca Dudu Nobre, por exemplo, sempre colocava a culpa das artes que aprontava na irmã mais nova - e sentia um prazer sádico ao vê-la apanhar pelo que não havia feito. Já o músico e apresentador de TV João Gordo não apenas inventava apelidos para todos os colegas como, aproveitando-se do porte avantajado, chegava a extorquir dinheiro dos mais fracos na hora do recreio. A musa das quadras de vôlei Leila Barros também fez das suas apesar do rosto angelical - vivia pegando no pé de uma colega rica e gordinha, apelidando-a de "Baleia", "Rolha", "Boneco de Neve" e outras designações do gênero. A deputada federal Rita Camata lembra-se de que já foi capaz de fazer picadinho da camisa de um colega da primeira série só porque ele riu de sua trança. Já o escritor Luis Fernando Veríssimo teve experiências mais sutis: "Uma vez tentei provocar uma luta entre uma formiga vermelha e uma preta, mas não consegui. Acho que elas eram primas", conta.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mais um post saudosista

Acabo de chegar do lançamento do Voyage, da Volkswagen. É um carro bonito, mas não muito diferente dos demais sedãs. Acho os carros de hoje muito parecidos, tirando uma ou outra exceção. Bom mesmo era quando a gente reconhecia de longe se lá vinha um Fusca, uma Kombi, um Fiat 147, um Chevette, um Opala ou um Maverick - e a única dúvida possível era entre Brasília e Variant.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Um exemplo de imprevisibilidade

Outro dia a Ana Paula falou dos passarinhos que freqüentavam sua ameixeira e eu deixei um comentário falando da minha ameixeira e dos meus passarinhos. Tudo lindo, harmonioso e romântico. Até que, noite dessas, surgiu um morcego rondando a ameixeira aqui de casa. Na noite seguinte já eram dois, depois cinco, seis, dez, enfim, inúmeros primos do Batman sobrevoando ameaçadoramente o caminho entre a casa e o meu cafofo. Estava decidido a tolerar os bichinhos até que as ameixas acabassem, mas desisti no sábado, quando a parede de casa e o carro amanheceram cobertos de manchas marrons (cocô de morcego, para quem gosta de informações claras). Aí já era questão de saúde pública: peguei o serrote e podei a ameixeira com, digamos, certo rigor - algo absolutamente impensável uma semana antes, prova de que o futuro é mesmo imprevisível. No início da noite de sábado, quando os morcegos chegaram, foi divertido ver a cara de bobo deles. Depois disso, sumiram. (Talvez apareçam por aí, Ana.)

O futuro nem sempre é o que imaginamos

Se fôssemos bons em prever o futuro, não viveríamos sendo acometidos pela sensação de ter escolhido a fila mais lenta do supermercado. Professor de Psicologia em Harvard, Daniel Gilbert diz que somos o único animal que tem a pretensão de adivinhar o que vai acontecer – e que freqüentemente se decepciona ao constatar que as coisas não transcorreram conforme o esperado. Apesar dos inevitáveis tropeços, entretanto, é evidente que nossa felicidade depende das apostas que fazemos: com quem casar, onde morar ou a carreira profissional a seguir, isso sem falar nas pequenas decisões do cotidiano, como a da fila do supermercado. Se levarmos em conta a história da humanidade, a autonomia para fazer todas essas escolhas é recente: as pessoas costumavam passar a vida na região em que nasciam, casavam por indicação dos pais e seguiam uma profissão não por prazer, mas pela necessidade de assegurar o sustento. Tudo isso quer dizer algo bem simples: jamais a busca da felicidade esteve tanto em nossas mãos. (Resenha do livro O que nos faz felizes - O futuro nem sempre é o que imaginamos, de Daniel Gilbert, Editora Campus, uma das 16 que escrevi para o especial "122 livros para entender o mundo", da Superinteressante, que acaba de chegar às bancas.)

