Nunca na história deste país alguém governou o Brasil quatro vezes. Neste
26 de outubro, véspera do aniversário de Luiz Inácio Lula da Silva, recolhi
as pr...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Arrumando as malas, de novo
Tenho que contar mais sobre Goiás, incluindo a visita à linda cidade de Goiás - antiga capital do estado, patrimônio cultural da humanidade e terra da poetisa Cora Coralina -, mas amanhã embarco de novo, agora para São Paulo e Rio, e desta vez a passeio. Eu e a Cris decidimos viajar para comemorar o aniversário dela, que é dia 2. Como provavelmente não vou postar durante as miniférias... Hasta la vista!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Futebol moleque
No mesmo hotel em que me hospedei em Goiânia estava o time do Gama, do Distrito Federal, que jogaria ontem à noite com o Vila Nova, clube local. Já me hospedei várias vezes com times de futebol, pois eles vivem viajando por aí, mas nunca vi um grupo tão infantil. Pareciam adolescentes saindo sozinhos pela primeira vez. O ápice da molecagem foi quando eu queria subir para o meu quarto, no 12º andar. Demorou um bocado para o elevador chegar. Veio com uns oito jogadores do time, provavelmente descendo para jantar. Eles deixaram todos os botões do elevador apertados, o que me obrigou a ir parando de andar em andar. O pior é que alguém pelo caminho pode ter imaginado que eu era o autor da brincadeira boba. Com esse elenco imaturo, não é à toa que o Gama está na penúltima colocação da Segunda Divisão, a um passo de cair para o buraco negro da Terceirona.
Silas é mais bonito que Zulu
No mesmo vôo em que embarquei para São Paulo, domingo às seis da matina, estava o treinador do Avaí, Silas, ex-jogador do São Paulo e da Seleção Brasileira. Graças ao bom momento desfrutado pelo time que comanda, vice-líder da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro e prestes a subir para o grupo de elite, Silas virou ídolo dos avaianos. Na sala de embarque, quatro torcedores pediram, em momentos distintos, para tirar foto com ele. Enquanto isso, sentado a menos de 20 metros dali, o modelo Paulo Zulu aguardava tranqüilamente o vôo, sem qualquer tipo de assédio.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Breve crítica gastronômica
Nota 10 para Maria Isabel, arroz misturado com carne de sol e temperinhos gostosos. Nota zero para a guariroba, um tipo de palmito amargo cujo nome não por acaso lembra gororoba.
Agora só faltam nove
Goiânia era uma das dez capitais brasileiras que eu ainda não conhecia. Restam Rio Branco (AC), Macapá (AP), Vitória (ES), São Luís (MA), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Aracaju (SE) e Palmas (TO).
Êta lugarzinho agradável
Goiânia é uma daquelas raras cidades grandes que conseguem manter a tranqüilidade típica do interior. Uma delícia. Mesmo morando em Floripa, fiquei com inveja de algumas coisas. Uma delas são os parques super arborizados em pleno centro, como o lindo Bosque dos Buritis, onde as pessoas vão caminhar no final da tarde.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Pelos mundões de Goiás
Calor de derreter asfalto. Literalmente. Em alguns trechos da Belém-Brasília, o piche amolece e a pista fica molhada. Para quem veio de não sei quantas semanas de chuva em Floripa, deu até moleza. Amanhã à noite, já em casa, conto mais.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Escapei de uma roubada
Embarco às seis da manhã de domingo para um frila de três dias em Goiás. Isso me livra da obrigação de escolher em quem votar. Sempre achei que devemos escolher um candidato mesmo quando as opções não são as melhores, mas esse segundo turno em Floripa abalou minhas convicções.
