Nunca na história deste país alguém governou o Brasil quatro vezes. Neste
26 de outubro, véspera do aniversário de Luiz Inácio Lula da Silva, recolhi
as pr...
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Floripa, eu te amo
É numa sexta-feira como esta, com sol aberto e muitos sorrisos nas ruas, que a gente esquece (e quase chega a perdoar) o provincianismo, a escassez de alternativas culturais e a incompetência dos administradores públicos.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Manias de frila
Costumo trabalhar com a TV ligada ao fundo. É para ter a sensação de que estou conectado com o mundo - e para simular o zunzunzum das redações, também. (Este post é só para livrar a minha cara e você não ficar pensando que eu vejo a Ana Maria Braga. É que acabou o Bom Dia Brasil e eu não mudei de canal.)
Diálogo insólito
Sandra Annenberg - Ana Maria, você sabe qual é o maior medo dos cariocas hoje em dia?
Ana Maria Braga - Ah, Sandra, eu acho que é bala perdida.
Sandra Annenberg - Acertou em cheio!
Ana Maria Braga - Ah, Sandra, eu acho que é bala perdida.
Sandra Annenberg - Acertou em cheio!
Trilha sonora do inconsciente
Por falar em filmes e canções antigos, outro dia eu estava sonhando com esta música quando fui acordado pelo despertador, às seis da manhã. Desde então, a música não sai da minha cabeça. O Damien Rice tem outras legaizinhas.
E ainda chamam a TV?
Acaba de passar uma matéria no Jornal da Globo sobre um shopping em que os diretores trabalharam como faxineiros por algumas horas para sentir na pele como é dura a vida de proletário. Trata-se de um modismo que vem se proliferando pelos departamentos de recursos humanos. Ora, ora, liguem o ridiculômetro, por favor. Não é fazendo esse teatrinho que um gestor vai se aproximar verdadeiramente dos subordinados. O sujeito arma essa palhaçada hoje e amanhã já voltou a desfilar de nariz empinado pelos corredores.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Um homem do século passado
Ando com vontade de ver filmes antigos. Minhas músicas prediletas são da década de 1980 para trás. Fiz mestrado em História. Adoro mexer em jornais velhos. Detesto coisinhas tecnológicas. Sim, sou um sujeito empoeirado e carcomido.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Lilica e eu
domingo, 25 de outubro de 2009
Quem vai chegar lá?
É claro que, como palmeirense, estou chateado com as derrotas do meu time nas últimas rodadas do Brasileirão. Mas que o campeonato ficou sensacional, isso ficou. Seis times de grande torcida - Palmeiras, São Paulo, Inter, Atlético Mineiro, Cruzeiro e Flamengo - permanecem com chances reais de chegar ao título. E faltam apenas sete rodadas!
Cada tijolo conta uma história
Faltam uns três meses para a casa ficar pronta - ou melhor, habitável, pois a restrição orçamentária nos obrigará a deixar algumas coisas para depois. Ontem fomos a Jaraguá do Sul, a duas horas de Floripa, comprar madeira de demolição para o deque. Foi uma experiência bem mais divertida e rica do que imaginávamos, pois os donos do negócio, o casal Juan Carlos e Érica (ele, argentino, ela, paulista de uma pequena cidade do interior), são muito gente boa. Ficamos horas batendo papo. Esse é um dos aspectos mais legais de estar construindo: as histórias "paralelas" que ficam para a posteridade.
Falidos e felizes
Quando íamos começar a construir a casa, muita gente nos fez dois alertas. "Vocês vão se incomodar muito com mão-de-obra" não se confirmou, felizmente. Tivemos a sorte de escolher um excelente arquiteto, Darley Voltolini - com quem, além de tudo, temos muita empatia -, e de contratar uma equipe de construção de alto nível, em todos os sentidos. Já o outro alerta - "o orçamento sempre estoura" - infelizmente se confirmou. Isso quer dizer que 2010 certamente será também um ano de muito trabalho, para amenizar as dívidas. E de pouco tempo para os livros, por consequência. Mas estaremos onde sempre sonhamos, felizes e saudáveis. Isso é que importa. O resto, corre-se atrás.
