sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Meu primeiro jornalista

Não me perguntem a razão, mas lembrei agora do meu primeiro contato face to face com um representante da imprensa. No início da década de 80, quando morávamos em Araranguá, sul de Santa Catarina, meu irmão Beto teve um desempenho espetacular em um concurso de redações chamado "Maratona Cívica". Depois de vencer a etapa da sala, do colégio, da cidade e por fim de todo o estado, ele foi ao Rio de Janeiro participar da final nacional. Não ficou com o primeiro lugar, mas mesmo assim foi homenageado pela Câmara de Vereadores, eu acho. Só sei que a Rádio Tubá, do município vizinho de Tubarão, mandou um repórter para cobrir o evento. Ele conversou com o Beto e soube que seus dois irmãos - eu e o Marcus - também havíamos participado do concurso (assim como todos os demais estudantes de escolas públicas, a propósito). Aí o tal repórter pegou uma palavrinha de cada um de nós (eu devia ter uns 10 anos) e avisou que a matéria iria ao ar no dia seguinte. Ficamos ligados no rádio até ouvir a chamada: "Irmãos de Araranguá tiram primeiro, segundo e terceiro lugares em concurso de redação". E a matéria que entrou a seguir sustentava a mentira. O repórter simplesmente decidira "esquentar" a pauta, como se diz nas redações.

Pegadinha instrutiva

- A nova professora de português não deixa ir no banheiro, contou o Lauro.
Diante do meu olhar de espanto, ele arrematou:
- Ela só deixa ir ao banheiro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Um pouco de estabilidade

Há períodos em que a vida de frila pode se tornar surpreendentemente estável. O meu primeiro semestre está praticamente fechado. Dois trabalhos grandes para terminar até o final de maio, quando começa meu envolvimento com as visitas do Melhores Empresas para Trabalhar, da Exame, processo que vai até o final de julho. É claro que nesse meio tempo dá para encaixar tarefas rápidas, algo importante para preservar os contatos e reforçar o caixa, mas o fato é que, por mais que algumas surpresas certamente venham desses encaixes, eu jamais havia conseguido me planejar com tanta antecedência nos meus cinco anos de frila. A sensação é boa.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

No parque aquático

Nosso dia molhado com o Igor e o Gustavo, o paparazzo da vez. Acho que dá para perceber o quanto o Lauro se divertiu, não?

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Barbeiragens inacreditáveis

Tirando as piadinhas machistas, este vídeo é muito engraçado.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Um novo talento

Obras do artista plástico Paulo Govêa, paulistano radicado em Floripa, compõem o cenário da nova campanha publicitária do Banco do Brasil. Sua marca registrada são as figuras femininas, que também podem ser vistas no bar Vecchio Giorgio e em intervenções urbanas espalhadas pela cidade.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Vai trabalhar, vagabundo

Perdi dois minutos ao telefone, mas acho que valeu a pena:
- É da pizzaria?
- Sim.
- Posso falar com o proprietário?
- É ele.
- Como é seu nome?
- Cláudio.
- Oi, Cláudio. Aqui quem fala é Maurício. Como vai? É o seguinte: fui olhar minha correspondência agora há pouco e havia uns dez folhetos da sua pizzaria. Além de estarem entupindo a minha caixa de correio, é um desperdício de papel e sei que é um custo danado para você.
Ou seja: entreguei o malaco que ele contratou para distribuir os folhetos e achou um jeitinho de "otimizar" o tempo. Coisa de brasileiro metido a esperto. Depois reclama que não encontra serviço.

O artilheiro triste

Nesses tempos em que a gente vê os jogadores de futebol fazendo mil estripulias para comemorar um gol - coração para a câmera, dancinha ridícula e até mortal de costas -, surpreende a história de Quarentinha (1933-1996), o maior artilheiro da história do Botafogo, com 313 gols pelo clube carioca. Ele sequer sorria ao mandar a bola para o fundo das redes. Simplesmente dava meia volta e saía caminhando em direção ao seu lado do campo para o reinício da partida. "É minha obrigação. Sou pago pra isso", dizia. Mais uma do Almanaque de Cultura Popular.

Pagando mico na posteridade

Já que um assunto puxa o outro e falei no post anterior dos velhos tempos das cartas... O Almanaque de Cultura Popular - uma das revistas de bordo da TAM - deste mês tem uma matéria interessante sobre cartas escritas por personalidades ao longo da história brasileira. Fiquei rindo sozinho ao ler que Dom Pedro I eventualmente concluía suas ardentes cartas para a Marquesa de Santos assinando "Demonão".