Da série "bobagens que fiz"
O tema do post anterior me lembrou da polêmica em torno de uma palavra que usei quando trabalhava na Veja, provavelmente em 2001. Em uma reportagem de orientação aos pais sobre como lidar com as pequenas maldades que as crianças costumam fazer, escrevi uma frase semelhante a "se você flagrar seu filho puxando o cabelo do amiguinho ou judiando do animal de estimação (...)". Houve muitos e-mails e cartas condenando o uso do verbo judiar, cuja origem teria ligação - como de fato parece inquestionável - com a forma como os judeus foram tratados no passado. Um ou outro leitor até defendeu o uso, considerando que o verbo ajuda a lembrar fatos que jamais podem ser esquecidos. De qualquer forma, minha intenção naquele momento foi apenas tentar ser coloquial e evitar a repetição do verbo maltratar, usado na frase anterior. Fui ingênuo e descuidado, admito. Tendo o ato de escrever como ganha-pão, eu deveria estar mais atento aos possíveis sentidos que os leitores atribuem às palavras que escolhemos. Daí a importância do generoso comentário do Dauro, por me lembrar mais uma vez dessa obrigação.
Cada palavra é um mundo
Meu amigo Dauro, sempre cuidadoso com o uso exato das palavras e com os sentidos que cada uma delas carrega, chama minha atenção para uma possível imprecisão que cometi no post "O sentido da profissão", aí embaixo - mais exatamente no trecho "difusão de informações e conhecimentos". Dauro lembra que os adeptos do sociointeracionismo defendem a idéia de que "informação se transmite, e conhecimento se constrói na interação social"- e considera que a diferenciação faz sentido. Isso estabeleceria um limite no nosso papel de jornalistas: as informações que passamos adiante até podem contribuir para a construção do conhecimento, mas não podemos passar conhecimento. Eu, meio brucutu nessas coisas de teoria, confesso que minha intenção foi apenas diferenciar algo mais superficial (que chamei de "informação") de algo mais consistente (que chamei de "conhecimento"). Um exemplo, com base nesta minha visão simplista: "a bolsa caiu 5,4% hoje" é uma informação (descartável, pois amanhã já não terá serventia); o que são as bolsas de valores e como elas funcionam seria um conhecimento (porque carregamos conosco e poderá ser útil no futuro). O mais fascinante de tudo isso é perceber como uma palavra escrita possibilita diferentes interpretações, dependendo de quem a lê - já tive, aliás, inúmeras demonstrações disso.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Eles acham que vão ser campeões
Já que vários amigos gremistas e talentosos (prova de que a lei das compensações existe) decidiram escrever sobre futebol, não posso deixar de recomendar a leitura.
O sentido da profissão
O papo do post anterior me lembrou de um artigo que escrevi para o Observatório da Imprensa há alguns anos. Nós, os jornalistas desta geração, teríamos uma missão tão nobre quanto a dos colegas do passado que lutaram pelos direitos civis e políticos? Acho que sim: contribuir para que todos os brasileiros tenham acesso aos direitos sociais - educação, saúde, trabalho, velhice tranqüila. Isso depende, em grande parte, da difusão de informações e conhecimentos. É o que está ao nosso alcance.
O sonho não acabou
Já que citei duas das razões que me fizeram virar jornalista - a perspectiva de aprender coisas novas todos os dias e de não ter uma rotina enfadonha -, faltou mencionar a mais importante: dar minha contribuição para melhorar o mundo. Aos 20 anos, eu tinha a visão romântica de que o único caminho seria o das denúncias e das reportagens de forte apelo social. Continuo achando esse tipo de trabalho importante, e gostaria de realizá-lo com mais freqüência (embora, modestamente, tenha acumulado um handicap considerável nos anos em que trabalhei como repórter de geral, a editoria que está sempre de olhos e ouvidos abertos para o povão). O fato é que, com 15 anos de carreira, meu conceito sobre mudar o mundo se tornou mais aberto. Acredito que estou fazendo a minha parte quando alerto portadores de diabete sobre a necessidade de manter a doença sob controle ou contribuo para que alguém tome a decisão de trocar a vida sufocante em São Paulo por um recomeço em uma cidade menor, para citar dois dos meus trabalhos mais recentes. Não, eu não desisti do sonho. Apenas o adaptei à realidade.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
When I'm 44
É claro que planejo reduzir gradualmente o volume de trabalho e restringir minha atuação ao que me dá mais prazer. Quero me dedicar prioritariamente a projetos de longo prazo, com tempo para burilar cuidadosamente o texto - talvez a palavra "livros" sintetize melhor essa idéia. Mas a vida é longa e estou ainda na fase de ensaios. Além do mais, tenho uma casa para construir e dois pimpolhos para levar até a universidade.
