quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Que venha 2009!

Como este eh provavelmente meu ultimo post de 2008, desejo aos amigos tudo de bom no ano novo. Embarcaremos no inicio da tarde para uma viagem que serah longa e cansativa, com paradas em Miami, Salvador e Sao Paulo antes de finalmente chegar a Floripa, na noite do dia primeiro. Beijos!

Jornalismo e historia

Desfecho perfeito para a viagem: o Newseum, museu sobre a imprensa que se tornou um dos mais populares de Washington. Nao faz parte da rede Smithsonian - o que significa que nao eh gratuito como quase todos os demais da cidade -, mas certamente vale os US$ 20 do ingresso (ainda mais para jornalistas, claro). Soh a galeria de fotos premiadas com o Pulitzer ao longo das decadas ja seria suficiente, mas havia ainda muito mais nos sete andares, como um trecho reconstituido do Muro de Berlim, destrocos das Torres Gemeas, objetos ligados a casos policiais classicos e capas historicas de jornais e revistas ao redor do mundo. O ultimo andar tem uma sacada com vista privilegiada para o Capitolio. A jovem que cuidava do elevador contou, cheia de entusiasmo, que boa parte da equipe do museu vai "acampar" ali durante quatro dias para acompanhar os festejos da posse de Obama. Por tudo o que vimos e sentimos nas ultimas tres semanas, nao tenho duvida de que serah mesmo um dos momentos mais marcantes da historia dos Estados Unidos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Capitolio, hoje

Eh aqui que Obama tomarah posse daqui a 20 dias. As estruturas metalicas a direita sao as arquibancadas que estao sendo montadas para convidados especiais. O clima em Washington jah eh de festa - ha muitos turistas do interior dos Estados Unidos e o inusitado calor fez os moradores da cidade sairem em peso de casa. Hoje fomos a National Gallery ver Da Vinci, Rafael, Van Gogh, Picasso, Modigliani e Lichtenstein, entre tantos outros - um deleite que reservamos para o final da viagem. Amanha eh nosso penultimo dia em territorio norte-americano.

Piadinha idiota

- Por que Adao e Eva querem adotar o Snoopy?
- Para ter um beagle.
Inventei sozinho, Carlito. Morra de inveja.

Duzentos anos em vinte

O Alexandre tem razao: o mundo ficou incrivelmente menor. Para mim, entao, criado em familia simples de cidade pequena - Ararangua, no Sul de Santa Catarina -, eh incrivel o que aconteceu nas duas ultimas decadas. Quando eramos criancas, nem maquina de escrever tinhamos em casa. Vez ou outra pediamos emprestada a do vizinho, e achavamos o maximo aquele preto-vermelho-preto-vermelho. Canais de TV, eram apenas a Globo e mais um ou dois, todos com imagem bem ruinzinha. Na rua de areia e praticamente sem trafego jogavamos bola todo dia ateh de noitinha. Nao havia traficante rondando e nenhum "amigo" que oferecesse droga (a unica contravencao que praticavamos era furtar as goiabas alheias). A brincadeira predileta dentro de casa era futebol de botao feito com tampinhas de garrafa. Estudavamos em colegio publico, tinhamos gato e nao davamos vacina, pegavamos sol e nao usavamos protetor, comiamos acucar de colher porque era docinho e a agua vinha direto da torneira. Um vizinho que fosse ao Paraguai era visto como um aventureiro, praticamente um Robinson Crusoeh. Viajar de aviao - ou ao menos ver um de perto - era algo totalmente fora da nossa perspectiva (deve ser por isso que ateh hoje, depois de dezenas e dezenas de embarques, adoro ficar olhando para as nuvens feito crianca). Nao eh dificil imaginar, portanto, o meu deslumbramento na primeira viagem internacional - Canada e Estados Unidos -, em 1996, ja marmanjo, aos 24 anos. Eu prestava atencao em cada detalhe. Percebo outro tipo de reacao no Lauro, que estah com quase 11 anos e faz sua segunda viagem para o exterior (estivemos em Buenos Aires no ano passado). Ele estah adorando, claro, mas as coisas nao parecem ser assim tao surpreendentes para ele, que tem internet e TV a cabo a disposicao 24 horas por dia. Eh um rapazinho bem mais globalizado.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Que beleza

Para quem nao conhece a exuberancia selvagem da Lagoinha do Leste, a praia de Floripa escolhida uma das dez melhores do Brasil pelo Guia Quatro Rodas, a Ana Paula esteve lah neste final de semana e registrou.

Na estrada, sem sobressaltos

Dirigir nos Estados Unidos eh mel na chupeta para nos, brasileiros, habituados a um transito maluco. Eu ja havia andado pela cidade de Washington e ontem peguei a estrada - que estava movimentada, mas ao mesmo tempo muito tranquila, jah que a diferenca entre os mais lentos e os mais rapidos eh pequena, enquanto no Brasil tem gente que vai a 150 km/h e ainda se acha no direito de jogar luz alta para que os outros saiam da frente. A civilidade do transito nos Estados Unidos se deve em grande parte a fiscalizacao, claro - o tempo todo a gente via carros de policia parando os mais apressadinhos. Policiais circulam pelas estradas em veiculos nao identificados e flagram facilmente os infratores. Seria uma medida muito simples e eficaz para o Brasil, onde dezenas de pessoas morrem criminosamente no transito a cada semana.

Neve, finalmente

Ainda que artificial. Fomos a uma estacao de esqui perto do Parque Nacional de Shenandoah, onde eles fabricam a propria neve, igualzinha a de verdade. As criancas brincaram um bocado. A temperatura ontem esteve em torno de 25 graus Celsius, algo completamente atipico para esta epoca do ano. Ha alguns dias, estava em menos sete.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal!

Ei, pessoas amadas, nao vou conseguir mandar e-mails individuais a todos, entao aqui vai o meu FELIZ NATAL! Amanha cedo vamos subir a montanha atras de neve, porque em Washington ainda nao rolou... Serao tres dias desconectados. Ateh a volta!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

10 Greatest Albums

Outro dia falamos aqui sobre nossos discos prediletos e hoje encontrei um livro em que criticos da MTV, da VH1 e outros especialistas em musica pop ranquearam os 100 melhores albuns de todos os tempos em lingua inglesa. Os dez primeiros - sete deles produzidos na incrivelmente criativa segunda metade da decada de 60 - sao:
1. Revolver (The Beatles, 1966)
2. Nevermind (Nirvana, 1991)
3. Pet Sounds (The Beach Boys, 1966)
4. What`s Going On (Marvin Gaye, 1971)
5. Are You Experienced? (The Jimi Hendrix Experience, 1967)
6. Rubber Soul (The Beatles, 1965)
7. Songs in the Key of Life (Stevie Wonder, 1976)
8. Abbey Road (The Beatles, 1969)
9. Blonde on Blonde (Bob Dylan, 1966)
10. Sgt. Pepper`s Lonely Hearts Club Band (The Beatles, 1967)
Discorde a vontade e pergunte sobre o seu disco predileto que eu digo se estah entre os 100 - e em que posicao.

O Woodstock da politica

Washington entrou de vez no clima da posse de Obama, mesmo restando ainda quase um mes. Por todo lado ha lojas como essa da foto, com os mais diversos produtos relacionados ao presidente eleito, enquanto as livrarias dedicam prateleiras e mais prateleiras ao tema - multiplicam-se as biografias e edicoes especiais das revistas. As arquibancadas ao redor do Capitolio, onde Obama assumirah o cargo e farah o historico primeiro discurso como presidente, comecaram a ser montadas nesta semana. Espera-se a chegada de pelo menos um milhao de pessoas especialmente para o evento (ha quem esteja falando em ateh quatro milhoes). Nao ha mais vaga em hoteis e muitos moradores de Capitol Hill, o bairro onde estamos hospedados - de onde se pode ir caminhando ateh o Capitolio -, pretendem ganhar um dinheiro extra com aluguel de poroes e quartos.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Serah que rola champanhe?

Teremos um reveillon diferente este ano: dentro de um aviao, em algum ponto entre Miami e Salvador. Isso porque no momento de comprar as passagens descobrimos que esse voo era bem mais barato que os outros, possivelmente porque a maioria dos passageiros prefere estar em outro lugar na virada do ano. Mas para quem viaja em familia, como a gente, ateh que vai ser divertido.

Em grande estilo

Dia 3 de janeiro, sabado, um dia depois de voltarmos a Floripa, o primeiro compromisso de 2009: caminhada ate a paradisiaca Lagoinha do Leste, com um monte de gente legal confirmando presenca. Tem jeito melhor de comecar o ano?

domingo, 21 de dezembro de 2008

A neve vem chegando

Estah nevando um bocado em Nova York, que fica a menos de 400 km daqui. O dia hoje em Washington permaneceu cinzento e com temperatura em torno de cinco graus. Acho que teremos um Natal com neve, o que seria perfeito para as criancas.

Gracas a Mr Smithson

Visitamos o museu de arte africana, o museu de arte asiatica e o museu de arte moderna (chamado Hirshhorn), um atras do outro. Horas e horas imersos em historia e cultura nao tem preco, como diria aquela propaganda de cartao de credito. No caso de Washington, nao tem mesmo - todos os 19 museus (e mais o zoologico) do grupo Smithsonian sao gratuitos. A instituicao tem esse nome porque nasceu da heranca deixada por um cientista britanico, James Smithson, morto em 1829. Ele determinou em testamento que sua fortuna deveria ser enviada "aos Estados Unidos da America, para que se estabeleca em Washington uma instituicao para aumentar a difusao do conhecimento entre os homens". O mais curioso eh que Smithson jamais colocou os pes nos Estados Unidos. (A foto ao lado faz parte de uma sequencia que a Cris fez das criancas no Hirshhorn.)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Novo hit da internet

O tapa de Marcio Canuto na cara do entrevistado.

Na Biblioteca Oliveira Lima

Visitei a Biblioteca Oliveira Lima, fascinante colecao deixada em testamento pelo embaixador brasileiro a Catholic University of America, onde ele deu aula no final da vida (Oliveira Lima morreu em 1928, aos 61 anos). Fui recebido com muita gentileza pela curador da biblioteca, Thomas Cohen, com quem venho mantendo contato ha tres anos. Ele eh um sujeito engracado. Fomos tomar um cafe no Starbucks do campus e ele pediu que eu falasse algo em portugues, como "voce tem lindos olhos", a moca do caixa. Depois disse a ela para aproveitar aquele momento, pois eu era um rock star muito famoso no Brasil. Ela parece ter acreditado...

Simpatizantes, mas profissionais

A revista Valor Investe, do jornal Valor Economico, publicou mais uma das cinco materias que a editoria de Carreiras me encomendou em novembro. Esta (a partir da pagina 30), sobre a incipiente profissionalizacao do Terceiro Setor no Brasil, foi a que eu mais gostei de fazer.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Reforcos para a biblioteca

Tem gente que vem aos Estados Unidos e volta abarrotado de roupas e eletronicos. Meu negocio eh livro. Caramba, nao eh facil escolher. Procuro os que sejam muito legais e tenham bons precos. Por enquanto comprei um lindo com a historia dos Beatles cheio de fotos de bastidores e outro enorme com os melhores cartoons da New Yorker, acompanhado por um CD com todos os 80.000 publicados ao longo da historia da revista (pode deixar que eu empresto, Frank). Gastei com os dois, juntos, o equivalente a R$ 80. Uma pechincha.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

TV Frankenstein

Imagine uma emissora com programas no padrao Globo de qualidade e as propagandas mais toscas nos intervalos: essa eh a Globo Internacional.