O Voyage está de volta

O pessoal do Estadão me pediu para cobrir o lançamento do Voyage, o novo sedã da Volkswagen, que acontece amanhã aqui em Floripa. Quem tem mais de 30 anos, como eu, certamente se lembra do velho Voyage, fabricado entre 1981 e 1995.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cordialidade, ainda que tardia

Outro dia critiquei aqui a mania brasileira de nem sempre responder e-mails, com a velha desculpa do excesso de atribuições. Pois acabo de receber a resposta de um professor da George Washington University exatos cinco meses e dois dias depois de tê-lo consultado sobre seu eventual interesse em ser orientador do projeto que eu apresentaria à Capes/Fulbright. A essa altura, ele poderia simplesmente me ignorar, mas ainda assim perdeu tempo para escrever: "I am so sorry to have taken so long to reply to your email. I think your project sounds fascinating. Unfortunately, I'm on leave this year, and so, will have no pedagogical responsibilities. Thus, I will not be able to help out at this point. Please do keep me posted on your activities." Simples e gentil. Aliás, consultei uns 12 professores ao longo do processo, das mais importantes universidades da região de Washington, e o único que não tinha me respondido era justamente este. Alguns demonstraram interesse real no projeto, mas mesmo os que não tinham interesse fizeram questão de dizer algo positivo sobre a idéia. Será que nossos acadêmicos também são cordiais assim? (Sobe a música de suspense.)

Papo meio esquisito

Meu blog é um ser vivo em constante mutação, ok? Alterações em textos publicados poderão ser feitas a qualquer momento, sem aviso prévio ou posterior.

domingo, 21 de setembro de 2008

Como inverter a encheção de saco

- Bom dia. Eu poderia falar com o senhor Maurício?
- Quem deseja?
- É Luzia, do cartão Unicard Unibanco.
- (Bem que desconfiei que era telemarketing...) Ele não está. Quer deixar recado?
- Sabe quando eu consigo falar com ele?
- Bom, não sei... Acho que vai ser meio difícil.
- Mas ele mora aí, não mora?
- Sim... Quer dizer... As roupas dele ainda estão no nosso armário, mas a gente brigou feio, sabe?
- Ahn...
- É por isso que eu não sei quando você vai conseguir falar com aquele ingrato.
- Eu tento outra hora, ok?
- Sabe, Luzia, faz dois dias que eu choro sem parar... Você já levou um fora?
- Desculpa, mas eu realmente preciso desligar.
- Não acredito que você vai me deixar falando sozinho, depois de puxar um assunto tão delicado... (finge choro) Luzia, foi você quem começou! Agora vai ter que me ouvir!

Por falar em fidelidade bloguística...

Faz uma semana que instalei o Sitemeter, ferramenta meio tosca que registra o número de visitas em um site (tenho certeza que os amigos ligados em tecnologia podem me indicar algo melhor). Se interpretei bem o relatório, o vidadefrila tem recebido a média de 20 visitantes por dia. Descontando umas cinco visitas que devem ser as minhas próprias, dá uns 100 acessos ao longo da semana. Para mim está ótimo, já que se trata (obviamente) de um público seleto.

Justificativa prévia

Há momentos mais e menos tranqüilos na vida de um frila. Estou passando por um bem atribulado, com várias tarefas de curto prazo e dois grandes projetos que, embora só devam ficar prontos daqui a alguns meses, precisam avançar desde já. Como esta semana é chave para dar uma boa limpada na pauta, é provável que eu dê uma sumida aqui do blog. Mas não me abandonem, por favor. Prometo tirar o atraso depois.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

E não foi a única

No mesmo espaço que ocupa no Jornal do Almoço, da RBS TV (afiliada da Globo), Cacau cometeu outro atentado à democracia. O programa abriu espaço para entrevistas com os candidatos a prefeito de Florianópolis, realizadas ao longo desta semana - uma por dia, ao longo de oito minutos. As entrevistas, ao vivo, vêm logo depois do espaço ocupado por ele, Cacau. Pois hoje o colunista usou parte de seu espaço para debochar de uma idéia do candidato que seria entrevistado a seguir - Nildomar Freire, do PT, que propõe a instalação de um teleférico como meio de transporte coletivo. Independente da viabilidade ou não do projeto (e Cacau certamente não é a pessoa mais indicada para avaliar a questão), o comentário, feito naquele momento e daquela forma, contrariou a suposta intenção do programa de conceder igualdade de condições aos candidatos, além de ser uma tremenda descortesia com um visitante. (Só para deixar claro: eu acharia igualmente absurda a atitude se a situação envolvesse qualquer outro candidato. Provavelmente não votarei no Nildomar, embora a questão ainda esteja em aberto.)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Não fala bobagem, rapaz!