Astronave que tentamos pilotar
Outro ponto que sempre me fascinou em relação ao jornalismo (e a condição de frila o reforça um bocado) é a incerteza sobre o futuro próximo. Adoro não saber exatamente o que estarei fazendo na semana que vem. Acabo de ter mais uma demonstração disso, ao fechar um frila que inclui viagem para o interior de Goiás já no próximo domingo.
Especialista em coisa alguma
Escrevi, para um especial da revista Saúde! que está nas bancas, uma matéria sobre os danos que o diabete pode causar ao cérebro. Quem acompanha este blog já percebeu o quanto a minha atuação como frila tem sido eclética. Escolhi fazer jornalismo justamente pela perspectiva de aprender coisas novas todos os dias, e os últimos anos têm me dado essa oportunidade. Eu certamente não seria feliz como setorista, falando sempre com as mesmas fontes e escrevendo sobre um mesmo assunto. Sou especialista em coisa alguma, e não me envergonho disso. Não há tema que eu considere chato, sinceramente. Para a matéria sobre o diabete, por exemplo, tive que começar do zero. Li muito sobre o assunto antes de entrevistar neurologistas e endocrinologistas. Aprendi um bocado sobre o funcionamento do cérebro, conhecimento que carrego comigo após ter digitado o ponto final do texto. Que profissão maravilhosa, esta: ser pago para aprender.
O prazer de unir duas paixões
Acabo de ser convidado pela respeitada Revista de História da Biblioteca Nacional a escrever um artigo sobre o flautista e compositor Patápio Silva. É especialmente honroso porque o recebi não como jornalista, mas como pesquisador - Patápio foi tema da minha dissertação de mestrado em História Cultural. Eles pedem um texto solto, "para o grande público", sem muitas citações bibliográficas e contextualizações historiográficas. Perfeito. Terei uma oportunidade de ouro para demonstrar o quanto história e jornalismo podem caminhar juntos.
Por isso abandonei o blog
Estou saindo de um dos períodos de maior acúmulo de trabalho neste ano. Nas últimas duas semanas, tive que resolver mil, trocentas e quarenta e sete coisas ao mesmo tempo, mas deu tudo certo. Ainda não ataquei os contos de Capote, mas garanto que desta noite eles não passam.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Nem só de turismo vive Floripa
Estreei hoje como colaborador do Valor Econômico, que vi nascer trabalhando no principal concorrente, a Gazeta Mercantil, oito anos atrás. A matéria é sobre a chegada de profissionais de fora para trabalhar no pólo tecnológico de Floripa. Ainda não vi o jornal, mas já me contaram que ocupou um bom espaço no caderno de carreiras.
Seria cômico se não fosse trágico
No debate de ontem à noite, o atual prefeito de Florianópolis e candidato à reeleição, Dário Berger, demonstrou toda a sua intimidade com assuntos culturais. Disse ter criado uma orquestra em que as crianças dispunham de todos os "equipamentos" para realizar os "treinamentos". E arrematou argumentando que as pessoas não sabiam da existência dessa orquestra porque ela... "trabalha em silêncio"!
O desfecho de uma tragédia anunciada
Devolver ao seqüestrador a menina que já havia saído do cativeiro foi uma das decisões policiais mais estúpidas de que se tem notícia. O responsável deveria ir para a cadeia.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
De tarde eu quero descansar...
Estou louco para grudar no recém-adquirido "2o contos de Truman Capote" que está ali no sofá e vez ou outra me lança um olhar suplicante, mas nos últimos dez dias fui abduzido pelo trabalho. Não quero saber de escapulidas fugazes, contudo. Já marcamos um encontro para a próxima tarde preguiçosa, quiçá em frente ao mar, ocasião em que nos entregaremos um ao outro de corpo e alma. Se tudo correr conforme o planejado, a partir de sexta entro numa fase mais tranqüila. Que Deus me ouça.
Deadlines não esperam pelo sol
Dois dias viajando e trocando idéias com um cabra gente fina, Gilvan. Temos muito em comum. Ambos frilas, mesma idade, trabalhando basicamente para São Paulo mas morando fora de lá (eu em Floripa, ele no Rio). Ontem e hoje compartilhamos a experiência frustrante de ter que produzir uma matéria de turismo com céu cinzento, por vezes chuvoso. Bem mais frustrante para ele, certamente - no texto a gente sempre consegue se safar; já nas fotos...