A um mes de Obama

A ascensao de um presidente negro ao poder eh um alento, claro, mas o racismo arraigado na cultura norte-americana esta longe de terminar. Washington eh uma cidade um pouco mais tolerante que a media, mas mesmo assim a gente capta muitas coisas no ar - e enxerga outras, como os bairros ocupados quase que exclusivamente por negros ou por brancos. Muitos brancos acham que os negros sao "saidinhos" demais porque vivem cantando sozinhos, conversam um pouco mais alto - fora dos padroes "europeus" - ou eventualmente preferem cores mais fortes para roupas, carros e casas. Enfim, sao mais espontaneos. Nao se prendem a cortesia plastificada do "excuse me" e do "sorry" sem olho no olho. Perguntam como voce vai e estao sempre prontos para conversar, como demonstrou o homem do post anterior - e tantos outras pessoas que temos encontrado por esses dias. Nos, brasileiros, convivemos melhor com essa espontaneidade do que o tipico wasp, com toda a carga de preconceito transferida pelos antepassados ao longo de geracoes.

Thank you, good man

Estavamos caminhando hoje pelo Dupont Circle, uma das areas mais "descoladas" de Washington, quando um homem que trabalhava em uma obra na rua - segurava uma placa de sinalizacao - olhou para mim com um sorriso e perguntou se podia apertar a minha mao. Eu empurrava o carrinho da Ligia e, um tanto surpreso, disse que sim, claro. Estiquei a mao e, enquanto nos cumprimentavamos, ele disse: "man, nao importa quem voce eh, o que faz, de onde vem ou quanto dinheiro tem. O que importa de verdade eh que voce eh pai. Parabens." Fiquei comovido, especialmente porque aquele homem - um negro alto, forte, vestindo macacao e capacete - nao tinha motivo algum para se aproximar e nao queria levar qualquer tipo de vantagem. Estava no meio do expediente em uma regiao cheia de escritorios e gente engravatada e apenas ficou com vontade de dizer aquilo a um pai que passeava com seu bebe numa manha de quinta-feira. Perguntei entao quantos filhos ele tinha. "Apenas um, mas eh suficiente." Trocamos um take care seguido por desejos de boas festas. Segui meu caminho ainda mais feliz gracas a generosidade de um desconhecido.

Coincidencia interessante

Escrevi uma materia sobre a sucessao nas grandes corporacoes para a revista Valor Carreira que chegou ontem as bancas. A versao virtual foi produzida pela Digital Pages, a mesma empresa que preparou o arquivo da Veja comentado alguns posts abaixo. Parece ser uma tendencia: oferecer uma nocao geral do produto para que o leitor sinta vontade de te-lo no papel.

Reconhecimento a um paraiso

Justissima a inclusao da paradisiaca Lagoinha do Leste, em Floripa, entre as dez melhores praias do Brasil segundo o Guia Quatro Rodas. Eh a minha predileta na ilha, especialmente pelo fato de nao ter acesso por rodovia. Faz alguns anos que nao vou la. Eis um programa que nao posso deixar de fazer em janeiro.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ate debaixo d`agua

Na piscina do hotel em que os canadenses estavam fiz fotos do Lauro com uma camera subaquatica.

Viagem no tempo

Soube pelo Alexandre que a Veja abriu o arquivo digital de todos os seus 40 anos. Fiz um teste, procurando minhas proprias materias, e parece que funciona direitinho. Sugiro aproveitar a ferramenta de pesquisa o quanto antes, pois eh um servico que, imagino, logo devera se tornar exclusivo para assinantes.

Mais um dia intenso

Hoje fomos ao Museu de Historia Natural - um dia inteiro entre dinossauros, arraias e meteoritos. Como Washington tem dezenas de museus, quase todos gratuitos, estamos dando prioridade aos mais interessantes para as criancas. Provavelmente vamos deixar de ir a alguns que ja conhecemos e sao muito pesados para elas, como o do Holocausto. Entre os novos, certamente nao deixaremos de ir ao Newseum, sobre jornalismo. Ontem chegou a fazer 20 graus celsius, algo surpreendente para esta epoca do ano, mas ha previsao de neve para os proximos dias. Hoje os canadenses foram embora e o carrinho da Ligia finalmente nos foi entregue pela American Airlines.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Desespero e esperanca

Deve ser por influencia da crise financeira: ha um numero muito maior de pessoas pedindo dinheiro pelas ruas de Washington do que ha tres anos, quando estivemos aqui pela ultima vez. Ao menos ha tambem um clima de esperanca no ar, com a posse de Obama cada vez mais proxima (falta pouco mais de um mes). Alias, todo shopping tem uma ou mais lojas vendendo exclusivamente produtos ligados ao futuro presidente, desde camisetas e chaveiros a bonequinhos e baralhos.

Sunday, sunday

Neste domingo de ceu azul e temperatura quase agradavel - uns dez graus celsius -, fomos ao aquario de Baltimore, simpatica cidade a 40 minutos de Washington. Mais um dia de diversao garantida para as criancas (assim como certamente sera o de amanha, quando iremos ao zoologico). Dirigir por aqui eh incrivelmente mais tranquilo do que no Brasil, assim como usar o transporte coletivo - tanto os onibus quanto o metro funcionam bem e cumprem a risca os horarios. Estou fazendo um pouco de musculacao forcada, ja que a American Airlines perdeu o carrinho da Ligia e estou tendo que carrega-la no colo. Nem sinto o peso, contudo, pois ja estou acostumado. A companhia nos informou hoje que encontrou em Recife um carrinho que parece ser o nosso. Esta sendo enviado para Washington. Vamos ver...

sábado, 13 de dezembro de 2008

Uma bela surpresa

Na nossa primeira noite em Washington recebemos a visita-surpresa de uma das "irmas" canadenses da Cris, a Kathy, junto com o marido Carlo e as tres filhas, Alinne, Brielle e a pequena Chantal, nascida ha apenas dois meses. Eles vieram de Calgary para ver a gente e conhecer a capital norte-americana. O mais engracado eh que eu estava combinando essa surpresa para a Cris, mas na ultima semana os canadenses inventaram uma desculpa e me mandaram um e-mail dizendo que nao poderiam mais vir. Fui trapaceado... Eles ficam ate terca-feira. Ate la teremos cinco criancas no nosso grupo. Loucura, loucura, loucura - mas bem divertido.

Primeiras noticias

Um belo sabado de sol esta comecando em Washington. Chegamos com chuva dois dias atras, mas o clima logo melhorou. A temperatura se mantem em torno de 5 graus, com possibilidade de neve para os proximos dias. Ontem passamos o dia no Museu Aeroespacial, repleto de avioes e naves historicas, como a Apollo 11, e muitos brinquedos interativos mostrando como funcionam as leis da fisica. As criancas adoraram, claro. Jantamos em um restaurante salvadorenho, Las Placitas, onde o Lauro praticou o espanhol com os garcons. Eh muito legal ver um garoto de 10 anos descobrindo coisas novas a todo momento.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Fechando as malas

Ontem fiz uma palestra na pós em gestão de RH da Estácio de Sá - o pessoal soube que eu participo do processo das Melhores Empresas para Trabalhar da Exame e quis conhecer os bastidores de uma grande pesquisa de clima organizacional - e hoje estou fechando uma matéria para a VIP. São os últimos compromissos profissionais de um ano incrivelmente movimentado. Embarcamos amanhã cedo. Darei notícias aqui, claro.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Natal fofucho

Boa alternativa para comprar presentes de Natal em Floripa: o Bazar Namastê, entre 7 e 21 de dezembro, das 14h às 20h (Rua Laurindo Januário da Silveira, 3196 - é a estrada geral do Canto da Lagoa). Entre os expositores, a FofysFactory da Carol Grilo, que faz coisas bem fofuchas.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Mais um amigo talentoso

Por falar em amigos premiados, preciso corrigir uma falha típica de blogueiro atrapalhado: há pouco mais de um mês, quando o fotógrafo Hermínio Nunes recebeu menção honrosa no importante Prêmio Vladimir Herzog, pensei em fazer o registro aqui, mas depois esqueci completamente. Só agora, com o prêmio da Cléia, minha memória deu um "clic" e me fez lembrar disso. Para compensar o atraso, indico o blog do Hermínio e o incluo aí do lado na (ainda bem) cada vez mais ampla lista de blogs amigos.

Sou amigo deles

Êba! Acabo de ler no blog do Xavier, filho coruja, que a queridíssima Cléia Schmitz venceu o Prêmio Fiesc de Reportagem, com a matéria "Energia no Horizonte", publicada na Empreendedor. Ela merece, e muito: além de ser uma pessoa formidável, é uma excelente profissional (e ainda por cima atura o Carlito, mas isso não vem ao caso). Outro caro amigo, o Paulo Henrique, ganhou menção honrosa pela matéria "De presa fácil a caçadores", escrita para a revista Amanhã, de Porto Alegre. Parabéns aos dois!

Pauta indigesta

O pessoal que cuida da pauta do Jornal do Almoço (o noticiário do meio-dia na RBS, afiliada da Globo em Santa Catarina) adora uma matéria nojenta. Hoje foi sobre a mulher que parou no hospital porque o pepino em conserva estava cheio de larvas, mostradas em close bem no momento em que o pobre telespectador comia seu pepininho em casa.

Armários vazios, alma leve

Aproveitamos a arrumação das malas para fazer uma revisão completa de roupas e calçados. É uma rotina de fim de ano aqui em casa, mas desta vez fomos radicais: só ficou o que a gente realmente usa. Resultado: amanhã levarei mais de cem peças à Cruz Vermelha, já que as vítimas das enchentes continuam precisando de doações - e continuarão por muito tempo, até reconstruírem suas vidas.

Desta vez não viajo sozinho

Dei uma sumida do blog porque estou fechando pendências antes da viagem de férias com a galera aqui de casa. Segunda embarcamos para dois dias em Salvador e de lá seguimos para Washington. Imagino que vai ser uma experiência marcante especialmente para o Lauro, que está com dez anos e verá neve pela primeira vez. Outra grande vantagem da capital norte-americana é ter muitos museus legais, todos gratuitos. Resolvemos fazer essa viagem meio de supetão, para aproveitar milhagens que começariam a vencer nos próximos meses. Como vamos ficar na casa de amigos, o custo diminui um bocado (aliás, retiro a palavra "custo" - acho que toda viagem é um investimento).

