domingo, 10 de agosto de 2008

Eu e as celebridades

Admito que estou com cara de bobo na foto abaixo, ao lado do Betinho. Com o tempo, a gente aprende a disfarçar melhor a admiração pela fonte. No meu caso, um bom aprendizado foram os dois anos como repórter de cultura do jornal A Notícia, no final da década passada. Eu cobria tudo o que acontecia em Floripa, em todas as áreas - de teatro a artes plásticas, de música a dança. Entrevistei Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Irene Ravache, Ney Matogrosso, Lenine, Itamar Assumpção, Adriana Calcanhotto e Ana Botafogo, entre tantos outros nomes de peso. A situação mais pitoresca, contudo, aconteceu alguns anos mais tarde, quando eu era repórter da Veja. Estava cobrindo o caso do seqüestro do Sílvio Santos e precisava confirmar uma informação com Guilherme Stoliar, o sobrinho do apresentador que havia assumido as negociações com o seqüestrador. Stoliar não queria falar com a imprensa e fiquei de plantão na recepção da TV Anhangüera, onde ele trabalhava. Eu dizia à secretária que se voltasse à redação de mãos vazias levaria uma tremenda bronca do meu chefe. Duas horas depois, Stoliar anunciou que iria me atender em respeito ao meu profissionalismo, mas que a conversa seria testemunhada por um amigo que, por acaso, estava lá. Quando cheguei à sala, constatei que o amigo era ninguém menos que o narrador Silvio Luiz, aquele superengraçado e cheio de bordões. Ficamos os três lá, conversando sobre um assunto seríssimo, mas eu ria por dentro cada vez que olhava para o Silvio Luiz, lembrando das bobagens que ele soltava - e continua soltando - durante as transmissões dos jogos.

3 comentários:

  1. Eu quase matei o Noam Chomsky...Estava na abertura de um Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, com os fones de ouvido e tentando escutar o que dizia o apresentador pra saber a hora do meu gancho, ou seja, quase um vôo cego entender a deixa no meio da barulheira. Comecei a andar "de ré", no palco, devagar, para ver se me ajeitava pra ouvia melhor... Dei uma batida num senhor magrinho atrás de mim...Era só o Chomsky...

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  2. Pensando bem, Chomsky parece mesmo a onomatopéia de uma trombada! :)

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