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Para amigos não há distância

Uma das coisas legais de ter um blog e de ler outros blogs é que você pode conhecer pessoas especiais na mesma situação. Conhecê-las de verdade, na essência, antes de vê-las face a face (seria um revival dos velhos tempos das cartas?). Foi assim com a Rafaela, que acaba de nos dar a boa notícia de sua aprovação no mestrado em ciência da informação pela Federal do Rio. Fico feliz por ter dado minha pequena, para não dizer minúscula, contribuição - enviei meu projeto de mestrado para ajudá-la a formatar o dela. Enfim, uma dessas coisas que um amigo faz para o outro. Sim, porque amigo é amigo, não importa a distância e nem mesmo se você já viu a outra pessoa de perto.

Obra-prima em quadrinhos

Como um assunto puxa o outro, o post anterior me fez lembrar de uma graphic novel que me impressionou muito na adolescência: O Edifício, de Will Eisner (1917-2005), o criador do Spirit.

O edifício Dumont-Adams

Desta vez não tive tempo para lazer em São Paulo. Tudo o que fiz, além de trabalhar, foi jantar com meu irmão Beto na terça, dia em que cheguei, e dar uma volta há pouco na Avenida Paulista, onde estou hospedado (embarco amanhã cedo de volta para casa). Falando em Paulista, sempre fiquei intrigado com o estado de abandono do belo edifício ao lado do Masp, o Dumont-Adams. Nunca o havia visto aberto, mas hoje tive essa sorte - o segurança que estava na porta me permitiu dar uma olhada no saguão e disse que o prédio começará, finalmente, a ser reformado. Provavelmente estava acontecendo algum tipo de inspeção naquele momento, pois havia luzes acesas lá dentro. O Dumont-Adams tem fama de mal-assombrado e nos últimos anos se tornou objeto de uma briga judicial entre a Vivo e o Masp. A Vivo adquiriu o imóvel por R$ 13 milhões e o doou ao Masp sob a condição de que pudesse instalar um grande painel publicitário depois da reforma. O Masp projetou destinar o prédio a uma escola de arte, com restaurante e café, mas o patrimônio histórico municipal vetou a ideia do tal anúncio publicitário e ainda por cima, para sepultar de vez qualquer possibilidade nesse sentido, veio a oportuna lei da prefeitura contra a poluição visual. A Vivo decidiu pedir o prédio de volta na justiça, mas tudo indica que o Masp vai levar a reforma adiante mesmo com todo o imbróglio.

Missão cumprida

Depois de três dias intensos aqui em São Paulo, terminei o frila de pré-produção para a agência de publicidade MPM. Tenho feito esse tipo de trabalho algumas vezes ao longo dos últimos anos. A missão desta vez era encontrar personagens para comerciais de TV de um dos clientes da agência - e escrever o perfil de cada um desses personagens para pautar as gravações. Tudo com urgência (é por isso que jornalistas, habituados à pressão das redações, costumam ser convocados para a tarefa). Eu já havia feito o mesmo trabalho há uns dois anos para a série "Brasil que Vale" - dois rapazes que viajam pelo país mostrando pessoas beneficiadas pelos programas sociais da Vale -, ocasião em que passei dez dias na região de Parauapebas, no Pará.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O ditado está certo

Estou afundado num frila-monstro aqui em São Paulo, mas fui obrigado a dar uma parada para esta charge do Frank. Sim, uma imagem definitivamente vale mais do que mil palavras.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Mas tudo vale a pena

Quando se vê essa gente pequena.

A triste morte das resoluções

Uma das minhas resoluções de ano novo eram as oito horas de sono - sete, vá lá. Mas, como escreveu o Felipe outro dia, fevereiro é o mês em que as resoluções de ano novo começam a ir para o vinagre. Noite passada foram só três horinhas e essa promete ser ainda pior, pois estou aqui resolvendo pendências tendo que acordar às quatro para embarcar às seis e participar de uma reunião às nove em São Paulo, ponto de partida de um frila de quatro dias por lá. E ainda não arrumei a mala, obviamente. Nem avisei os amigos de Sampa que estou indo, já que não sei se vai sobrar tempo para ver alguém. Tudo bem, tudo bem... Um dia ainda vou rir de tudo isso - nem que seja internado em um hospício.

Falando em madrugada...