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Motivo de alegria: mais um livro no mundo

Bom programa para quem está em São Paulo: o lançamento esta noite do livro "Sujeito oculto e demais graças do amor", da colega jornalista Luciana Pinsky, pela Editora Record. Vai das 18h30 e 21h30 na charmosa Livraria da Vila (Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena). Daqui de Floripa envio um duplo parabéns à Luciana, que escolheu o dia do aniversário para colocar um livro no mundo. Aliás, parabéns triplo, por estar se dedicando com afinco e talento à carreira de escritora - ela já teve uma coluna na Superinteressante e agora seus textos são publicados no superlido Blog do Noblat.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Não era bem assim

O amigo citado aí embaixo diz que não entendi a brincadeira dele. Peço desculpas, então. Ele apenas quis dizer: "tem tanta coisa importante para você se preocupar em vez de ficar pegando no pé do meu Flamengo". A palavra escrita é mesmo um terreno fértil para confusões. Como jornalista, já fui vítima algumas vezes de situações em que minhas frases foram mal interpretadas. Sei bem como é.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Chegou a hora da patrulha

Recebi um e-mail em que um conhecido me condena por perder tempo com "bobagens como futebol" enquanto "o mundo ao meu redor está desabando e as pessoas estão passando fome". Quanta hipocrisia. Vou ficando por aqui, então, e só volto - se voltar - quando tiver certeza de que poderei tratar de outros assuntos que não o "obrigatório" sem ofender as pessoas sensíveis e humanas. Realmente, certa está a Ana Maria Braga, que veio para cá explorar o rescaldo da tragédia e quem sabe erguer o sofrível ibope de seu programa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Futebol, um mundo sem ética

Ontem fui ver o Lauro na escolinha de futebol e fiquei pasmo com o comportamento de alguns meninos que, com 10 ou 11 anos, já fazem de tudo para tentar ludibriar o árbitro, mentindo descaradamente sobre o que realmente aconteceu nos lances. Esse tipo de comportamento é reflexo direto do que esses meninos vêem no futebol "de verdade" - um mundo sujo e sem ética, como definiu outro dia em entrevista o técnico do Avaí, Silas. Exemplos recentes não faltam. Ontem mesmo o goleiro do Inter simulou cãibras nos últimos minutos do jogo contra o Estudiantes, na Argentina, e teve a cara de pau de assumir logo em seguida, ainda à beira do gramado e com sorrisinhos de "como sou esperto", que era tudo encenação para ganhar tempo e garantir a vitória. Antigamente os jogadores faziam cera e negavam até o fim, mas a degradação moral dos boleiros é tamanha que eles já nem se preocupam em disfarçar. Outra: o Flamengo está fazendo de tudo para punir o árbitro que supostamente errou ao não marcar um pênalti contra o Cruzeiro na última rodada, quando deveria estar preocupado em punir o seu jogador Tardelli, que no lance em questão simplesmente pisou na bola e, para disfarçar a própria incompetência, correu atrás do árbitro para ofendê-lo - e ser expulso, naturalmente. É de dar pena a postura nesse caso da imprensa esportiva carioca, que está tratando o tal pênalti como indiscutível e o tal árbitro como corrupto, enquanto as imagens deixam claro se tratar, na melhor das hipóteses, de uma questão de interpretação. Quando o Flamengo foi beneficiado descaradamente na rodada anterior, em que o árbitro permitiu a cobrança de uma falta quase dez metros à frente do local em que ela foi cometida - um erro indiscutível e com evidências muito mais claras de ser intencional, pois não envolvia qualquer tipo de interpretação -, tanto o Flamengo quanto essa mesma imprensa esportiva carioca trataram o assunto com desdém e até deboche. Ou seja, pimenta nos olhos dos outros é refresco.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ficção ou realidade?

Volta neste momento a chover forte aqui em Floripa, para preocupação de todos nós. Eu não imaginava que seria possível chover tanto tempo seguido em uma mesma região. Alguém aí arrisca dizer quando foi a última seqüência de três dias de sol na cidade? Setembro? Ou talvez agosto? Aliás, as cenas que os telejornais trouxeram hoje, mostrando pessoas vagando à procura de comida pelas ruas de Itajaí, lembram muito o filme Ensaio sobre a cegueira, como bem registrou a Aline.

Não é sinônimo de picaretagem

Assino na edição de hoje do jornal Valor Econômico uma extensa reportagem sobre o crescimento dos cursos a distância de graduação e pós-graduação no país, conseqüência direta do maior acesso da população à internet. Durante a apuração, visitei o campus da UnisulVirtual em Palhoça, aqui do lado de Floripa, e fiquei bem impressionado - trata-se de uma das referências nacionais nessa modalidade de ensino. Confesso que, antes de fazer a matéria, eu tinha preconceito com estudo a distância. Agora sei que, assim como ocorre no ensino presencial, há alternativas de boa qualidade e outras nem tanto.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Bright are the stars that shine

Como é bom vê-las de novo, estrelinhas do céu.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A beleza discreta do cinza

Deus, livrai-me da tentação de ter opinião firme e contundente sobre tudo (se é que você existe, claro - quem sou eu para dizer que sim ou para dizer que não?).

A vida é um sopro

E o que nos prende a ela é um fio delicado que pode se romper a qualquer momento, da forma mais inesperada. Então, lá vai o mais ordinário - porém verdadeiro - lugar-comum: viva o dia de hoje como se fosse o último.

sábado, 22 de novembro de 2008

Operação Tapete Submerso

O prefeito reeleito de Florianópolis, Dário Berger, conquistou boa parte de seus votos ao defender a idéia rudimentar de que progresso é sinônimo de asfalto. Ruas secundárias de bairros residenciais, que estavam muito bem com lajotas ou paralelepípedos, receberam as "benesses" da operação que carrega o ridículo nome de Tapete Preto - e que tem deixado felizes da vida as empreiteiras contratadas para executar tais serviços. Resultado: com a redução da permeabilidade do solo e a má qualidade dos projetos de drenagem, muitos lugares que até então não costumavam ficar inundados estão debaixo d'água com a chuva persistente.

Da série "situações constrangedoras"

Casal discutindo atrás de você na fila do supermercado. Aconteceu há pouco.
- Pra que levar tanta cerveja? Por isso tá com essa pança.
- Ah, não enche. Te preocupa com a tua vida, mulhé.
- Minha vida? Minha vida é uma droga por causa de ti.
- Pior que a minha não é, tendo que olhar pra essa tua cara feia todo dia.
Eu estava de frente para a caixa e de lado para o casal. Percebi com o canto do olho que ambos olhavam para mim ao final de cada frase, como se esperassem algum tipo de apoio, nem que fosse um discreto sorriso com o canto da boca. A sensação era a de estar na platéia de um duelo de repentistas. No começo pensei que era brincadeira, mas as ofensas foram subindo de tom e passei a achar que a coisa era séria. Imaginei, então, que talvez pudesse pôr fim àquele constrangimento se puxasse papo com a caixa. Deu certo. Logo o casal conversava conosco sobre a chuva que não pára. Concluí que os dois estão a tal ponto acostumados a trocar insultos que já nem se dão conta que estão sendo inconvenientes - e tampouco ficam magoados um com o outro. Fui embora arrependido por não ter tido um ataque de sinceridade:
- Sou obrigado a concordar com os dois: sua mulher é muito chata e seu marido tem a maior pinta de cachaceiro.

Não verás ilha alguma

Caramba, se continuar chovendo assim Floripa vai virar Atlântida.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A primeira vez a gente não esquece

Cinco primeiras vezes que não esqueço:
1. A primeira vez que vi meus filhos.
2. A primeira vez que assinei uma matéria.
3. A primeira vez que andei de avião.
4. A primeira vez que quebrei um osso.
5. A primeira vez que comi kiwi.
P.S. 1: Modelinho padrão Certezas Biodegradáveis - com menos charme, claro.
P.S. 2: Ok, reconheço que eventualmente tenho apelado para títulos sensacionalistas.

Lá e cá, ser frila é a mesma coisa

A mesma edição da Você S/A tem uma entrevista com a designer gráfica francesa Claire Faÿ em que ela define a vida de freelancer exatamente como eu faria: Eu adoro meu trabalho, mas ser uma profissional independente envolve solidão. A liberdade total às vezes me assusta. A gente precisa ter disciplina, organização e também constância. Eu trabalho muito, mas meu trabalho não é maçante, porque eu gosto muito dele.

As melhores escolas de negócios

A Você S/A deste mês traz o ranking das melhores escolas de negócios e dos melhores cursos de MBA do Brasil, resultado de uma já tradicional pesquisa feita pela revista em parceria com a Nielsen. Participei da fase final, avaliando in loco (há cerca de dois meses) algumas instituições finalistas no Rio, em Minas e no Rio Grande do Sul. Nessas visitas, um jornalista da revista (ou freelancer, como é o meu caso) conduz uma reunião com alunos, outra com professores, conhece as instalações físicas e, ao final de tudo, preenche um questionário de avaliação que ajuda a compor a nota final da escola. De acordo com o ranking, as quatro melhores são, pela ordem, a Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, a Fundação Dom Cabral de Minas, a Fundação Instituto de Administração de São Paulo e o Ibmec de São Paulo.

Novos blogs amigos

Acabo de acrescentar na lista aí do lado os blogs do Celso Martins, do Marco Cezar e do Marcelo Santos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Enquete cinematográfica

Qual o filme da sua vida? Caso você tenha dificuldade em responder, faço a pergunta de outra forma: se você fosse condenado a ficar um ano numa solitária e só pudesse levar o DVD de um único filme, qual seria? O meu voto é Casablanca, ainda que soe antiquado e demodê. Todo mundo que passar por aqui tem que responder, hein?

Um exemplo de segunda carreira

O islandês Magnús Scheving, 44 anos, é um exemplo de ex-atleta que conseguiu trilhar uma segunda carreira com muito sucesso. Depois de ter sido campeão europeu de aeróbica, ele criou há quatro anos o seriado infantil Lazy Town, transmitido atualmente para mais de 100 países - no Brasil, passa no Discovery Kids. Scheving escreve os episódios e interpreta o protagonista, Sportacus, papel que lhe dá a oportunidade de continuar demonstrando as habilidades esportivas.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

É tudo boato

Contrariando as previsões de que este blog caminhava para a extinção por falta de assunto, novembro promete quebrar todos os recordes: de posts, de comentários, de acessos, de page views e o escambau. Prova de que falta de assunto não é motivo suficiente para fechar um blog.

Da série "atitudes bregas"

Caminhar na areia da praia de sunga e tênis.

Resoluções importantes

Está decidido: 2009 será o ano da alimentação saudável e da prática de exercícios físicos aqui em casa. A boa notícia é que o resto de 2008 está liberado.

Barney e Jesus são a mesma pessoa

Fã de carteirinha do dinossauro Barney, a Lígia ficou fascinada ao ver como o Leonardo Camilo, irmão do Dauro, sabe imitar direitinho a voz do bichão. Pudera: esse é um dos muitos trabalhos que ele fez como dublador, profissão que exerce há mais de três décadas. Leonardo já emprestou a voz a muitos galãs, como Antonio Banderas, Pierce Brosnan, John Travolta, Nicolas Cage e Kevin Costner. Até Jesus Cristo ele já foi! Quem quiser conhecer o figura pode eventualmente encontrá-lo no Dom do Espetinho, o bar que acaba de inaugurar em Floripa - fica na Lagoa da Conceição, ao lado da locadora Videoteca e da casa de forró La Pedrera.

A crise chegou

Ontem levei o carro à concessionária para resolver um probleminha e um conhecido que trabalha lá contou que haviam sido demitidos 20 funcionários naquela loja e 300 na rede toda, incluindo os estados de Santa Catarina e do Paraná. A empresa alegou se tratar apenas de "precaução". Já começam também a pipocar notícias de enxugamentos nas redações de jornais e revistas, conseqüência da redução no volume de anúncios.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Cada um no seu quadrado

Tento não cultivar - ou pelo menos evito manifestar - preconceitos, mas por que cargas d'água as pessoas que invadem a nossa privacidade com som alto quase sempre gostam de música de péssima qualidade? Que saco. Detesto qualquer tentativa de impor aos outros as preferências individuais. Vale para religião, política, futebol, sexo e o que quer que seja.