O colunista social tido como o mais influente de Florianópolis, Cacau Menezes, apoiou a atitude de um grupo de torcedores do Figueirense que, diante do mau desempenho do time nas últimas rodadas do Campenato Brasileiro, foi ao treino, gritou palavrões e soltou um rojão em direção aos jogadores, deixando dois deles caídos. "Só um tapinha não dói", disse o colunista há pouco na TV, para milhares de pessoas, boa parte delas crianças. É lamentável que um formador de opinião não tenha discernimento o suficiente para perceber o quanto pode influenciar novos atos de violência e de cerceamento da liberdade individual e profissional. Aposto que Cacau não gostaria nem um pouco se telespectadores insatisfeitos com seu desempenho invadissem o estúdio da TV para soltar um rojão na orelha dele.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Para quem está na onda dos concursos

Acabo de descobrir por acaso, ao entrar no site do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, que serão preenchidas 80 vagas de nível superior, incluindo assessoria de imprensa. É um lugar simpático para se trabalhar, socialmente relevante, e os salários até que são razoáveis.

Ele voltou!

Êba! O grande Frank Maia tirou seu xinelão do armário! Aproveite e faça um revival de tudo o que tem por lá.

Uma leve tendência à autodestruição

Aos 8 anos, caí de um brinquedo no parquinho de uma praça e quebrei o braço direito. Era verão e o gesso coçava muito. Eu enfiava uma caneta Bic para tentar amenizar a coceira. Até que a tampa da caneta ficou lá dentro e não percebi. Só muito tempo depois alguém se deu conta, pelo cheiro, que havia algo errado. Metade da tampa já estava enfiada na carne. Tenho a marca até hoje.

Aos 11, o pedal esquerdo da minha bicicleta quebrou. Restou apenas o cabo de metal que o sustentava, e eu não liguei muito para esse ligeiro desconforto. A moda da época na vizinhança eram as corridas de bicicross. Aposto que você já adivinhou o desfecho: sim, rasguei o pé naquele troço. Alguns pontos.

Aos 13, achei que seria uma boa idéia subir num gigantesco pé de mamão da vizinha. Quase chegando lá no alto, o galho em que eu me apoiava desabou. Além do tombo propriamente dito, vários mamões verdes caíram em cima de mim. O indicador da mão direita inchou imediatamente. Quebrado.

Aos 17, atravessei a Ponte Hercílio Luz de bicicleta, à noite (era uma época em que o tráfego de carros já estava proibido, mas pedestres e ciclistas podiam usar a passarela lateral, com uns dois metros de largura). Na volta, em direção à ilha, fiquei com receio de que estivesse na hora de fechamento da ponte (isso acontecia às 23 horas, se não me engano) e acelerei ao máximo. A iluminação era ruim e levei um susto quando surgiu alguém na direção oposta. No reflexo, acionei o freio da frente. Dei uma inacreditável cambalhota que poderia muito bem ter me jogado lá embaixo, no mar, pois a cerca de proteção era baixinha.

Aos 19, tomei meu primeiro grande porre. Fiquei tão bebum que deixei o copo cair, ele quebrou, pisei em cima e nem senti. Amigos me levaram para levar um monte de pontos no pé direito.

Aos 26, estava no rasinho do mar quando, de bobeira, perdi o chão ao me aproximar de algumas pedras. Não sei nadar e pressenti o fim chegando, pois a correnteza estava me levando para alto-mar. Sei lá como, consegui me mover alguns metros lateralmente em direção a uma das pedras e me agarrei nela. Estava cheia de mariscos e fiquei todo lanhado. (Meu amigo Gian se aproximava para tentar me salvar, mas sou mais pesado que ele e as leis da física costumam ser rigorosas.)

Aos 32, em meio à reforma do apartamento, dei uma cabeçada tão forte em uma luminária (a mesa que ficaria embaixo dela ainda não havia chegado) que a camada de três centímetros de vidro sólido não resistiu e se quebrou. Fiquei tonto e com um galo na testa.