Angústia literária
É ter uns 15 livros ótimos à espera e só encontrar tempo para poucas páginas por dia. Tem sido assim nas últimas semanas. Enquanto isso, o passivo vai aumentando. Passei sexta à noitinha na Livraria Catarinense da Felipe Schmidt e não resisti à banquinha das promoções - que, para minha surpresa, desta vez não se limitava a títulos religiosos e de auto-ajuda. Mordendo os lábios para me controlar, levei apenas "Travessia de verão", de Truman Capote, e "Em busca do borogodó perdido", do Joaquim Ferreira dos Santos, a R$ 9,90 cada. Para o final da fila, queridos.
Gente que faz
É um prazer ver nomes amigos entre os finalistas do tradicional Prêmio Esso de Jornalismo, especialmente os de Dauro Veras e Fernanda Colavitti, além do prêmio especial de melhor contribuição à imprensa concedido ao Congresso em Foco - mérito, em grande parte, do Lúcio Lambranho.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Kinsey e eu
O que me deu a ideia do texto reproduzido no post anterior foi, na verdade, a tal Escala de Kinsey. Eu havia acabado de publicar uma matéria sobre o célebre sexólogo (sim, já escrevi sobre temas que vocês nem imaginam).
O impacto de uma deusa
No período em que trabalhei na Veja, havia uma seçãozinha chamada "Para contar no bar". Era preciso preenchê-la com um texto espirituoso e que ao mesmo tempo trouxesse algum conhecimento ao leitor - e ainda por cima ilustrar com uma foto. A roubada muitas vezes sobrava para mim, claro. Certo dia, o editor chegou com uma linda imagem da modelo Luize Altenhofen, 21 aninhos à época, e decretou:
- Temos que usar esta foto no "Para contar no bar". Inventa alguma coisa.
Fiquei ali olhando para a Luize, matutando, olhando mais um pouquinho... Até que veio uma ideia:
Como medir o impacto de uma deusa
Que efeito provoca a modelo aí embaixo, a gaúcha Luize Altenhofen, de 21 anos? Para calcular, você pode usar uma das escalas inventadas pelos cientistas para medir o impacto dos fenômenos mais diversos.
- Escala Richter: mede a magnitude dos terremotos com base na movimentação do solo e na área atingida. Vai de 0 a 10. Acima de 6 já provoca enorme devastação.
- Escala de Glasgow: avalia o grau de inconsciência de um paciente. Vai de 3 (morte cerebral) a 15 (estado normal), com base em estímulos motores e sinais de comunicação emitidos pelo paciente.
- Escala de Beaufort: descreve a velocidade do vento. Vai de 0 (calmaria) a 12 (furacão).
- Escala de Epworth: determina o grau de sonolência. Pode ir de 0 a 24. Acima de 12, os especialistas recomendam tratamento médico.
- Escala de Kinsey: foi usada em sexologia para medir a possibilidade de mudança da opção sexual. Vai de 0 (exclusivamente heterossexual) a 6 (homossexual convicto).
- Temos que usar esta foto no "Para contar no bar". Inventa alguma coisa.
Fiquei ali olhando para a Luize, matutando, olhando mais um pouquinho... Até que veio uma ideia:
Como medir o impacto de uma deusa
Que efeito provoca a modelo aí embaixo, a gaúcha Luize Altenhofen, de 21 anos? Para calcular, você pode usar uma das escalas inventadas pelos cientistas para medir o impacto dos fenômenos mais diversos.
- Escala Richter: mede a magnitude dos terremotos com base na movimentação do solo e na área atingida. Vai de 0 a 10. Acima de 6 já provoca enorme devastação.
- Escala de Glasgow: avalia o grau de inconsciência de um paciente. Vai de 3 (morte cerebral) a 15 (estado normal), com base em estímulos motores e sinais de comunicação emitidos pelo paciente.
- Escala de Beaufort: descreve a velocidade do vento. Vai de 0 (calmaria) a 12 (furacão).
- Escala de Epworth: determina o grau de sonolência. Pode ir de 0 a 24. Acima de 12, os especialistas recomendam tratamento médico.
- Escala de Kinsey: foi usada em sexologia para medir a possibilidade de mudança da opção sexual. Vai de 0 (exclusivamente heterossexual) a 6 (homossexual convicto).
A vingança de Lya
Cheguei hoje na editora e disse à Lya:
- Teu blog deve estar bombando, hein? Afinal de contas, foi citado no Vida de Frila.
Aí ela contou no Twitter que eu a havia citado, e eis que, em decorrência disso, este blog que vos fala bateu o recorde de acessos desde a inauguração - exatas 100 visitas até o momento. Nunca antes na história do Vida de Frila uma centena de pessoinhas havia passado por aqui em um mesmo dia.