Da série "atitudes bregas"

Andar na rua com o crachá da firma.

Propaganda enganosa

A Cris comprou aquele desodorante de chocolate pra mim e até agora nenhuma desconhecida tentou me lamber ou morder.

Boa sorte ao Grêmio

A apatia do time do Palmeiras no jogo de ontem contra o Flamengo só tem uma possível explicação: querem derrubar o técnico. A mesma coisa aconteceu com o Figueirense, a propósito. Mário Sérgio impôs um regime de concentração em tempo integral para tentar escapar do rebaixamento e foi boicotado pelo grupo. Ontem foi demitido, mas agora é tarde: o Figueira já está virtualmente na segunda divisão. Agora é a escolha de Sofia na reta final do Brasileirão: ter que torcer para São Paulo, Flamengo ou Grêmio é dose, mas vou ficar com os tricolores do Sul. É o que tem tido o comportamento mais humilde dos três.

domingo, 16 de novembro de 2008

Alegria de pobre dura pouco

Conforme previsto, o domingo amanheceu frio e carrancudo. Ontem foi engraçado: a cidade inteira saiu desesperadamente pela manhã para aproveitar o sol, pressentindo que as horas em companhia do astro-rei seriam poucas. Resultado: engarrafamentos por todos os cantos, prenúncio de um verão infernal. Turistas que compraram pacotes para Floripa nas últimas semanas certamente estão indignados. A verdade é que não há, nesse sentido, como competir com o Nordeste. Ainda bem que a cidade está desenvolvendo alternativas econômicas, como o pólo de Tecnologia da Informação. Para quem planeja visitá-la, tenho uma dica preciosa: o período entre a segunda quinzena de fevereiro e a primeira de março é o melhor. Ainda faz calor, a cidade fica vazia e com preços nem tão exorbitantes.

Janela da alma

Venha para o mundo colorido de Flavita Valsani, a Amélie Poulain da fotografia.

sábado, 15 de novembro de 2008

Finalmente um sábado de sol

Here comes the sun,
Here comes the sun, and I say
it's all right
... Little darling, it's been a long cold lonely winter
... Little darling, it feels like years since it's been here
... Here comes the sun,
... Here comes the sun, and I say
... it's all right
Little darling, the smiles returning to the faces
Little darling, it seems like years since it's been here
Here comes the sun,
Here comes the sun, and I say
it's all right
... Sun, sun, sun, here it comes...
... Sun, sun, sun, here it comes...
... Sun, sun, sun, here it comes...
... Sun, sun, sun, here it comes...
... Sun, sun, sun, here it comes...
Little darling, I feel that ice is slowly melting
Little darling, it seems like years since it's been clear
Here comes the sun,
Here comes the sun, and I say
it's all right
... Here comes the sun,
... Here comes the sun, and I say
... it's all right
... it's all right

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Inédito até para a Dona Vanda

Em mais de meio século de novelas, minha mãe já viu um monte de ator e de atriz morrendo no meio da trama e até emissora fechando as portas antes de terminar a novela - foi o caso de Como salvar meu casamento, da TV Tupi, com Nicete Bruno e Adriano Reys nos papéis principais. O protagonista ser substituído, contudo, é a primeira vez. Sim, o rapaz tem problemas.

Mistério no oeste catarinense

O editor da revista UFO não encontrou sinais de fraude no primeiro caso brasileiro de agroglifo. Há depoimentos de moradores que juram ter visto luzes na noite em que os dois círculos apareceram, entre sábado e domingo. De qualquer forma, seja por obra de extraterrestres ou de humanos bem espertinhos, a pequena Ipuaçu está ficando famosa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Carta aberta a São Marcos

Fiquei comovido com a sua doce loucura de subir ao ataque contra o Grêmio. Pouco importa que faltavam ainda uns 15 minutos para o final do jogo quando você foi à área adversária pela primeira vez, e que tenha tentado outras três vezes depois disso. Você apenas demonstrou que tem sangue correndo nas veias e que é palmeirense de verdade, pois qualquer torcedor faria o mesmo naquelas circunstâncias. Ah, como teria sido fantástico comemorar um gol seu... Pena que não deu. Assim como em tantas outras ocasiões, contudo, você fez valer o ingresso - ou as duas horas de angústia em frente à TV. Não precisava pedir desculpas aos companheiros e ao técnico. Eles é que deviam pedir desculpas a você pelo péssimo desempenho, justamente quando você planejava dedicar a vitória ao pai que acabara de perder. Saiba (se é que você já não sabe) que o seu lugar no nosso coração e nas nossas mentes está mais do que assegurado.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Privilégios de um freelancer

Hoje fui resolver umas coisas à tarde e sobrou um tempinho antes de pegar as crianças na escola. Parei no Saco da Lama - um parque aqui de Floripa -, sentei em um banco à frente do mar e, com caderno e caneta nas mãos, escrevi três parágrafos de um frila. Só fui interrompido pela briga de um quero-quero com uma garça.

Não é lindo o meu filho?

Embora nesse dia ele tenha acordado com o cabelo um pouco bagunçado.

Floripa está uma loucura

Ao derrotar o Brasiliense no Estádio da Ressacada por 1 a 0, o Avaí (conhecido no Brasil inteiro como "o time do Guga") acaba de assegurar a participação na Série A do Brasileirão no ano que vem. Fogos de artifício, gente gritando, buzinaço... Felicidade ainda maior porque o arquiinimigo Figueirense está prestes a ser rebaixado. A vida é mesmo uma gangorra.

Post peladeiro

Ganhei essa chuteira maneira da Cris no dia do meu aniversário, 4 de outubro. Ela continua novinha, na caixa, porque desde então não parou de chover em Floripa. Os peladeiros jogamos às segundas no Hospital Universitário, mas quando o campo está encharcado a partida é cancelada, para preservar o gramado. Resultado: só nós andamos secos por aqui - secos por uma pelada... (P.S.: o título do post é uma citação-homenagem a um dos fundadores dos peladeiros, o Alexandre, que anda feliz da vida com a quase assegurada ascensão do Avaí à série A do Brasileirão).

Olha que gracinha

Falei outro dia sobre a Maria Grampinho e não mostrei a boneca. Taí.

O portal 11:11

Hoje é dia 11 de novembro, e isso me lembra uma coisa. Há uns seis ou sete anos, comecei a ter uma certa cisma: a sensação de que o horário 11:11 me atraía de alguma maneira. Às vezes eu ficava um tempão sem olhar para relógios, e, quando olhava... 11:11. O mais louco foi descobrir, pesquisando na internet, que um monte de gente mundo afora passa pela mesma neura e que muitos esotéricos acreditam se tratar de um sinal de alguma coisa (basta pesquisar 11:11 no Google para ter uma idéia do que estou falando). Descobri até um filme sobre o tema: 11:11, A Nova Profecia. Aposto que você também ficou com a sensação de que está vendo muito 11:11 por aí - afinal, só neste post foram cinco vezes...

Belas imagens do mundo

Yan Boechat, com quem trabalhei lado a lado duas vezes - em 1995 no jornal O Estado, de Floripa, e em 1999 na Gazeta Mercantil, em São Paulo -, está cada vez mais demonstrando ser um excelente fotógrafo. Sugiro uma visita à galeria dele.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Um tema importante

Nas bancas, o Guia Exame de Sustentabilidade 2008. Escrevi a matéria sobre a Amanco, fabricante de tubos e conexões considerada empresa-modelo por ter programas eficazes de redução de consumo de água e de energia.

domingo, 9 de novembro de 2008

Agora é só cumprir tabela

Já tenho a vida minuciosamente programada, tanto em termos pessoais quanto profissionais, até o dia primeiro de janeiro. É uma antecedência tão rara no meu cotidiano de frila que estou até desconfiado...

sábado, 8 de novembro de 2008

E tinha a Maria Grampinho

Dois posts abaixo, na foto da casa de Cora Coralina, repare que há uma pequena janela no porão. A imagem aqui do lado é a vista lá de dentro. O porão foi ocupado ao longo de muitos anos por Maria Grampinho, uma doidinha que circulava pelas ruas de cidade de Goiás. Sua marca registrada era ter sempre um monte de grampos enfiados no cabelo. Graças à bondade de Cora Coralina, Maria buscava abrigo à noite no porão - e fez isso até morrer. Hoje, sua figura é retratada em bonecas vendidas nas lojas de artesanato da cidade. Comprei uma para a Lígia, claro.

A melodia de seu cântico

Fui ao cemitério e visitei o túmulo de Cora, curiosamente pouco procurado pelos turistas. Sobre a lápide está a poesia "Meu adeus à vida":
Morta serei árvore
Serei tronco, serei fronde
E minhas raízes enlaçadas
Às pedras de meu berço
São as cordas quebradas de uma lira.
Enfeitai de folhas verdes
A pedra de meu túmulo
Num simbolismo de vida vegetal.
Não morre aquele
Que deixou na terra
A melodia de seu cântico
Na música de seus versos.

Aqui brotava a poesia

Cidade de Goiás é a terra da poetisa Cora Coralina (1889-1985). Para quem não lembra da história: ela era doceira e só publicou seu primeiro livro aos 75 anos, depois de ser "descoberta" por Carlos Drummond de Andrade. Para a sorte de todos que gostam de poesia, viveu mais duas décadas e foi especialmente produtiva nesse período. A construção branca é a casa onde ela nasceu, passou a maior parte da vida e de onde só saiu para morrer no hospital da cidade. Hoje é um museu, repleto de objetos e lembranças da doce velhinha.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Realmente parada no tempo

A cidade de Goiás é repleta de carros velhos, dos anos 70 e 80. Paratis, Fuscas, Passats, Corcéis, Kombis... Curioso é que a trilha sonora acompanha o clima. Andando pelas ruas, ouvi rádios tocando coisas como "Menino do Rio" e "Festa do Interior". Nem os boys da cidade destoam - um deles circulava com seu chevetão ao som de "Money for Nothing", do Dire Straits, no último volume. Embora os hábitos e costumes não sejam os mais modernos, jamais chame a cidade pelo apelido "Goiás Velho" diante de um morador - ele ficará ofendido.

Tem seu charme

O coreto da praça virou sorveteria.

Fofocas, fofocas, fofocas...

Caminhei pela cidade de Goiás num domingo, com as famílias reunidas depois do almoço. Como as portas costumam ficar abertas - a exemplo dessa aí da foto -, captei muitos fragmentos de conversas. Quase sempre as pessoas estavam falando da vida alheia. A fulaninha que engravidou, o vereador safado, o sujeito que trai a mulher... Tudo dito em alto e bom som, para quem quisesse ouvir. Flagrei também uma discussão entre vizinhas e uma troca de ofensas entre o vendedor de picolés e um sujeito que aparentemente tinha uma dívida com ele. Achei tudo isso ótimo. É a prova de que, embora pareça cenário de novela de época, a cidade é real, com habitantes de verdade.