No sábado, eu e a Cris deixamos as crianças com a mãe dela e fomos à festa de aniversário de um amigo. Chegamos em casa no começo da madrugada e ligamos a TV. No Altas Horas, programa do Sergio Groisman, uma das convidadas era a Adriana Calcanhotto, que falava sobre um surto psicótico que havia sofrido durante uma viagem para o exterior, causado pelo uso combinado de medicamentos. Ela ficou seis dias e seis noites sem dormir, ligada direto na tomada. Enfim, uma história muito louca. Lembrei então de tê-la entrevistado em meio a outro problema médico.

Nós, os notívagos

São quase três da manhã e acabo de pegar um frila que me fará passar parte da semana em São Paulo. O contratante me mandou um e-mail um pouco antes das duas, aproveitei uma choradinha da Lígia no meio da madrugada para consultar a Cris sobre a viabilidade da empreitada e respondi na seqüência, aceitando o trabalho. Agora estou aqui, tentando resolver as pendências para embarcar na terça. Sim, vida de frila é muuuuito louca.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A internet e o anonimato

Trecho da entrevista do respeitado jornalista argentino Tomás Eloy Martinez ao jornal espanhol El País:
El País - E como vê a profissão hoje?
Martínez - Em relação ao jornalismo, em relação ao que virá, sinto uma certa perplexidade; as formas de leitura estão mudando vertiginosamente, e o jornalismo de papel está se transformando num veículo incômodo para a leitura. Muita gente prefere as versões online dos jornais, nas quais eu vejo um risco, sobretudo nos comentários das notícias ou nas opiniões. Por um lado, existe uma liberdade necessária para escrever e para expressar-se com soltura. Por outro, o anonimato das postagens abre caminho para uma perigosa impunidade. Não me preocupam tanto os descuidos e maus tratos a que submetem a linguagem, que é nossa ferramenta essencial. Preocupo-me mais com que se leia mal, e que essa rapidez de leitura incentive a rapidez de acusação. O anonimato encobre uma certa infâmia, às vezes encobre sentimentos depreciáveis.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Brasileiro adora um barraco

A hábil política de relações externas do Brasil conseguiu comprar briga até com a Suíça.

Grand finale

Menino nota 10 (ou será que dou 9,5 pra ele não ficar se achando muito?), o Lauro ganhou um belo desfecho para as férias: um dia inteiro no melhor parque aquático de Antônio Carlos. Ele e o amigo Igor se divertiram um bocado, mas os pais também não ficamos atrás. Com uma única diferença: enquanto o Gustavo e o Igor encararam todos os tobogãs - incluindo um enorme que faz a velocidade final beirar os 80 km/h -, eu e o Lauro preferimos, digamos assim, assegurar a preservação da nossa integridade física. Fotos em breve (manda aê, Cabraleza).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Hortelino Troca-Letras

Essa já é velha, mas para quem nunca viu pode ser surpreendente:
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Agora fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito:
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Continuando a conversa...

... Vou entrar em uma questão delicada, pois é difícil falar disso sem parecer que estou puxando brasa para a minha sardinha. Mas lá vai. Costuma-se pensar que uma matéria escrita por um especialista será necessariamente melhor do que a escrita por um generalista, mas nem sempre é o que acontece. O especialista tende a se acomodar e muitas vezes passa a acreditar que entende do assunto até mais do que as fontes. Com isso, as chances de a matéria ser pré-concebida e influenciada pelas opiniões do autor são maiores. Tenho minhas próprias experiências a respeito: durante algum tempo fui setorista da área da Trabalho e Carreiras, cheguei a publicar um livro (Na Mira dos Headhunters) e ainda hoje escrevo com certa regularidade sobre a temática, mas considero que as primeiras matérias que fiz estão entre as melhores, pois havia o saudável frescor da novidade para o repórter. Embora hoje eu seja um generalista convicto, entretanto, longe de mim generalizar: reconheço que a maior parte dos trabalhos com qualidade acima da média são feitos por jornalistas especializados.