Ok, eu admito a força do Twitter, mas continuarei fora dessa. E tenho dito.
- Teu blog deve estar bombando, hein? Afinal de contas, foi citado no Vida de Frila.
Aí ela contou no Twitter que eu a havia citado, e eis que, em decorrência disso, este blog que vos fala bateu o recorde de acessos desde a inauguração - exatas 100 visitas até o momento. Nunca antes na história do Vida de Frila uma centena de pessoinhas havia passado por aqui em um mesmo dia.
Ok, eu admito a força do Twitter, mas continuarei fora dessa. E tenho dito.
Como o diabo gosta
O post anterior foi o 666º do Vida de Frila, média de 40 por mês desde a estreia, há 17 meses.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Procura-se um campeão
O jogo do Palmeiras estava tão chato que fiquei aqui postando e viajando na internet enquanto o time perdia para o Santo André por 2 a 0, partida que acaba de acabar. Terceira derrota seguida do líder. É um campeonato muito estranho, esse Brasileirão: parece que ninguém quer ser campeão.
Maiores empresas do Sul
Já está nas bancas o anuário "500 maiores do Sul" da revista Amanhã, de Porto Alegre. Trata-se de um ranking de grande credibilidade, realizado há 19 anos. Há uma representante de cada estado entre as três maiores: Gerdau (Porto Alegre, RS), Vivo (Londrina, PR) e Bunge (Gaspar, SC), nessa ordem. Contribuí para a edição escrevendo os perfis da Usina Santa Terezinha (maior no setor de açúcar e álcool), Electrolux (eletroeletrônicos), WEG (máquinas e equipamentos), Tupy (metalurgia), Klabin (papel e celulose) e Sanepar (serviços públicos).
Direto de Amã
A mesma edição da Valor Investe que citei há pouco tem uma matéria bacana do Dudu Burckhardt sobre a Jordânia.
Foi mal aí, meninas
Por falar em design, a Lya Zumblick, minha colega na editora e neta do grande artista plástico catarinense Willy Zumblick (1913-2008), tem um site e um blog bem legais. A japonesa grávida que a ela tanto cita é a Juliana, também gente boa. (Estou fazendo uma média porque andei dando muito trabalho para as duas.)
As melhores escolas de economia
A revista Valor Investe deste mês tem uma matéria minha sobre as melhores escolas de economia do mundo. Entrevistei estudantes brasileiros como Tatiana Didier, 29 anos, nascida em Brasília e criada no Rio, que optou pelo doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT) após ter sido aprovada na seleção de várias das melhores universidades dos Estados Unidos. Achei muito interessante a solução gráfica dada à matéria: o ilustrador Pepe Casals reproduziu a fachada das dez instituições perfiladas.
Sim, coisas acontecem aos 37
Quando fiz aniversário, há 15 dias, disse ter a impressão de que nada de relevante acontece com uma pessoa aos 37 anos. Vários amigos discordaram, mas quem deu argumentos definitivos foi a Valéria Lages, que convive com essa idade desde dezembro. Jornalista especializada em temas ambientais, ela foi a Fernando de Noronha fazer um trabalho para o Projeto Tamar e acabou se envolvendo com outras pesquisas não apenas sobre tartarugas, mas também golfinhos, tubarões, ouriços e polvos. Mergulha todos os dias, às vezes à noite, para fazer fotos subaquáticas. Vez ou outra visita um navio naufragado. Como se não bastasse, conheceu a equipe de TV holandesa e belga que está refazendo a rota de Darwin e foi convidada a participar de alguns trechos monótonos e chatos, tipo Galápagos-Taiti. De minha parte, já mudei definitivamente de conceito sobre os 37 anos. A vida anda efervescente - tanto que mal tenho passado aqui pelo blog...
Festa no chiqueiro
Desta vez não estou falando do Palmeiras, e sim do filme "Espírito de Porco", dos amigos Chico Faganello e Dauro Veras. A sessão desta quinta em Floripa já está lotada - mas ainda há reservas disponíveis para sexta e sábado.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Chagall no Rio
Para quem está no Rio ou vai passar por lá nas próximas semanas, recomendo a exposição com 300 obras de Marc Chagall que começa hoje no Museu Nacional de Belas Artes. Vi a exposição em Belo Horizonte dois meses atrás. Meu quadro predileto é esse ao lado, "Farmácia em Vitebsk", pintado em 1914.