A dignidade de envelhecer

Fiquei de contar um pouco sobre minha visita à cidade de Goiás, a antiga capital goiana, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco por preservar grande parte de seu conjunto arquitetônico original. Caminhar pelas ruas da cidade equivale a voltar cem anos no tempo - sei que a frase é um lugar-comum, mas a sensação é exatamente essa. Quase todas as construções históricas estão restauradas, mas simpatizei especialmente com aquelas que assumem a idade, como essa aí do lado.

Única explicação possível

Estou procurando a mosca tsé-tsé até agora. Repare que nem o tigrinho de pelúcia foi poupado.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um dia para a História

O mundo acordou hoje de bom astral. Obama é a biografia certa no lugar certo no momento certo. Até que, no final da contas, eu simpatizei com o McCain - especialmente com suas tentativas desastradas de parecer engraçado, o que o transformou em uma espécie de Steve Martin da política. Gostei do fair play de McCain ao falar sobre a derrota e, claro, fiquei emocionado com o discurso da vitória de Obama - e com a confraternização entre as famílias dele e do vice, Joe Biden. Crianças negras e loiras lado a lado, sorrindo, como deve ser sempre.

Crônica de dias intensos

Deu tudo certo na viagem. Como a Cris vai com menos freqüência a São Paulo e ao Rio do que eu, deixei a programação inteiramente por conta dela. Ou seja, tive que encarar a 25 de Março e freqüentar lojas de bolsas e sapatos... Em São Paulo, sem hotel disponível em função da Fórmula 1, recorremos à Fê e ao Miúra, que gentilmente cederam não apenas um quarto como também a geladeira cheia de cervejas. Encontramos amigos (nem todos que gostaríamos, certamente), matamos saudades de alguns restaurantes e botecos e fomos duas vezes ao cinema - Ensaio sobre a cegueira, que tem as ruas de São Paulo como cenário, e o divertidinho Eu, meu irmão e nossa namorada, com a Juliette Binoche. No Rio, renovamos o nosso visto norte-americano (único compromisso "sério" da viagem) e passeamos por Copacabana em um domingo de temperatura amena para os padrões locais - em torno de 25 graus. Levei a Cris a um restaurante árabe da Avenida Atlântica, o Arab, que eu tinha certeza que ela adoraria. O Lauro e a Lígia ficaram superbem com os avós maternos. Ela se comportou como uma mocinha na primeira experiência de distância simultânea do pai e da mãe. A única notícia chata foi na volta, quando encontrei minha mãe hospitalizada, depois de sentir dores abdominais. Por sorte meu irmão Marcus cuidou de tudo, como sempre faz. Ela está bem, fazendo exames, e logo voltará para casa novinha em folha.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Arrumando as malas, de novo

Tenho que contar mais sobre Goiás, incluindo a visita à linda cidade de Goiás - antiga capital do estado, patrimônio cultural da humanidade e terra da poetisa Cora Coralina -, mas amanhã embarco de novo, agora para São Paulo e Rio, e desta vez a passeio. Eu e a Cris decidimos viajar para comemorar o aniversário dela, que é dia 2. Como provavelmente não vou postar durante as miniférias... Hasta la vista!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Futebol moleque

No mesmo hotel em que me hospedei em Goiânia estava o time do Gama, do Distrito Federal, que jogaria ontem à noite com o Vila Nova, clube local. Já me hospedei várias vezes com times de futebol, pois eles vivem viajando por aí, mas nunca vi um grupo tão infantil. Pareciam adolescentes saindo sozinhos pela primeira vez. O ápice da molecagem foi quando eu queria subir para o meu quarto, no 12º andar. Demorou um bocado para o elevador chegar. Veio com uns oito jogadores do time, provavelmente descendo para jantar. Eles deixaram todos os botões do elevador apertados, o que me obrigou a ir parando de andar em andar. O pior é que alguém pelo caminho pode ter imaginado que eu era o autor da brincadeira boba. Com esse elenco imaturo, não é à toa que o Gama está na penúltima colocação da Segunda Divisão, a um passo de cair para o buraco negro da Terceirona.

Silas é mais bonito que Zulu

No mesmo vôo em que embarquei para São Paulo, domingo às seis da matina, estava o treinador do Avaí, Silas, ex-jogador do São Paulo e da Seleção Brasileira. Graças ao bom momento desfrutado pelo time que comanda, vice-líder da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro e prestes a subir para o grupo de elite, Silas virou ídolo dos avaianos. Na sala de embarque, quatro torcedores pediram, em momentos distintos, para tirar foto com ele. Enquanto isso, sentado a menos de 20 metros dali, o modelo Paulo Zulu aguardava tranqüilamente o vôo, sem qualquer tipo de assédio.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Breve crítica gastronômica

Nota 10 para Maria Isabel, arroz misturado com carne de sol e temperinhos gostosos. Nota zero para a guariroba, um tipo de palmito amargo cujo nome não por acaso lembra gororoba.

Agora só faltam nove

Goiânia era uma das dez capitais brasileiras que eu ainda não conhecia. Restam Rio Branco (AC), Macapá (AP), Vitória (ES), São Luís (MA), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Aracaju (SE) e Palmas (TO).

Êta lugarzinho agradável

Goiânia é uma daquelas raras cidades grandes que conseguem manter a tranqüilidade típica do interior. Uma delícia. Mesmo morando em Floripa, fiquei com inveja de algumas coisas. Uma delas são os parques super arborizados em pleno centro, como o lindo Bosque dos Buritis, onde as pessoas vão caminhar no final da tarde.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pelos mundões de Goiás

Calor de derreter asfalto. Literalmente. Em alguns trechos da Belém-Brasília, o piche amolece e a pista fica molhada. Para quem veio de não sei quantas semanas de chuva em Floripa, deu até moleza. Amanhã à noite, já em casa, conto mais.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Escapei de uma roubada

Embarco às seis da manhã de domingo para um frila de três dias em Goiás. Isso me livra da obrigação de escolher em quem votar. Sempre achei que devemos escolher um candidato mesmo quando as opções não são as melhores, mas esse segundo turno em Floripa abalou minhas convicções.

Da série "bobagens que fiz"

O tema do post anterior me lembrou da polêmica em torno de uma palavra que usei quando trabalhava na Veja, provavelmente em 2001. Em uma reportagem de orientação aos pais sobre como lidar com as pequenas maldades que as crianças costumam fazer, escrevi uma frase semelhante a "se você flagrar seu filho puxando o cabelo do amiguinho ou judiando do animal de estimação (...)". Houve muitos e-mails e cartas condenando o uso do verbo judiar, cuja origem teria ligação - como de fato parece inquestionável - com a forma como os judeus foram tratados no passado. Um ou outro leitor até defendeu o uso, considerando que o verbo ajuda a lembrar fatos que jamais podem ser esquecidos. De qualquer forma, minha intenção naquele momento foi apenas tentar ser coloquial e evitar a repetição do verbo maltratar, usado na frase anterior. Fui ingênuo e descuidado, admito. Tendo o ato de escrever como ganha-pão, eu deveria estar mais atento aos possíveis sentidos que os leitores atribuem às palavras que escolhemos. Daí a importância do generoso comentário do Dauro, por me lembrar mais uma vez dessa obrigação.

Cada palavra é um mundo

Meu amigo Dauro, sempre cuidadoso com o uso exato das palavras e com os sentidos que cada uma delas carrega, chama minha atenção para uma possível imprecisão que cometi no post "O sentido da profissão", aí embaixo - mais exatamente no trecho "difusão de informações e conhecimentos". Dauro lembra que os adeptos do sociointeracionismo defendem a idéia de que "informação se transmite, e conhecimento se constrói na interação social"- e considera que a diferenciação faz sentido. Isso estabeleceria um limite no nosso papel de jornalistas: as informações que passamos adiante até podem contribuir para a construção do conhecimento, mas não podemos passar conhecimento. Eu, meio brucutu nessas coisas de teoria, confesso que minha intenção foi apenas diferenciar algo mais superficial (que chamei de "informação") de algo mais consistente (que chamei de "conhecimento"). Um exemplo, com base nesta minha visão simplista: "a bolsa caiu 5,4% hoje" é uma informação (descartável, pois amanhã já não terá serventia); o que são as bolsas de valores e como elas funcionam seria um conhecimento (porque carregamos conosco e poderá ser útil no futuro). O mais fascinante de tudo isso é perceber como uma palavra escrita possibilita diferentes interpretações, dependendo de quem a lê - já tive, aliás, inúmeras demonstrações disso.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Eles acham que vão ser campeões

Já que vários amigos gremistas e talentosos (prova de que a lei das compensações existe) decidiram escrever sobre futebol, não posso deixar de recomendar a leitura.

Será que rola Casablanca?

Que tal escolher o filme que o cinema vai exibir?

O sentido da profissão

O papo do post anterior me lembrou de um artigo que escrevi para o Observatório da Imprensa há alguns anos. Nós, os jornalistas desta geração, teríamos uma missão tão nobre quanto a dos colegas do passado que lutaram pelos direitos civis e políticos? Acho que sim: contribuir para que todos os brasileiros tenham acesso aos direitos sociais - educação, saúde, trabalho, velhice tranqüila. Isso depende, em grande parte, da difusão de informações e conhecimentos. É o que está ao nosso alcance.

O sonho não acabou

Já que citei duas das razões que me fizeram virar jornalista - a perspectiva de aprender coisas novas todos os dias e de não ter uma rotina enfadonha -, faltou mencionar a mais importante: dar minha contribuição para melhorar o mundo. Aos 20 anos, eu tinha a visão romântica de que o único caminho seria o das denúncias e das reportagens de forte apelo social. Continuo achando esse tipo de trabalho importante, e gostaria de realizá-lo com mais freqüência (embora, modestamente, tenha acumulado um handicap considerável nos anos em que trabalhei como repórter de geral, a editoria que está sempre de olhos e ouvidos abertos para o povão). O fato é que, com 15 anos de carreira, meu conceito sobre mudar o mundo se tornou mais aberto. Acredito que estou fazendo a minha parte quando alerto portadores de diabete sobre a necessidade de manter a doença sob controle ou contribuo para que alguém tome a decisão de trocar a vida sufocante em São Paulo por um recomeço em uma cidade menor, para citar dois dos meus trabalhos mais recentes. Não, eu não desisti do sonho. Apenas o adaptei à realidade.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A trema já deixa saudades

Comer linguiça jamais será tão bom quanto antes.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

When I'm 44

É claro que planejo reduzir gradualmente o volume de trabalho e restringir minha atuação ao que me dá mais prazer. Quero me dedicar prioritariamente a projetos de longo prazo, com tempo para burilar cuidadosamente o texto - talvez a palavra "livros" sintetize melhor essa idéia. Mas a vida é longa e estou ainda na fase de ensaios. Além do mais, tenho uma casa para construir e dois pimpolhos para levar até a universidade.

Astronave que tentamos pilotar

Outro ponto que sempre me fascinou em relação ao jornalismo (e a condição de frila o reforça um bocado) é a incerteza sobre o futuro próximo. Adoro não saber exatamente o que estarei fazendo na semana que vem. Acabo de ter mais uma demonstração disso, ao fechar um frila que inclui viagem para o interior de Goiás já no próximo domingo.