O importante é ser feliz

Dauro e Fabrício contribuíram um bocado para a discussão do post anterior. Sobre ser especialista ou generalista, depende obviamente da visão de cada um e dos diversos fatores envolvidos na escolha. O primeiro fator é a carreira pregressa: quem se especializou em uma determinada área como repórter tende a manter o mesmo rumo ao virar frila, até porque a maioria de seus contatos são setorizados, enquanto quem teve experiências mais diversificadas vai provavelmente reproduzir o modelo, uma vez que seus contatos estão espalhados por diversas editorias e publicações. O segundo fator é mais prático: com as contas fungando no cangote, nem sempre dá para ficar selecionando muito o que fazer - só quem está mais sossegado pode se dar ao luxo. Por fim, há a questão essencial da realização. Eu prefiro a perspectiva de lidar com temas diferentes, mas há quem goste de tratar sempre de um mesmo assunto - e nisso não há certo ou errado. O que vale mesmo, no final das contas, é fazer o melhor trabalho possível e tentar ser feliz.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sim, bate uma insegurança

Meu amigo e contemporâneo da UFSC Eduardo Burckhardt, com passagens por Playboy, Época e Veja e recém-chegado de Madri - onde trabalhou no célebre El País por meio do Programa Balboa -, enfrenta os dilemas dos primeiros tempos de frila. Certamente se dará bem, pois é competente e disciplinado. Já que fui honrosamente citado por ele e acabo de completar cinco anos de desempregado, vou descrever alguns dos meus passos. Espero, com isso, não soar prepotente: imagino apenas que possa ajudar quem esteja vivendo o delicado momento de transição (sim, bate uma tremenda insegurança) ou tenha planos nesse sentido.
- Virar frila exige certo planejamento. O ideal é começar a fazer os primeiros trabalhos ainda durante o emprego fixo. No meu caso, eu era coordenador de uma editora de livros, o que me permitia escrever para qualquer veículo. Entrei em contato com colegas com os quais eu havia trabalhado nas redações da vida ou que conhecia por outras circunstâncias, ao mesmo tempo em que tentava abrir novos caminhos. Começaram a surgir as primeiras encomendas, e durante alguns meses levei simultaneamente o emprego e os frilas.
- Ao se tornar frila de vez, em tempo integral, é aconselhável ter uma poupança que segure as contas por algum tempo. Eu não tinha - fato que ao menos me obrigou a correr atrás de trabalho com mais afinco.
- Negar trabalho é uma possibilidade que só se conquista depois de algum tempo. Apenas um relacionamento bem construído permite abrir mão, sem maiores implicações, de um frila.
- Só negue um frila duas vezes seguidas para a mesma pessoa se você realmente quiser descartá-la da sua agenda.
- Se você não tem intimidade com quem está oferecendo o frila, é importante para ambos os lados que o preço seja acertado no início. Caso a pessoa não toque no assunto, fale você, sem constrangimento. Hoje, vários dos meus relacionamentos profissionais envolvem tamanha confiança mútua que essa questão é tratada no final, com o trabalho já feito.
- No meu caso, foi crucial criar reputação de generalista - pau para toda obra, em bom português. Quanto mais especializado você se tornar, menor o campo de trabalho, naturalmente.
- Embora eu esteja trabalhando muito mais por demanda, continuo vez ou outra oferecendo pautas para veículos com os quais nunca contribuí. Daí podem nascer relacionamentos profícuos e duradouros.
- A diversidade e solidez dos meus contatos atuais me dão segurança suficiente para um privilégio: se alguém com o qual nunca trabalhei me procura, só aceito o frila se for divertido ou bem remunerado - ou, melhor ainda, as duas coisas ao mesmo tempo. Trabalho chato e mal pago só topo fazer, e ainda assim muito de vez em quando, para os camaradas de longa data.
- O que escrevi acima tem a ver com a necessidade que sinto hoje de selecionar os frilas, por limitação de tempo, mas aprendi na prática que o trabalho chato ou mal remunerado de hoje pode propiciar o trabalho legal e bem pago de amanhã. Já tive provas disso inúmeras vezes.
- Ah, sim, faltou citar a parte burocrática. É preciso abrir uma empresa, ter um contador, emitir notas fiscais e pagar impostos que abocanham 20% do valor dos frilas.

E a fofa da Amandita

Com seu Fabuloso Mundo criado com a ajuda do meu Laurinho.