O lado bom disso tudo é que eu não morri.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Quase morri de rir

Acabo de receber, pela lista dos amigos que jogam futebol juntos, um e-mail "engraçadinho" que começa assim:

1 advogado = um doutor
2 advogados = um escritório
3 advogados = uma reunião
4 advogados = uma quadrilha
---------------------------------
1 carioca = um surfista
2 cariocas = dois surfistas
3 cariocas = uma boca de fumo
4 cariocas = um arrastão
---------------------------------
1 gaúcho = um cabra macho, tchê!
2 gaúchos = uma briga de faca
3 gaúchos = um rodeio
4 gaúchos = uma parada gay
---------------------------------
1 baiano = um escritor famoso
2 baianos = uma luta de capoeira
3 baianos = um grupo de axé
4 baianos = um terreiro de macumba

E por aí segue a brincadeira sem graça, atingindo ainda paulistas, paraibanos, chineses, italianos, argentinos e petistas. O que me surpreende nem é o fato de existir gente preconceituosa e com tempo livre para criar e difundir essas bobagens. Fiquei atônito, isso sim, ao perceber que o e-mail original, repassado pelo colega a umas 100 pessoas (das quais muitas repassarão a tantas outras), chegou a ele devidamente assinado, como se a pessoa se orgulhasse do que estava fazendo. E o mais incrível é que, logo abaixo do nome, a moça colocou o cargo que ocupa, o nome da empresa para a qual trabalha e até os telefones de contato, incluindo o celular. Ela é "consultora de vendas" de uma das mais importantes revendedoras de carros de Florianópolis. Ou seja, não apenas correu o risco de perder metade da clientela em potencial ao divulgar uma asneira dessas, mas ainda por cima - e isso é o mais grave - comprometeu a reputação do empregador e de todos os companheiros de trabalho. Depois a pessoa reclama da sorte, diz que não sabe porque as coisas não dão certo para ela etc etc. Chega a ser tristemente ingênuo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Amanhã é outro dia

O futebol é apaixonante porque, assim como na vida, sempre há a possibilidade de dar a volta por cima. Veja o caso dos times de Floripa. Enquanto o Figueirense vem se mantendo há um bom tempo na primeira divisão do campeonato nacional, o rival Avaí jamais teve o gostinho de integrar o grupo de elite - são anos e anos de tentativas frustradas na segundona. Desta vez, contudo, a temporada se encaminha para um desfecho surpreendente: o Avaí está a caminho de ser promovido e o Figueirense parece ter entrado na rota do rebaixamento. Se a inversão se confirmar, a chacota mudará de lado com força redobrada, já que a gana dos avaianos está acumulada. É uma lição para a vida, com diversas possibilidades de adaptação, tipo "não explore o estagiário, pois ele pode se tornar o presidente da empresa" ou "não maltrate seu gato: talvez ele seja convocado como testemunha no julgamento que decidirá se você vai para o céu ou para o inferno".

Festa da democracia o escambau

Sei que é politicamente incorreto dizer isso, mas eleições são um porre. Você abre a caixa do correio e ela está repleta de santinhos. E não é apenas um de cada candidato - são três, cinco, dez, um montinho despejado por um cabo eleitoral louco para se livrar do trabalho. Quantas árvores desperdiçadas... E aquele pessoal com cara de enfado balançando as bandeiras nos semáforos? E os carros de som em pleno domingo pela manhã? E o show de mentiras e discursos vazios no horário eleitoral? E a mesquinharia que você percebe o tempo todo na sua própria vizinhança - quantas pessoas colocam a placa de um candidato em frente de casa por realmente acreditarem nele e quantas estão trocando o espaço por um "agradinho" ou esperando um cargo público como recompensa? O pior de tudo é ter a plena convicção de que pelo menos 90% dos candidatos são mal intencionados. Alguns o são no sentido "clássico" (ou seja, pretendem meter a mão no dinheiro público), outros tantos por se preocuparem muito mais com a carreira política e com o exercício do poder do que com o bem estar da população. Por mim, poderiam decidir no par ou ímpar. Ou no Soletrando - ao menos renderia boas risadas.
(...)
Liguem não. Sempre fico assim revoltado, mas no final das contas voto nos candidatos que considero os menos piores.