Especialista em coisa alguma

Escrevi, para um especial da revista Saúde! que está nas bancas, uma matéria sobre os danos que o diabete pode causar ao cérebro. Quem acompanha este blog já percebeu o quanto a minha atuação como frila tem sido eclética. Escolhi fazer jornalismo justamente pela perspectiva de aprender coisas novas todos os dias, e os últimos anos têm me dado essa oportunidade. Eu certamente não seria feliz como setorista, falando sempre com as mesmas fontes e escrevendo sobre um mesmo assunto. Sou especialista em coisa alguma, e não me envergonho disso. Não há tema que eu considere chato, sinceramente. Para a matéria sobre o diabete, por exemplo, tive que começar do zero. Li muito sobre o assunto antes de entrevistar neurologistas e endocrinologistas. Aprendi um bocado sobre o funcionamento do cérebro, conhecimento que carrego comigo após ter digitado o ponto final do texto. Que profissão maravilhosa, esta: ser pago para aprender.

O prazer de unir duas paixões

Acabo de ser convidado pela respeitada Revista de História da Biblioteca Nacional a escrever um artigo sobre o flautista e compositor Patápio Silva. É especialmente honroso porque o recebi não como jornalista, mas como pesquisador - Patápio foi tema da minha dissertação de mestrado em História Cultural. Eles pedem um texto solto, "para o grande público", sem muitas citações bibliográficas e contextualizações historiográficas. Perfeito. Terei uma oportunidade de ouro para demonstrar o quanto história e jornalismo podem caminhar juntos.

Por isso abandonei o blog

Estou saindo de um dos períodos de maior acúmulo de trabalho neste ano. Nas últimas duas semanas, tive que resolver mil, trocentas e quarenta e sete coisas ao mesmo tempo, mas deu tudo certo. Ainda não ataquei os contos de Capote, mas garanto que desta noite eles não passam.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Nem só de turismo vive Floripa

Estreei hoje como colaborador do Valor Econômico, que vi nascer trabalhando no principal concorrente, a Gazeta Mercantil, oito anos atrás. A matéria é sobre a chegada de profissionais de fora para trabalhar no pólo tecnológico de Floripa. Ainda não vi o jornal, mas já me contaram que ocupou um bom espaço no caderno de carreiras.

Seria cômico se não fosse trágico

No debate de ontem à noite, o atual prefeito de Florianópolis e candidato à reeleição, Dário Berger, demonstrou toda a sua intimidade com assuntos culturais. Disse ter criado uma orquestra em que as crianças dispunham de todos os "equipamentos" para realizar os "treinamentos". E arrematou argumentando que as pessoas não sabiam da existência dessa orquestra porque ela... "trabalha em silêncio"!

O desfecho de uma tragédia anunciada

Devolver ao seqüestrador a menina que já havia saído do cativeiro foi uma das decisões policiais mais estúpidas de que se tem notícia. O responsável deveria ir para a cadeia.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

De tarde eu quero descansar...

Estou louco para grudar no recém-adquirido "2o contos de Truman Capote" que está ali no sofá e vez ou outra me lança um olhar suplicante, mas nos últimos dez dias fui abduzido pelo trabalho. Não quero saber de escapulidas fugazes, contudo. Já marcamos um encontro para a próxima tarde preguiçosa, quiçá em frente ao mar, ocasião em que nos entregaremos um ao outro de corpo e alma. Se tudo correr conforme o planejado, a partir de sexta entro numa fase mais tranqüila. Que Deus me ouça.

Deadlines não esperam pelo sol

Dois dias viajando e trocando idéias com um cabra gente fina, Gilvan. Temos muito em comum. Ambos frilas, mesma idade, trabalhando basicamente para São Paulo mas morando fora de lá (eu em Floripa, ele no Rio). Ontem e hoje compartilhamos a experiência frustrante de ter que produzir uma matéria de turismo com céu cinzento, por vezes chuvoso. Bem mais frustrante para ele, certamente - no texto a gente sempre consegue se safar; já nas fotos...

Olha a cara de bobo...

... de quem está rodeado por amigos (os que não me vêem há algum tempo devem descontar cinco quilos, pois todo mundo sabe que foto engorda). O "clique" - como diriam os colunistas de outrora - foi feito por Binho Gadotti. Detalhe sórdido: só à noite, já em casa, eu percebi que estava com o casaco do avesso e ainda por cima virado de trás para a frente.

Tão longe, tão perto

Ei, temos uma correspondente angelical em Barcelona.

domingo, 12 de outubro de 2008

Um belo jeito de começar a semana

Amanhã e depois eu e o fotógrafo pernambucano Gilvan Barreto percorreremos o litoral catarinense para produzir matérias de turismo. É o tipo de trabalho que merece o comentário "e ainda me pagam!".

É duro admitir, mas sou conservador

De vez em quando, ao fazer a barba, eu deixo o cavanhaque. Mas aí olho de novo, me imagino andando na rua daquele jeito e desisto. Em seguida fica só o bigodão de bandido mexicano. Ridículo. Passo por uma opção média, de senhor respeitável... Argh. Por fim, um tracinho à Clark Gable. Sem comentários. Então raspo tudo, como invariavelmente tenho feito nos últimos 20 anos.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

As adoráveis frescurinhas da Lígia

A nova modinha dela é encrencar com cabelo. Basta encontrar um fio boiando na banheira para apontar meio histérica e ficar repetindo "bebeio!", "bebeio!" até que alguém tome alguma providência. Quando se vê no espelho com o penteado bagunçado, ela choraminga e diz "dodói!", "dodói!" até que alguém passe a escova e abaixe a juba. Diante disso, fico pensando em quem ela votaria no segundo turno aqui em Floripa: no candidato que está sempre com o cabelo engomadinho ou naquele que não tem um fio de cabelo sequer?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Na onda dos anagramas

VIDA DE FRILA
DIVIDE FALAR
FALAR DIVIDE
(Gostei disso, Dauro).

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Quando surge o alviverde imponente

Não me pergunte como um menino nascido no Rio de Janeiro e criado numa pequena cidade do Sul de Santa Catarina pode torcer para o Palmeiras, porque nem eu sei a resposta. Tudo bem, paixões não precisam mesmo de justificativas racionais. Pois meu time vem jogar em Floripa amanhã, na especialíssima condição de líder do campeonato brasileiro, e eu não poderia deixar de ir ao estádio do Figueirense dar uma força - e matar saudade dos tempos em que morei pertinho do Parque Antarctica, em São Paulo. A vitória é essencial, já que os outros quatro candidatos ao título (Grêmio, Flamengo, Cruzeiro e São Paulo) têm compromissos teoricamente mais fáceis na rodada. Ai, ai, que nervosismo.

Serviço de utilidade privada

Por acaso alguém aí ainda tem o Estadão de sexta? É que escrevi uma matéria de página inteira sobre a previdência complementar no Brasil diante da crise financeira internacional e só agora soube que o material foi publicado. Meus arquivos agradecem.

A história do OVNI

Atendendo à intimação do Dauro, vou contá-la. Eu e a Cris éramos namorados naquele distante ano de 1996, mais ou menos, quando, depois de jantar no Arante do Pântano do Sul, demos uma parada no mirante do Morro das Pedras para ver as estrelas ao som das ondas. Era um dia de semana, talvez quarta ou quinta, provavelmente inverno, quase meia-noite, ou então um pouco mais tarde. A única certeza é que havia movimento mínimo para os lados do Sul da Ilha. De repente, lá longe, na linha do horizonte, enxergo uma pequena luz. Brinco com a Cris dizendo que era um disco-voador. E a luz foi crescendo rapidamente, como se viesse em nossa direção. Em meio minuto parecia estar muito próxima. Identificamos duas ou três cores piscantes. Ficamos apavorados, claro. Quando a Cris ligou o carro - era ela que estava dirigindo -, o farol se acendeu e a tal luz parece ter levado um susto. Mudou subitamente de direção, num ângulo de 90 graus, e desapareceu atrás do morro. Tudo isso sem fazer nenhum barulho. Pegamos a estrada e a procuramos ao longo de todo o trajeto, mas ela simplesmente sumiu. Ao chegar em casa, liguei para a Base Aérea e perguntei se havia alguma aeronave naquela região no momento em que estávamos por lá, e o militar que atendeu disse que não - e ainda por cima contou que avistamentos misteriosos do gênero eram comuns no Morro das Pedras. A praia, uma das mais bonitas de Floripa, é também uma das mais místicas. Nela está a Pedra da Feiticeira - diz a lenda que assustadoras senhoras com verruga na ponta do nariz costumavam se reunir ali. Pronto, contei.

Sou um promoter atrapalhado

Reuni vários amigos para almoçar no Deca, sábado, em celebração ao meu aniversário. Foi muito legal, mas não consegui avisar todo mundo que eu gostaria simplesmente porque a semana foi tão atropelada que só armei o evento em cima da hora. Além do mais, minha agenda não é das mais atualizadas - algumas tentativas, já na sexta à noite, terminaram em "este telefone não existe". Então, queridos amigos que ficaram de fora desta vez, prometo que vocês encabeçam a lista do ano que vem, certo?

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O sujeito pensa que é autoridade

Resolvo minhas coisas com banco pela internet, mas hoje, depois de muito tempo, tive que ir a uma agência da Caixa Econômica Federal - e fiquei horrorizado. Quantidade insuficiente de caixas, mais de uma hora para o atendimento, sistema caindo toda hora... Caos absoluto. Como eu não estava fazendo nada enquanto esperava, desci um andar e fui cobrar uma atitude do gerente. Fiquei de pé em frente à mesa enquanto ele conversava com outro engravatado. Os dois olhavam para a tela do computador e discutiam as metas da agência. "Temos que vender mais disto até dia tal, mais daquilo ainda esta semana." Fiquei uns cinco minutos ali, a um metro e meio de distância, e eles nem levantavam a vista, fingindo que eu era invisível. Passaram, contudo, a falar em código - o que tornou a cena ainda mais ridícula. Aí tocou o meu celular e fui à forra:
- Então, Cris, acredita que ainda estou no banco? Só dois caixas atendendo mais de cem clientes! O pessoal quase começou um quebra-quebra agora há pouco. E o pior de tudo é que o gerente nem liga, só fica preocupado com as metas da agência. (...) É, vou denunciar ao Banco Central, sim.
Aí eles levantaram os olhos - e eu dei as costas, claro.

domingo, 5 de outubro de 2008

Sim, estou mais velho

Mas também não é aquele negócio de usar bengala e tal.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Você odeia suas fotos da adolescência?

Ok, elas também.

Reflexões de final de tarde

Ao mesmo tempo em que sou cético - só acredito em algo se tiver provas -, também não descarto hipótese alguma antes de estar plenamente convicto de que é impossível. Isso muitas vezes é confundido com "ficar em cima do muro" ou "não ter opinião firme", mas não me importo. Só sei que entre o preto e o branco há infinitas tonalidades de cinza. Esse é o problema das religiões: nada contra ter uma crença, mas por que a sua é a "correta" e todas as outras estão erradas? Minha resposta oficial para perguntas como "O que acontece depois da morte?", "Deus existe?", "Nosso destino já está traçado?" ou "Há vida em outros planetas?" tem sido, por enquanto, "não sei, mas um dia gostaria de saber". Certas coisas que acontecem na vida da gente nos deixam com a pulga atrás da orelha, entretanto. São histórias como a que relatei abaixo e muitas outras coincidências incríveis demais para serem meras coincidências.

No creo em brujas, pero...