Olha a cara de bobo...
domingo, 12 de outubro de 2008
Um belo jeito de começar a semana
Amanhã e depois eu e o fotógrafo pernambucano Gilvan Barreto percorreremos o litoral catarinense para produzir matérias de turismo. É o tipo de trabalho que merece o comentário "e ainda me pagam!".
É duro admitir, mas sou conservador
De vez em quando, ao fazer a barba, eu deixo o cavanhaque. Mas aí olho de novo, me imagino andando na rua daquele jeito e desisto. Em seguida fica só o bigodão de bandido mexicano. Ridículo. Passo por uma opção média, de senhor respeitável... Argh. Por fim, um tracinho à Clark Gable. Sem comentários. Então raspo tudo, como invariavelmente tenho feito nos últimos 20 anos.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
As adoráveis frescurinhas da Lígia
A nova modinha dela é encrencar com cabelo. Basta encontrar um fio boiando na banheira para apontar meio histérica e ficar repetindo "bebeio!", "bebeio!" até que alguém tome alguma providência. Quando se vê no espelho com o penteado bagunçado, ela choraminga e diz "dodói!", "dodói!" até que alguém passe a escova e abaixe a juba. Diante disso, fico pensando em quem ela votaria no segundo turno aqui em Floripa: no candidato que está sempre com o cabelo engomadinho ou naquele que não tem um fio de cabelo sequer?
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Quando surge o alviverde imponente
Não me pergunte como um menino nascido no Rio de Janeiro e criado numa pequena cidade do Sul de Santa Catarina pode torcer para o Palmeiras, porque nem eu sei a resposta. Tudo bem, paixões não precisam mesmo de justificativas racionais. Pois meu time vem jogar em Floripa amanhã, na especialíssima condição de líder do campeonato brasileiro, e eu não poderia deixar de ir ao estádio do Figueirense dar uma força - e matar saudade dos tempos em que morei pertinho do Parque Antarctica, em São Paulo. A vitória é essencial, já que os outros quatro candidatos ao título (Grêmio, Flamengo, Cruzeiro e São Paulo) têm compromissos teoricamente mais fáceis na rodada. Ai, ai, que nervosismo.
Serviço de utilidade privada
Por acaso alguém aí ainda tem o Estadão de sexta? É que escrevi uma matéria de página inteira sobre a previdência complementar no Brasil diante da crise financeira internacional e só agora soube que o material foi publicado. Meus arquivos agradecem.
A história do OVNI
Atendendo à intimação do Dauro, vou contá-la. Eu e a Cris éramos namorados naquele distante ano de 1996, mais ou menos, quando, depois de jantar no Arante do Pântano do Sul, demos uma parada no mirante do Morro das Pedras para ver as estrelas ao som das ondas. Era um dia de semana, talvez quarta ou quinta, provavelmente inverno, quase meia-noite, ou então um pouco mais tarde. A única certeza é que havia movimento mínimo para os lados do Sul da Ilha. De repente, lá longe, na linha do horizonte, enxergo uma pequena luz. Brinco com a Cris dizendo que era um disco-voador. E a luz foi crescendo rapidamente, como se viesse em nossa direção. Em meio minuto parecia estar muito próxima. Identificamos duas ou três cores piscantes. Ficamos apavorados, claro. Quando a Cris ligou o carro - era ela que estava dirigindo -, o farol se acendeu e a tal luz parece ter levado um susto. Mudou subitamente de direção, num ângulo de 90 graus, e desapareceu atrás do morro. Tudo isso sem fazer nenhum barulho. Pegamos a estrada e a procuramos ao longo de todo o trajeto, mas ela simplesmente sumiu. Ao chegar em casa, liguei para a Base Aérea e perguntei se havia alguma aeronave naquela região no momento em que estávamos por lá, e o militar que atendeu disse que não - e ainda por cima contou que avistamentos misteriosos do gênero eram comuns no Morro das Pedras. A praia, uma das mais bonitas de Floripa, é também uma das mais místicas. Nela está a Pedra da Feiticeira - diz a lenda que assustadoras senhoras com verruga na ponta do nariz costumavam se reunir ali. Pronto, contei.