sábado, 13 de setembro de 2008

Uma grave falha de memória

É uma pena, mas grande parte do conteúdo produzido para a internet está fadado a desaparecer - uma lacuna e tanto para os historiadores do futuro. Senti isso na pele ao procurar um perfil do estenotipista norte-americano David A. Kasdan que escrevi há pouco mais de dois anos para o extinto site NoMinimo. Só o encontrei (e ainda assim sem as fotos) porque um blogueiro o guardou. Todo o conteúdo original do site, que marcou época, simplesmente evaporou.

Como permitiram essa palhaçada?

O Palhaço Chupetão, um chato que perambula pelas ruas da Lagoa da Conceição fazendo publicidade ambulante com um megafone, é candidato a vereador em Florianópolis pelo Partido da República (PR). Ele aparece no horário eleitoral fantasiado e sem informar o nome verdadeiro. Isso é permitido? Pedir voto sem revelar a identidade? Achei que só fosse possível em ficção, tipo o Krusty dos Simpsons.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A UFSC também faz bonito

Depois de citar o Set Universitário, eu não poderia deixar de falar da 7a Semana do Jornalismo da UFSC, evento que também já se tornou tradicional e muito aguardado pelos estudantes da área. Entre os convidados desta edição, que começa na próxima segunda, estão Arthur Dapieve, Cremilda Medina, Marcelo Tas e Ruy Castro.

Já que falei daqueles tempos...

Como quase todo garoto criado em Floripa, tive um namorico de verão com uma argentina: Florípedes, ou simplesmente Flor. Na despedida, ela me presenteou com uma rede (que, mais de 15 anos depois, continua firme e forte). Naquele tempo não tínhamos e-mail e a Argentina parecia muito distante, assim como o verão seguinte. Nunca mais soube dela.

Boas lembranças de Porto Alegre

A Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUC/RS, em Porto Alegre, está na reta final da organização do 21º Set Universitário, evento anual que promove troca de experiências entre estudantes brasileiros e dos países vizinhos. É impressionante como a mostra competitiva cresceu desde os meus tempos de universidade, entre 1992 e 1996. Só em Jornalismo são 24 categorias. Na minha época, se não me engano, eram apenas cinco: reportagem de texto, de rádio, de TV, fotografia e projeto gráfico. O Set envolve ainda as áreas de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, e Cinema e Audiovisual.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A moça dos olhos cor de âmbar

Alvíssaras! A blogosfera tem agora o charme e elegância de Ana Paula Lückman e seu Certezas Biodegradáveis. Ela chegou a mil, soltando tudo o que estava represado. Já viciei.

Hay que respetar

Depois da vitória no Chile por 3 a 0, Robinho, se achando a última bolacha do pacote, pichou no vestiário um recado aos donos da casa: "Hay que respetar a la mejor selección del mundo". Ontem, depois de empatarem com o Brasil sem gols e com um jogador a menos (expulso injustamente, a propósito), os bolivianos, lanternas das Eliminatórias, também poderiam ter deixado um recado no vestiário do Engenhão: "Hay que respetar a la peor selección de la América del Sur."

Teorias da conspiração

Há dois anos a Aventuras na História me pediu uma matéria sobre questões obscuras relacionadas aos atentados de 11 de setembro. Mergulhei nas teorias conspiratórias e concluí que, de fato, há muita coisa mal explicada. Por que ninguém viu o avião que caiu no Pentágono? (Teria sido um ataque simulado para criar em Washington o mesmo clima de comoção que tomava conta de Nova York com a destruição das Torres Gêmeas, o que facilitaria a obtenção de apoio político para as ações de combate ao terrorismo - incluindo as invasões do Afeganistão e do Iraque?) Como manobras aéreas tão precisas poderiam ter sido feitas por terroristas com treinamentos básicos de pilotagem? Como se explica a apatia de George W. Bush ao ser informado dos atentados? (A cena está no documentário Fahrenheit 9/11, de Michael Moore). Por que os serviços de inteligência dos Estados Unidos não descobriram os planos dos terroristas, por que os aviões não foram interceptados por caças e por que Bin Laden nunca foi capturado? Quem se beneficiou com a destruição do World Trade Center? (O deficitário conjunto de sete prédios, com muitas salas vazias, estava precisando de uma reforma de US$ 200 milhões, mas com os atentados o seguro rendeu US$ 3,6 bilhões). Por que evidências foram destruídas? (O vídeo feito por uma câmara instalada no alto do Hotel Sheraton, próximo ao Pentágono, teria sido confiscado por agentes federais naquele mesmo dia). E quem mandou antrax pelo correio justamente a pessoas e instituições que poderiam ter algum peso no questionamento das versões oficiais do atentado, como jornais e emissoras de TV? Perguntas, perguntas...