Noite dessas, por volta das duas da manhã, desliguei a TV, fiz umas coisinhas tipo escovar os dentes e fui fechar a porta do meu cafofo, que fica a uns 20 metros da casa. No momento em que estava passando a chave, senti um calafrio estranho, acompanhado pela sensação de que poderia ser golpeado pelas costas. Algo com o qual nunca me preocupei, pois sempre me senti seguro no terreno, bem cercado nas laterais e nos fundos. O único caminho para um ladrão entrar seria o telhado. De qualquer forma, o tal calafrio me fez ficar atento, olhando para os lados. Pois justamente naquela noite alguém subiu no telhado e roubou o equipamento da TV por assinatura. Fiquei então matutando: será que fui de alguma forma "avisado" sobre o perigo ou tudo não passou de coincidência?

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Napoleão tinha razão?

"Duas cabeças pensam melhor do que uma" é um ditado muito popular, mas não no mundo corporativo. O modelo do líder único, absoluto, é o que predomina nas empresas de todos os portes e setores, talvez porque a conquista de mercado exija estratégias semelhantes às utilizadas em uma guerra - e Napoleão já dizia que é melhor ter um general ruim do que dois bons à frente de um exército.
Assim começa o texto "Dois presidentes, isso funciona?", que escrevi para a revista Amanhã, de Porto Alegre (é a matéria de capa da edição que está nas bancas). Trata-se de uma discussão sobre o grau de eficácia do comando compartilhado, raramente adotado pelas grandes empresas. Depois de conversar com especialistas em gestão e conhecer alguns casos, acho até que pode dar certo, mas apenas circunstancialmente e envolvendo executivos sem grande apego ao poder - perfil que, cá entre nós, não é dos mais fáceis de encontrar.

Vade retro, seu Lunga!

Agora que o velho ranzinza deixou este corpo que não lhe pertencia, gostaria de homenagear a boa MPB citando um dos meus versos prediletos. Peço aos caros leitores que façam o mesmo nos comentários e me ajudem a compor um mosaico dos pontos altos da nossa música, em contraste ao post "Sete versos irritantes da MPB", logo aí abaixo. De minha parte, recorro ao genial Cartola:
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti.

domingo, 28 de setembro de 2008

Planejando as férias?

Há boas informações neste projeto, para o qual orgulhosamente contribuí.

sábado, 27 de setembro de 2008

Sem papas na língua

Só para dar uma idéia do mau humor do seu Lunga, personagem citado nos comentários do post anterior pelo Dauro, segue um trecho do cordel Respostas ignorantes de seu Lunga - que comprei, se não me engano, em João Pessoa:
Seu Lunga foi visitar a sogra no hospital
Mesmo não gostando dela.
A velha quase morrendo
Perguntou para ele:
- Lunga, se eu morrer
Você vai para meu enterro?
Seu Lunga respondeu:
- Quem enterra merda é gato.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sete versos irritantes da MPB

1. Oh, esse coqueiro que dá coco/ Onde eu amarro a minha rede/ Nas noites claras de luar (Sério que dá coco, seu Ary? Estou pasmo.)
2. Eu nasci há dez mil anos atrás/ E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (Pegou mal a redundância, hein, Raulzito? Bastava ter nascido “há dez mil anos” ou “dez mil anos atrás”.)
3. Que só eu que podia dentro da tua orelha fria/Dizer segredos de liquidificador (Única explicação possível: o Cazuza tava louco pra terminar a letra e inventou um absurdo qualquer só pra rimar com "amor", "dor" e "beija-flor".)
4. Chove lá fora e aqui faz tanto frio/ Me dá vontade de saber/ Aonde está você, me telefona (Lobão, não seja mau com as crianças. Você deveria perguntar “Onde está você”, certo? “Aonde” implica idéia de movimento, a exemplo de “Aonde você vai?”)
5. O barquinho vai/ E a tardinha cai (Já vi muita redação de pré-primário mais criativa.)
6. Não demora muito agora/ Todas de bundinha de fora/ Topless na areia/ Virando sereia (Sem comentários.)
7. Meia-noite no meu quarto, ela vai subir/ Ouço passos na escada, vejo a porta abrir/ Um abajur cor de carne, um lençol azul/ Cortinas de seda, o seu corpo nu (Realmente, um abajur cor de carne é algo muito sexy.)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Parágrafo trabalhoso

Eu estava fazendo uma pesquisa nos meus arquivos quando deparei com uma matéria que escrevi em 2001 para a Veja, intitulada "Não atire o pau no gato", sobre as pequenas crueldades que as crianças costumam cometer. Como a Lígia está bem na fase de puxar o cabelo dos amiguinhos da escola e receber mordidas em troca, ou vice-versa, reli as duas páginas. E fiquei espantado ao lembrar da mão-de-obra para produzir o último parágrafo, o que incluiu contato com cada uma das personalidades citadas (e provavelmente com outras que acabaram não sendo incluídas no texto). Ei-lo:
(...) Tanto assim que todo mundo tem uma história do gênero para contar. O sambista carioca Dudu Nobre, por exemplo, sempre colocava a culpa das artes que aprontava na irmã mais nova - e sentia um prazer sádico ao vê-la apanhar pelo que não havia feito. Já o músico e apresentador de TV João Gordo não apenas inventava apelidos para todos os colegas como, aproveitando-se do porte avantajado, chegava a extorquir dinheiro dos mais fracos na hora do recreio. A musa das quadras de vôlei Leila Barros também fez das suas apesar do rosto angelical - vivia pegando no pé de uma colega rica e gordinha, apelidando-a de "Baleia", "Rolha", "Boneco de Neve" e outras designações do gênero. A deputada federal Rita Camata lembra-se de que já foi capaz de fazer picadinho da camisa de um colega da primeira série só porque ele riu de sua trança. Já o escritor Luis Fernando Veríssimo teve experiências mais sutis: "Uma vez tentei provocar uma luta entre uma formiga vermelha e uma preta, mas não consegui. Acho que elas eram primas", conta.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mais um post saudosista

Acabo de chegar do lançamento do Voyage, da Volkswagen. É um carro bonito, mas não muito diferente dos demais sedãs. Acho os carros de hoje muito parecidos, tirando uma ou outra exceção. Bom mesmo era quando a gente reconhecia de longe se lá vinha um Fusca, uma Kombi, um Fiat 147, um Chevette, um Opala ou um Maverick - e a única dúvida possível era entre Brasília e Variant.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Um exemplo de imprevisibilidade

Outro dia a Ana Paula falou dos passarinhos que freqüentavam sua ameixeira e eu deixei um comentário falando da minha ameixeira e dos meus passarinhos. Tudo lindo, harmonioso e romântico. Até que, noite dessas, surgiu um morcego rondando a ameixeira aqui de casa. Na noite seguinte já eram dois, depois cinco, seis, dez, enfim, inúmeros primos do Batman sobrevoando ameaçadoramente o caminho entre a casa e o meu cafofo. Estava decidido a tolerar os bichinhos até que as ameixas acabassem, mas desisti no sábado, quando a parede de casa e o carro amanheceram cobertos de manchas marrons (cocô de morcego, para quem gosta de informações claras). Aí já era questão de saúde pública: peguei o serrote e podei a ameixeira com, digamos, certo rigor - algo absolutamente impensável uma semana antes, prova de que o futuro é mesmo imprevisível. No início da noite de sábado, quando os morcegos chegaram, foi divertido ver a cara de bobo deles. Depois disso, sumiram. (Talvez apareçam por aí, Ana.)

O futuro nem sempre é o que imaginamos

Se fôssemos bons em prever o futuro, não viveríamos sendo acometidos pela sensação de ter escolhido a fila mais lenta do supermercado. Professor de Psicologia em Harvard, Daniel Gilbert diz que somos o único animal que tem a pretensão de adivinhar o que vai acontecer – e que freqüentemente se decepciona ao constatar que as coisas não transcorreram conforme o esperado. Apesar dos inevitáveis tropeços, entretanto, é evidente que nossa felicidade depende das apostas que fazemos: com quem casar, onde morar ou a carreira profissional a seguir, isso sem falar nas pequenas decisões do cotidiano, como a da fila do supermercado. Se levarmos em conta a história da humanidade, a autonomia para fazer todas essas escolhas é recente: as pessoas costumavam passar a vida na região em que nasciam, casavam por indicação dos pais e seguiam uma profissão não por prazer, mas pela necessidade de assegurar o sustento. Tudo isso quer dizer algo bem simples: jamais a busca da felicidade esteve tanto em nossas mãos. (Resenha do livro O que nos faz felizes - O futuro nem sempre é o que imaginamos, de Daniel Gilbert, Editora Campus, uma das 16 que escrevi para o especial "122 livros para entender o mundo", da Superinteressante, que acaba de chegar às bancas.)

O Voyage está de volta

O pessoal do Estadão me pediu para cobrir o lançamento do Voyage, o novo sedã da Volkswagen, que acontece amanhã aqui em Floripa. Quem tem mais de 30 anos, como eu, certamente se lembra do velho Voyage, fabricado entre 1981 e 1995.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cordialidade, ainda que tardia

Outro dia critiquei aqui a mania brasileira de nem sempre responder e-mails, com a velha desculpa do excesso de atribuições. Pois acabo de receber a resposta de um professor da George Washington University exatos cinco meses e dois dias depois de tê-lo consultado sobre seu eventual interesse em ser orientador do projeto que eu apresentaria à Capes/Fulbright. A essa altura, ele poderia simplesmente me ignorar, mas ainda assim perdeu tempo para escrever: "I am so sorry to have taken so long to reply to your email. I think your project sounds fascinating. Unfortunately, I'm on leave this year, and so, will have no pedagogical responsibilities. Thus, I will not be able to help out at this point. Please do keep me posted on your activities." Simples e gentil. Aliás, consultei uns 12 professores ao longo do processo, das mais importantes universidades da região de Washington, e o único que não tinha me respondido era justamente este. Alguns demonstraram interesse real no projeto, mas mesmo os que não tinham interesse fizeram questão de dizer algo positivo sobre a idéia. Será que nossos acadêmicos também são cordiais assim? (Sobe a música de suspense.)

Papo meio esquisito

Meu blog é um ser vivo em constante mutação, ok? Alterações em textos publicados poderão ser feitas a qualquer momento, sem aviso prévio ou posterior.

domingo, 21 de setembro de 2008

Como inverter a encheção de saco

- Bom dia. Eu poderia falar com o senhor Maurício?
- Quem deseja?
- É Luzia, do cartão Unicard Unibanco.
- (Bem que desconfiei que era telemarketing...) Ele não está. Quer deixar recado?
- Sabe quando eu consigo falar com ele?
- Bom, não sei... Acho que vai ser meio difícil.
- Mas ele mora aí, não mora?
- Sim... Quer dizer... As roupas dele ainda estão no nosso armário, mas a gente brigou feio, sabe?
- Ahn...
- É por isso que eu não sei quando você vai conseguir falar com aquele ingrato.
- Eu tento outra hora, ok?
- Sabe, Luzia, faz dois dias que eu choro sem parar... Você já levou um fora?
- Desculpa, mas eu realmente preciso desligar.
- Não acredito que você vai me deixar falando sozinho, depois de puxar um assunto tão delicado... (finge choro) Luzia, foi você quem começou! Agora vai ter que me ouvir!

Por falar em fidelidade bloguística...