Sou um promoter atrapalhado
Reuni vários amigos para almoçar no Deca, sábado, em celebração ao meu aniversário. Foi muito legal, mas não consegui avisar todo mundo que eu gostaria simplesmente porque a semana foi tão atropelada que só armei o evento em cima da hora. Além do mais, minha agenda não é das mais atualizadas - algumas tentativas, já na sexta à noite, terminaram em "este telefone não existe". Então, queridos amigos que ficaram de fora desta vez, prometo que vocês encabeçam a lista do ano que vem, certo?
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O sujeito pensa que é autoridade
Resolvo minhas coisas com banco pela internet, mas hoje, depois de muito tempo, tive que ir a uma agência da Caixa Econômica Federal - e fiquei horrorizado. Quantidade insuficiente de caixas, mais de uma hora para o atendimento, sistema caindo toda hora... Caos absoluto. Como eu não estava fazendo nada enquanto esperava, desci um andar e fui cobrar uma atitude do gerente. Fiquei de pé em frente à mesa enquanto ele conversava com outro engravatado. Os dois olhavam para a tela do computador e discutiam as metas da agência. "Temos que vender mais disto até dia tal, mais daquilo ainda esta semana." Fiquei uns cinco minutos ali, a um metro e meio de distância, e eles nem levantavam a vista, fingindo que eu era invisível. Passaram, contudo, a falar em código - o que tornou a cena ainda mais ridícula. Aí tocou o meu celular e fui à forra:
- Então, Cris, acredita que ainda estou no banco? Só dois caixas atendendo mais de cem clientes! O pessoal quase começou um quebra-quebra agora há pouco. E o pior de tudo é que o gerente nem liga, só fica preocupado com as metas da agência. (...) É, vou denunciar ao Banco Central, sim.
Aí eles levantaram os olhos - e eu dei as costas, claro.
- Então, Cris, acredita que ainda estou no banco? Só dois caixas atendendo mais de cem clientes! O pessoal quase começou um quebra-quebra agora há pouco. E o pior de tudo é que o gerente nem liga, só fica preocupado com as metas da agência. (...) É, vou denunciar ao Banco Central, sim.
Aí eles levantaram os olhos - e eu dei as costas, claro.
domingo, 5 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Reflexões de final de tarde
Ao mesmo tempo em que sou cético - só acredito em algo se tiver provas -, também não descarto hipótese alguma antes de estar plenamente convicto de que é impossível. Isso muitas vezes é confundido com "ficar em cima do muro" ou "não ter opinião firme", mas não me importo. Só sei que entre o preto e o branco há infinitas tonalidades de cinza. Esse é o problema das religiões: nada contra ter uma crença, mas por que a sua é a "correta" e todas as outras estão erradas? Minha resposta oficial para perguntas como "O que acontece depois da morte?", "Deus existe?", "Nosso destino já está traçado?" ou "Há vida em outros planetas?" tem sido, por enquanto, "não sei, mas um dia gostaria de saber". Certas coisas que acontecem na vida da gente nos deixam com a pulga atrás da orelha, entretanto. São histórias como a que relatei abaixo e muitas outras coincidências incríveis demais para serem meras coincidências.
No creo em brujas, pero...
Noite dessas, por volta das duas da manhã, desliguei a TV, fiz umas coisinhas tipo escovar os dentes e fui fechar a porta do meu cafofo, que fica a uns 20 metros da casa. No momento em que estava passando a chave, senti um calafrio estranho, acompanhado pela sensação de que poderia ser golpeado pelas costas. Algo com o qual nunca me preocupei, pois sempre me senti seguro no terreno, bem cercado nas laterais e nos fundos. O único caminho para um ladrão entrar seria o telhado. De qualquer forma, o tal calafrio me fez ficar atento, olhando para os lados. Pois justamente naquela noite alguém subiu no telhado e roubou o equipamento da TV por assinatura. Fiquei então matutando: será que fui de alguma forma "avisado" sobre o perigo ou tudo não passou de coincidência?
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