Um dia que ninguém esquece

Dauro instiga seus leitores a relembrar o que estavam fazendo há exatos sete anos. Deixei meu depoimento lá, mas vou acrescentar aqui uma curiosidade profissional. Como fui um dos primeiros repórteres a chegar na redação da Veja naquela manhã, eu e a colega Cláudia Granadeiro ficamos com uma pauta sobre a repercussão dos atentados. Era uma matéria para fechar naquele mesmo dia, pois integrava o caderno a ser impresso à noite. Só no dia seguinte a direção da revista decidiu que toda a edição seria dedicada ao tema e que nenhuma matéria sairia assinada. Mas a nossa já estava impressa e saiu assinada - a única em toda a revista. Lembro que um conhecido achou, na época, que eu e a Cláudia havíamos escrito todos os textos da edição...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Pião ou piorra?

Eis uma questão que sempre me intrigou.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Relembrando as aventuras pelo Brasil

Ontem à noite foi lançada em São Paulo a nova edição do guia As Melhores Empresas para Você Trabalhar, da Exame e da Você S/A, e anunciada a vencedora deste ano: a Volvo, sediada em Curitiba. Duas das empresas que visitei - a Masa, de Manaus, e a Albras, de Barcarena (PA) - ficaram entre as dez primeiras. No site tem uma matéria ("Crônicas de viagem") contando aventuras dos repórteres que participaram da equipe, incluindo passagens envolvendo este blogueiro.

Como são corajosas essas mulheres

Acabo de receber notícias de outra querida ex-colega de Gazeta Mercantil, a carioquérrima Chris Martinez. É mais uma amiga que envereda pelo empreendedorismo. Depois de passagens pela Gazeta e pelo Valor que somaram 15 anos, ela acaba de montar a Butique das Letras em sociedade com Daniela Hirsch, ex-repórter de revistas de decoração da Abril e primeira editora brasileira da Men's Health. Trata-se de uma empresa que nasceu "para produzir textos claros e simples, mas sem deixar de proporcionar prazer ao leitor". Posso atestar que essa é mesmo a especialidade da Chris, além do inabalável alto astral. A proposta da dupla é gerar conteúdo para revistas, jornais, livros e sites. Se algum dos meus milhares de leitores tiver interesse em contatá-las enquanto o site não fica pronto, é só me consultar que tenho os telefones.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A cordialidade e as novas tecnologias

O colega citado aí embaixo acaba de escrever dizendo que agradeceu, sim, mas que pelo jeito o e-mail nunca chegou à minha caixa postal. É claro que isso ocorre, mas também é fato que muita gente tem recorrido a essa desculpa esfarrapada. Creio que a melhor solução para quem enviou um e-mail que efetivamente se perdeu pelo caminho é resgatá-lo da caixa de enviadas e retransmiti-lo com o registro da data e hora originais, comprovando assim que a história é verídica. O rapaz não fez isso, mas tudo bem, nem por isso vou ficar chateado - as pessoas andam muito atarefadas e descuidos do gênero são até compreensíveis. Na dúvida o réu é inocente, então pedi desculpas pelo mau jeito. De qualquer forma, acho que o caso simboliza a necessidade de estarmos atentos às regras de convívio que, independente das novas tecnologias, continuam valendo. (E é claro que não sou santo - também já deixei de responder e-mails e coloquei a culpa no reino dos e-mails perdidos...)