Fernanda Montenegro e o medo da morte
A semana passou voando e sequer dei um pulo aqui no blog, mas hoje há um bom motivo: o aniversário de 80 anos da grande atriz Fernanda Montenegro. Há dez anos, numa entrevista, perguntei a ela sobre o medo da morte:
Certa vez você disse que o maior medo que tem da morte é deixar de ver a natureza. Qual foi a paisagem que mais lhe encantou até hoje?
Eu espero que lá em cima também exista natureza (risos), porque a ideia de não ver mais o mar, os pássaros e as árvores me deixa realmente assustada. Toda paisagem é inesquecível, cada uma a seu modo, desde as geleiras da Patagônia até a floresta amazônica, passando por tantas outras que eu já encontrei por aí... Acho que não dá para escolher a preferida.
E se você tivesse que escolher uma paisagem para a tela de proteção do computador?
Ah, seriam as geleiras da Patagônia.
Essa resposta me motivou a abrir a matéria chamando Fernanda de "quebra-gelo em forma de gente", de tão acessível, bem humorada e paciente que ela é. De passagem por Floripa, ficou nada menos que duas horas e meia na entrevista coletiva. Eram poucos os veículos e no final das contas deu tempo para cada um fazer uma exclusiva...
Certa vez você disse que o maior medo que tem da morte é deixar de ver a natureza. Qual foi a paisagem que mais lhe encantou até hoje?
Eu espero que lá em cima também exista natureza (risos), porque a ideia de não ver mais o mar, os pássaros e as árvores me deixa realmente assustada. Toda paisagem é inesquecível, cada uma a seu modo, desde as geleiras da Patagônia até a floresta amazônica, passando por tantas outras que eu já encontrei por aí... Acho que não dá para escolher a preferida.
E se você tivesse que escolher uma paisagem para a tela de proteção do computador?
Ah, seriam as geleiras da Patagônia.
Essa resposta me motivou a abrir a matéria chamando Fernanda de "quebra-gelo em forma de gente", de tão acessível, bem humorada e paciente que ela é. De passagem por Floripa, ficou nada menos que duas horas e meia na entrevista coletiva. Eram poucos os veículos e no final das contas deu tempo para cada um fazer uma exclusiva...
domingo, 11 de outubro de 2009
Novos blogs amigos
Fazia algum tempo que eu precisava atualizar a lista dos blogs amigos: Renata e PH no Canadá e o Ipsis Litteris da Daise, minha colega na editora - uma alma poética e sonhadora, como vocês logo perceberão.
Argentina, milonga anunciada
O gol milagroso no último segundo do jogo contra o Peru, ontem, aliviou um pouco a situação da Argentina, mas o risco de ficar fora da Copa continua alto. Tudo se resolverá na próxima quarta no desde já histórico confronto contra o Uruguai, em Montevidéu. Quem vencer assegurará presença na África do Sul, mas quem perder ficará de fora caso o Equador vença o já classificado Chile, o que é muito provável. Como o Uruguai precisa da vitória, vai ser difícil para a Argentina suportar a pressão. Juro que não estou secando os hermanos, mas meu feeling diz que a Argentina acordará de luto na quinta.
Para toda a vida, para além da morte
As críticas que eu havia lido sobre o japonês A Partida, Oscar de Melhor Filme Estrangeiro deste ano, diziam se tratar de uma obra sobre a morte. Depois de assisti-lo ontem à noite, contudo, acho - provavelmente por identificação - que a essência da história é mostrar como as experiências da infância nos acompanham pelo resto da vida.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Os olhos azuis de dona Celeste
Dando sequência à série em que busco informações sobre personagens interessantes com os quais cruzei em reportagens do passado, é com grande prazer que encontro notícias recentes de dona Maria Celeste, que acaba de completar 90 anos. Em 1999, ela venceu a primeira edição do Prêmio Real de Talentos da Maturidade com um de seus lindos bordados naif - ocasião em que eu, então repórter do jornal A Notícia, escrevi sobre a doce senhora de olhos azuis.