Faz uma semana que instalei o Sitemeter, ferramenta meio tosca que registra o número de visitas em um site (tenho certeza que os amigos ligados em tecnologia podem me indicar algo melhor). Se interpretei bem o relatório, o vidadefrila tem recebido a média de 20 visitantes por dia. Descontando umas cinco visitas que devem ser as minhas próprias, dá uns 100 acessos ao longo da semana. Para mim está ótimo, já que se trata (obviamente) de um público seleto.

Justificativa prévia

Há momentos mais e menos tranqüilos na vida de um frila. Estou passando por um bem atribulado, com várias tarefas de curto prazo e dois grandes projetos que, embora só devam ficar prontos daqui a alguns meses, precisam avançar desde já. Como esta semana é chave para dar uma boa limpada na pauta, é provável que eu dê uma sumida aqui do blog. Mas não me abandonem, por favor. Prometo tirar o atraso depois.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

E não foi a única

No mesmo espaço que ocupa no Jornal do Almoço, da RBS TV (afiliada da Globo), Cacau cometeu outro atentado à democracia. O programa abriu espaço para entrevistas com os candidatos a prefeito de Florianópolis, realizadas ao longo desta semana - uma por dia, ao longo de oito minutos. As entrevistas, ao vivo, vêm logo depois do espaço ocupado por ele, Cacau. Pois hoje o colunista usou parte de seu espaço para debochar de uma idéia do candidato que seria entrevistado a seguir - Nildomar Freire, do PT, que propõe a instalação de um teleférico como meio de transporte coletivo. Independente da viabilidade ou não do projeto (e Cacau certamente não é a pessoa mais indicada para avaliar a questão), o comentário, feito naquele momento e daquela forma, contrariou a suposta intenção do programa de conceder igualdade de condições aos candidatos, além de ser uma tremenda descortesia com um visitante. (Só para deixar claro: eu acharia igualmente absurda a atitude se a situação envolvesse qualquer outro candidato. Provavelmente não votarei no Nildomar, embora a questão ainda esteja em aberto.)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Não fala bobagem, rapaz!

O colunista social tido como o mais influente de Florianópolis, Cacau Menezes, apoiou a atitude de um grupo de torcedores do Figueirense que, diante do mau desempenho do time nas últimas rodadas do Campenato Brasileiro, foi ao treino, gritou palavrões e soltou um rojão em direção aos jogadores, deixando dois deles caídos. "Só um tapinha não dói", disse o colunista há pouco na TV, para milhares de pessoas, boa parte delas crianças. É lamentável que um formador de opinião não tenha discernimento o suficiente para perceber o quanto pode influenciar novos atos de violência e de cerceamento da liberdade individual e profissional. Aposto que Cacau não gostaria nem um pouco se telespectadores insatisfeitos com seu desempenho invadissem o estúdio da TV para soltar um rojão na orelha dele.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Para quem está na onda dos concursos

Acabo de descobrir por acaso, ao entrar no site do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, que serão preenchidas 80 vagas de nível superior, incluindo assessoria de imprensa. É um lugar simpático para se trabalhar, socialmente relevante, e os salários até que são razoáveis.

Ele voltou!

Êba! O grande Frank Maia tirou seu xinelão do armário! Aproveite e faça um revival de tudo o que tem por lá.

Uma leve tendência à autodestruição

Aos 8 anos, caí de um brinquedo no parquinho de uma praça e quebrei o braço direito. Era verão e o gesso coçava muito. Eu enfiava uma caneta Bic para tentar amenizar a coceira. Até que a tampa da caneta ficou lá dentro e não percebi. Só muito tempo depois alguém se deu conta, pelo cheiro, que havia algo errado. Metade da tampa já estava enfiada na carne. Tenho a marca até hoje.

Aos 11, o pedal esquerdo da minha bicicleta quebrou. Restou apenas o cabo de metal que o sustentava, e eu não liguei muito para esse ligeiro desconforto. A moda da época na vizinhança eram as corridas de bicicross. Aposto que você já adivinhou o desfecho: sim, rasguei o pé naquele troço. Alguns pontos.

Aos 13, achei que seria uma boa idéia subir num gigantesco pé de mamão da vizinha. Quase chegando lá no alto, o galho em que eu me apoiava desabou. Além do tombo propriamente dito, vários mamões verdes caíram em cima de mim. O indicador da mão direita inchou imediatamente. Quebrado.

Aos 17, atravessei a Ponte Hercílio Luz de bicicleta, à noite (era uma época em que o tráfego de carros já estava proibido, mas pedestres e ciclistas podiam usar a passarela lateral, com uns dois metros de largura). Na volta, em direção à ilha, fiquei com receio de que estivesse na hora de fechamento da ponte (isso acontecia às 23 horas, se não me engano) e acelerei ao máximo. A iluminação era ruim e levei um susto quando surgiu alguém na direção oposta. No reflexo, acionei o freio da frente. Dei uma inacreditável cambalhota que poderia muito bem ter me jogado lá embaixo, no mar, pois a cerca de proteção era baixinha.

Aos 19, tomei meu primeiro grande porre. Fiquei tão bebum que deixei o copo cair, ele quebrou, pisei em cima e nem senti. Amigos me levaram para levar um monte de pontos no pé direito.

Aos 26, estava no rasinho do mar quando, de bobeira, perdi o chão ao me aproximar de algumas pedras. Não sei nadar e pressenti o fim chegando, pois a correnteza estava me levando para alto-mar. Sei lá como, consegui me mover alguns metros lateralmente em direção a uma das pedras e me agarrei nela. Estava cheia de mariscos e fiquei todo lanhado. (Meu amigo Gian se aproximava para tentar me salvar, mas sou mais pesado que ele e as leis da física costumam ser rigorosas.)

Aos 32, em meio à reforma do apartamento, dei uma cabeçada tão forte em uma luminária (a mesa que ficaria embaixo dela ainda não havia chegado) que a camada de três centímetros de vidro sólido não resistiu e se quebrou. Fiquei tonto e com um galo na testa.

O lado bom disso tudo é que eu não morri.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Quase morri de rir

Acabo de receber, pela lista dos amigos que jogam futebol juntos, um e-mail "engraçadinho" que começa assim:

1 advogado = um doutor
2 advogados = um escritório
3 advogados = uma reunião
4 advogados = uma quadrilha
---------------------------------
1 carioca = um surfista
2 cariocas = dois surfistas
3 cariocas = uma boca de fumo
4 cariocas = um arrastão
---------------------------------
1 gaúcho = um cabra macho, tchê!
2 gaúchos = uma briga de faca
3 gaúchos = um rodeio
4 gaúchos = uma parada gay
---------------------------------
1 baiano = um escritor famoso
2 baianos = uma luta de capoeira
3 baianos = um grupo de axé
4 baianos = um terreiro de macumba

E por aí segue a brincadeira sem graça, atingindo ainda paulistas, paraibanos, chineses, italianos, argentinos e petistas. O que me surpreende nem é o fato de existir gente preconceituosa e com tempo livre para criar e difundir essas bobagens. Fiquei atônito, isso sim, ao perceber que o e-mail original, repassado pelo colega a umas 100 pessoas (das quais muitas repassarão a tantas outras), chegou a ele devidamente assinado, como se a pessoa se orgulhasse do que estava fazendo. E o mais incrível é que, logo abaixo do nome, a moça colocou o cargo que ocupa, o nome da empresa para a qual trabalha e até os telefones de contato, incluindo o celular. Ela é "consultora de vendas" de uma das mais importantes revendedoras de carros de Florianópolis. Ou seja, não apenas correu o risco de perder metade da clientela em potencial ao divulgar uma asneira dessas, mas ainda por cima - e isso é o mais grave - comprometeu a reputação do empregador e de todos os companheiros de trabalho. Depois a pessoa reclama da sorte, diz que não sabe porque as coisas não dão certo para ela etc etc. Chega a ser tristemente ingênuo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Amanhã é outro dia

O futebol é apaixonante porque, assim como na vida, sempre há a possibilidade de dar a volta por cima. Veja o caso dos times de Floripa. Enquanto o Figueirense vem se mantendo há um bom tempo na primeira divisão do campeonato nacional, o rival Avaí jamais teve o gostinho de integrar o grupo de elite - são anos e anos de tentativas frustradas na segundona. Desta vez, contudo, a temporada se encaminha para um desfecho surpreendente: o Avaí está a caminho de ser promovido e o Figueirense parece ter entrado na rota do rebaixamento. Se a inversão se confirmar, a chacota mudará de lado com força redobrada, já que a gana dos avaianos está acumulada. É uma lição para a vida, com diversas possibilidades de adaptação, tipo "não explore o estagiário, pois ele pode se tornar o presidente da empresa" ou "não maltrate seu gato: talvez ele seja convocado como testemunha no julgamento que decidirá se você vai para o céu ou para o inferno".

Festa da democracia o escambau

Sei que é politicamente incorreto dizer isso, mas eleições são um porre. Você abre a caixa do correio e ela está repleta de santinhos. E não é apenas um de cada candidato - são três, cinco, dez, um montinho despejado por um cabo eleitoral louco para se livrar do trabalho. Quantas árvores desperdiçadas... E aquele pessoal com cara de enfado balançando as bandeiras nos semáforos? E os carros de som em pleno domingo pela manhã? E o show de mentiras e discursos vazios no horário eleitoral? E a mesquinharia que você percebe o tempo todo na sua própria vizinhança - quantas pessoas colocam a placa de um candidato em frente de casa por realmente acreditarem nele e quantas estão trocando o espaço por um "agradinho" ou esperando um cargo público como recompensa? O pior de tudo é ter a plena convicção de que pelo menos 90% dos candidatos são mal intencionados. Alguns o são no sentido "clássico" (ou seja, pretendem meter a mão no dinheiro público), outros tantos por se preocuparem muito mais com a carreira política e com o exercício do poder do que com o bem estar da população. Por mim, poderiam decidir no par ou ímpar. Ou no Soletrando - ao menos renderia boas risadas.
(...)
Liguem não. Sempre fico assim revoltado, mas no final das contas voto nos candidatos que considero os menos piores.

sábado, 13 de setembro de 2008

Uma grave falha de memória

É uma pena, mas grande parte do conteúdo produzido para a internet está fadado a desaparecer - uma lacuna e tanto para os historiadores do futuro. Senti isso na pele ao procurar um perfil do estenotipista norte-americano David A. Kasdan que escrevi há pouco mais de dois anos para o extinto site NoMinimo. Só o encontrei (e ainda assim sem as fotos) porque um blogueiro o guardou. Todo o conteúdo original do site, que marcou época, simplesmente evaporou.

Como permitiram essa palhaçada?

O Palhaço Chupetão, um chato que perambula pelas ruas da Lagoa da Conceição fazendo publicidade ambulante com um megafone, é candidato a vereador em Florianópolis pelo Partido da República (PR). Ele aparece no horário eleitoral fantasiado e sem informar o nome verdadeiro. Isso é permitido? Pedir voto sem revelar a identidade? Achei que só fosse possível em ficção, tipo o Krusty dos Simpsons.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A UFSC também faz bonito

Depois de citar o Set Universitário, eu não poderia deixar de falar da 7a Semana do Jornalismo da UFSC, evento que também já se tornou tradicional e muito aguardado pelos estudantes da área. Entre os convidados desta edição, que começa na próxima segunda, estão Arthur Dapieve, Cremilda Medina, Marcelo Tas e Ruy Castro.