Uma questão de educação básica

No final do ano passado coordenei a produção de um guia gastronômico de Santa Catarina, trabalho que envolveu uma equipe de outros sete jornalistas convocados por mim e se estendeu por cerca de três meses. Há dez dias fui consultado sobre o interesse de fazer uma nova edição do mesmo guia, mas desta vez o frila não cabia na minha agenda. Perguntei ao colega que me ligou (com o qual nunca havia falado até então) se ele gostaria de ter uma indicação de alguém em Floripa com o perfil para assumir a tarefa. Ele achou a idéia ótima - afinal, era de São Paulo e não conhecia ninguém por aqui. Além do mais, havia urgência (tanto que ele estava me ligando quase às dez da noite). Combinamos que eu iria apenas consultar a pessoa que eu imaginava indicar. Liguei na mesma hora e ela demonstrou interesse. Escrevi então um e-mail repassando os contatos e resumindo o excelente currículo da pessoa que eu estava indicando. Pedi apenas que confirmasse o recebimento do e-mail - coisa que ele não fez. Cinco dias depois, a pessoa que eu havia indicado me disse que não houve qualquer contato. Pensei: "Será que meu e-mail não chegou lá?" Mandei então um novo e-mail pedindo confirmação do recebimento e, para ficar com a consciência totalmente tranqüila, liguei para o ramal do colega de São Paulo e deixei um recado na secretária eletrônica. Mais cinco dias de silêncio absoluto. Pois acabo de escrever outro e-mail, desta vez meio desaforado: "Aposto que a sua mãe ensinou a agradecer quando alguém faz um favor, não ensinou? Pois é... Abraço." Óbvio que ele não tem obrigação de acatar a minha indicação, mas daí a ignorar regras básicas da cordialidade... E o pior, do ponto de vista profissional, é que tenho informações fundamentais a repassar a quem vai assumir a empreitada, pois é um trabalho que envolve certa continuidade. Claro que pode ter acontecido algo com o rapaz, então fico aqui torcendo para que seja só falta de educação mesmo.

A título de esclarecimento

Embora meus temas recentes tenham sido poesia, futebol, piadas e flores, isso não quer dizer que eu não trabalhe, certo?

O meu pacote de benefícios

Ok, carteira assinada dá direito a décimo-terceiro, férias e o escambau, mas que empresa oferece este visual bem ao lado da sala de trabalho?

Para começar a semana com leveza

Depois de um final de semana repleto de compromissos agradáveis - curtindo os amigos, a família e um lindo domingo de sol em Floripa -, não pude escapar de um pequeno expediente de trabalho que invade a madrugada de segunda-feira. Acabo de relaxar um pouquinho com o divertidíssimo Almanhaque para 1949, do Barão de Itararé, mais uma dessas preciosidades que encontrei em algum canto do Brasil. Aí vai uma das piadinhas típicas do Barão:
Querendo bancar o esperto, o Cardoso colocou no cabide do restaurante, a certa distância da mesa que ocupava, o seu fino guarda-chuva com o seguinte cartão: "Este guarda-chuva pertence ao campeão nacional de boxe". Findo o almoço, foi buscá-lo, mas lá só encontrou este cartão: "O guarda-chuva do campeão nacional de boxe foi levado pelo campeão nacional de corridas."

domingo, 7 de setembro de 2008

Peripécias de um rato de sebos

Adoro visitar sebos pela sensação de que há preciosidades esperando para serem descobertas, especialmente naquelas prateleiras mais escondidas. Na sexta pela manhã, no centro de Floripa, encontrei o índice da National Geographic com todas as matérias que saíram nos 100 primeiros anos da edição norte-americana, entre 1888 e 1988, um calhamaço com mais de 1.200 páginas muito bem ilustradas pelas magníficas fotos que são a marca registrada da revista. Fui verificar o preço, já me preparando psicologicamente... Apenas R$ 15! Um verdadeiro tesouro.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Poetas são eternos

Há dez anos morria Cláudio Alvim Barbosa, o Poeta Zininho, autor do Rancho de Amor à Ilha, singela canção composta em 1965 que se tornaria o hino oficial de Floripa. É um caso raro de hino que se impôs como tal em decorrência de sua popularidade. Todo mundo na cidade conhece a letra e quem vem de fora logo se encanta com a doçura das palavras do poeta - que, como diz sua filha Cláudia, continua vivo em cada esquina, em cada boteco, em cada grão de areia das lindas praias da ilha.