Não é à toa que dá aula
O troco de Obama
Lula havia dito que a escolha do Rio como sede das Olimpíadas 2016 o deixou com "dó" de Obama. Pois ontem o presidente norte-americano levou o Nobel da Paz - reconhecimento com o qual, imagino eu, Lula sonha desde que ensaiou uma campanha mundial contra a fome, ainda no primeiro mandato. O prêmio para o recém-empossado Obama soa um tanto precipitado, embora o contraste com o estilo de Bush certamente o tenha favorecido.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Hoje, o jogo do título
Depois do tropeço do São Paulo ontem contra o Coritiba - empate por 2 a 2 em pleno Morumbi -, arrisco afirmar que uma vitória do Palmeiras hoje sobre o Avaí deixa o querido Palestra com as duas mãos na taça. Abrirá sete pontos de vantagem para o atual tricampeão brasileiro, faltando apenas dez rodadas, das quais o Palmeiras tem confrontos supostamente menos difíceis que o São Paulo em sete. Inter e Atlético não parecem fortes o suficiente para entrar na briga pelo título. Considerando que o Palmeiras tem jogado bem, com consistência e maturidade, é difícil imaginar uma reviravolta. Só espero que o Avaí não apronte hoje... Toc, toc, toc.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
The day after
Este ano todo mundo acertou em cheio nos presentes (embora eu sempre diga que não precisa, que estar perto das pessoas queridas já me basta, etc e tal, há quem insista em manter esse hábito pequeno-burguês). Camisetas são sempre bem-vindas para um sujeito que DETESTA entrar em lojas de roupas. A Cris e as crianças me deram uma carteira nova, bonitona, de couro - a antiga estava bem acabadinha. Minha mãe escolheu algo típico de mãe: já que não pode mais passar talquinho, mandou ver um kit sabonete-perfume-barba. A Mônica e o Lu foram criativos: cervejas Eisenbahn de vários calibres. E tem os livros, claro. Quatro preciosidades que sintetizam o bom gosto dos meus amigos. A Júlia e o Inácio vieram com "A alma encantadora das ruas", do João do Rio; a Lu e o Gian com "O apanhador no campo de centeio", de J. D. Salinger; a Ana, o Douglas e a dona Conceição com a biografia "John Lennon, a vida", de Philip Norman, que eu estava louco para ler. Hoje, a cereja do bolo: o pessoal da editora me deu o belíssimo "Moby Dick" editado pela Cosac Naify. E agora, o que atacar primeiro? Doce impasse...
domingo, 4 de outubro de 2009
Você pra mim foi o sol
Sei lá por que começamos a cantar "Escrito nas Estrelas" hoje, no carro. O Lauro perguntou que desafinação toda era aquela e explicamos que não há ninguém com mais de 35 anos que não tenha imitado a voz da Tetê Espíndola. Achamos esse vídeo para mostrar a ele. Repare no figurino da dupla do back vocal. Década chique a de 80, hein?
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Domingo faço 37
É um número engraçado - parece que nada acontece com a pessoa quando ela tem 37 anos. Alguns amigos que já passaram pela experiência tentam me convencer do contrário. "Você vai ver que muuuuuuuuuitas coisas acontecem com você aos 37 anos", assegura a Cléia. "É uma idade simpática. Nem garotão, nem velhusco", diz o Dauro. Já a Marta usou um argumento definitivo: "Fazer 37 é ótimo! O pior vai chegando depois." O fato é que decidi comemorar com um almoço no Deca do Canto da Lagoa, rodeado de gente querida. Meio-dia, já que tem criança na parada. Amanhã vou passar o dia trabalhando e talvez não consiga falar com todo mundo, até porque é nessas horas que descubro como a minha agenda é caótica. Segue então a convocação aqui pelo blog - leitor fiel merece ter informação privilegiada.
Amor filial
Minha relação com o Rio, cidade em que nasci, é mais ou menos como eu imagino que aconteça quando um filho só conhece o pai depois de adulto: afeto contido e a descoberta gradual de coisas em comum. Saí de lá aos cinco anos de idade e só voltei quando já era dono do meu nariz. Fui umas dez vezes ao longo da última década, quase sempre a trabalho. A desconfiança do início foi dando lugar à admiração. Hoje me sinto muito bem por lá.
Viva o Rio!
Tem que ser muito coração de pedra para não se emocionar com a escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016. Vai haver superfaturamento, desvio de verbas etc etc? Seria ingenuidade acreditar que não. Há problemas sérios no país? Óbvio que sim. Mas a preparação para sediar a Copa e as Olimpíadas significa justamente a oportunidade de unir o país em torno de um objetivo nobre: tornar real, ainda que por algumas semanas, a velha utopia da confraternização universal. Acho que seremos um país muito melhor depois de tudo isso.
Assinar:
Postagens (Atom)