Francolino matando a pau

Só mesmo o Frank, com essa charge brilhante, para me tirar da modorrência bloguística.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ressaca de blogueiro

De repente, a sensação de que nada mais há a escrever. O trabalho consome um bocado, e nas horas vagas ler é tão bom... Mas vai passar, como toda ressaca.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Um herói à moda antiga

Aos 58 anos, o canadense Paul Watson, líder da organização ambientalista Sea Shepherd, continua aprontando das suas pelos mares do mundo, como mostram as notícias de hoje. A ONG se tornou célebre por atacar - e eventualmente afundar - navios acusados de caçar baleias. Watson foi preso dezenas de vezes, mas nunca condenado. No início dos anos 70, fazia parte do grupo que alugou uma velha traineira para ir ao Alasca tentar impedir a realização de testes atômicos. Esse mesmo grupo fundaria o Greenpeace, do qual ele saiu em 1977 por considerar os métodos "excessivamente moderados". Entrevistei Watson há cinco anos para a revista Horizonte Geográfico. Algumas de suas frases na ocasião:
- As pessoas não entendem como alguém pode arriscar a vida para proteger baleias, mas acham normal arriscar a vida para disputar bens materiais, que são a motivação das guerras.
- Lutar pela conservação não é apenas dizer coisas que as pessoas não gostariam de ouvir, mas obrigá-las a fazer coisas que elas não gostariam de fazer.
- Nesse ramo, você pode medir seu sucesso pela quantidade de inimigos que conquistou.

Só para deixar claro

Embora outro dia tenha falado da Nicole e agora da Penélope, não tenho fixação pelas ex-mulheres do Tom Cruise. E muito menos pela atual - que acho meio entojadinha desde Dawson's Creek.

Contrabandista da fauna

Penélope Cruz falou em uma entrevista sobre suas dificuldades para aprender inglês. Um dia foi ao salão de beleza e em vez de pedir uma secagem de cabelo ("blow dry"), solicitou educamente um "blow job" - gíria para sexo oral. Isso me fez lembrar das minhas próprias gafes do gênero. A mais célebre é aquela em que eu estava ao telefone com o Ken, "pai" canadense da Cris:
- My brother is sending bugs for you guys.
Ou seja: meu irmão queria mandar abraços (hugs), mas acabou mandando... insetos!
Dez anos se passaram e a gozação ainda continua.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Pura coincidência

Os personagens dos meus dois últimos posts estiveram juntos ontem.

ESPN ensina boas maneiras a Muricy

A ESPN Brasil havia decidido não mais enviar repórteres às entrevistas coletivas do técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, em função de suas freqüentes grosserias - especialmente quando o time perde, a exemplo do que ocorreu na rodada do final de semana (2 a 0, em casa, para o Santo André). Acertadíssima e corajosa a decisão da emissora. Muitos desses "ícones" do futebol se acham acima do bem e do mal. Pressionado, Muricy se viu obrigado a pôr o rabinho entre as pernas e pediu desculpas. Só aí o diretor de jornalismo da ESPN, José Trajano, reverteu a decisão.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ah, o engajamento...

Eu ficava chateado vendo um jornalista com a trajetória de Ricardo Kotscho enfrentando uma série de constrangimentos como secretário de imprensa do governo Lula - um presidente que, embora esteja indo bem na média, não tem lá muito jeito para lidar com a liberdade de expressão. Só não compreendo porque, tanto tempo depois de deixar o cargo, Kotscho continua forçando a barra para defender e promover o ex-chefe, recorrendo a generalizações e simplificações que às vezes soam até infantis.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Reforma para pior

A trema era um charme. Tive que escrever "sequência" num dos post anteriores... Que coisa horrível.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Lenine, dez anos atrás

Em homenagem à querida Ana Paula, que é fã do cara, desenterro essa entrevista publicada no saudoso jornal A Notícia, de Joinville, em fevereiro de 1999.

A beleza é passageira

A VIP de fevereiro tem uma matéria minha sobre o hábito de dar e pedir carona em Floripa - devidamente voltada ao público-alvo do veículo, claro. O making of desse frila é curioso. No meio do ano passado, o pessoal da revista me procurou para produzir um perfil do Guga, que estava pendurando as raquetes. Gostei da interação com o editor durante a apuração e do resultado do trabalho, fatos que me motivaram a sugerir outra pauta logo na sequência. Aprovaram a ideia e saí pela ilha dando carona, recolhendo depoimentos e marcando sessões de fotos - que viriam a ser feitas por ninguém menos que Cristiane Fontinha, minha cúmplice desde o começo (eu saía de casa dizendo "tchau, Cris, vou ver se pego umas meninas por aí."). A matéria ficou pronta em julho, mas decidiram - com toda razão - que tinha mais cara de verão, o que me obrigou a uma reapuraçãozinha básica no mês passado para saber o que havia acontecido com as personagens durante os seis meses de gaveta.

Canto da sereia

Morar em Floripa e ter horários flexíveis de trabalho é uma combinação muito perigosa - sobretudo durante o verão - para um pobre frila que precisa ganhar a vida. Haja disciplina.