Um pedacinho de terra

perdido no mar
Num pedacinho de terra
beleza sem par

Jamais a natureza
reuniu tanta beleza
Jamais algum poeta
teve tanto pra cantar
Num pedacinho de terra
belezas sem par

Ilha da moça faceira
da velha rendeira tradicional
Ilha da velha figueira
onde em tarde fagueira
vou ler meu jornal

Tua lagoa formosa

ternura de rosa, poema ao luar
Cristal onde a lua vaidosa
Sestrosa, dengosa
vem se espelhar

P.S.: quem já viu a lua cheia refletida nas águas da Lagoa da Conceição sabe bem do que Zininho estava falando.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Floripa antenada com o mundo

A querida amiga Juli Pereira conseguiu escapar da loucura de São Paulo e está viabilizando sua permanência em Floripa com muita criatividade: fundou, ao lado da sócia Ana Karina Hahn, o bureau de comunicação sensorial Brand-à-Porter. O que elas fazem, em síntese, é ter idéias cheias de estilo para divulgar produtos e eventos.

Feliz aniversário, Lígia!

Há dois anos eu me pergunto: como pode caber tanta fofura em uma coisinha tão pequena?

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

As maiores empresas do Sul

Nas bancas a edição especial da revista Amanhã, de Porto Alegre, com a sempre esperada lista das 500 maiores empresas do Sul. No pódio há uma representante de cada estado: a gaúcha Gerdau, a paranaense Vivo e a catarinense Bunge. Parabéns à equipe - em especial aos editores Jaime Luccas e Marcos Graciani, que de vez em quando me dão o prazer de uma visita aqui no blog -, pois a revista está muito bem produzida.

Cinco anos de frila

Foi em setembro de 2003 que tomei a decisão de viver como frila, sem a menor certeza de que daria certo. Com o tempo, no entanto, estabeleci relações sólidas com pessoas e veículos que se tornaram clientes habituais. Hoje me sinto muito mais seguro e satisfeito do que se tivesse um único patrão. Isso sem falar em uma série de outras vantagens que eu resumiria em uma única palavra: liberdade. E liberdade não tem preço.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Já que falei de futebol...

A história se passou há alguns anos, mas, diante do sucesso entre os amigos, vale a pena ser recontada:
Eu assistia ao jogo entre Figueirense e São Paulo pela TV enquanto a Cris, ao lado, folheava uma revista de decoração. Percebi que havia um jogador chamado Simplício em cada time e
senti a necessidade de comentar com alguém.
- Olha só, tem dois Simplícios em campo.
Tentando demonstrar interesse, a Cris perguntou:
- Ah, é? E um simplício joga no ataque ou na defesa?
Ela achou que simplício fosse uma posição, tipo zagueiro ou cabeça-de-área.

Futebol, espelho da vida

Numa época dominada por jogadores que só pensam em dinheiro e vivem com o ego nas alturas, é bom constatar que há exceções. Sou palmeirense, mas sempre simpatizei com o centroavante alagoano Aloísio, que jogava pelo São Paulo. Simplório e brutamontes (no sentido físico), ele é um gentleman em campo. Não lembro de tê-lo visto cometer qualquer falta desleal ou provocando a torcida adversária durante a comemoração de um gol. Reparei muitas vezes que, ao ser substituído, jamais deixava de cumprimentar e motivar o jogador que estava entrando, ainda que fosse concorrente direto à vaga de titular. Pois agora o Aloísio foi vendido para um time da Arábia Saudita e chorou na coletiva de despedida. A cena me fez lembrar de outra alagoana, a Cida, que trabalhava conosco em São Paulo e também chorou no momento do adeus.

Este blog só me dá alegrias

O melhor de ter um blog é transformá-lo em atalho para novas e velhas amizades que vamos reencontrando pelo mundo virtual. É o caso da Ana Cláudia Menezes, que, com várias experiências internacionais no currículo, batizou o seu blog de Estrangeira. Aliás, já fui ciceroneado por ela em Nova York. Chique, não?