terça-feira, 19 de agosto de 2008

Garotas de Copacabana

Oito e pouco da manhã. Nas areias da praia, a 20 metros do calçadão, uma adolescente em traje de banho usa uma pá - daquelas grandes - para cavar um buraco. Parece procurar algo.
Dez da noite. Numa mesa de boteco, uma aspirante a atriz descreve a quatro ou cinco amigos os avanços mais recentes na carreira. "Conheci ontem o fulano, que trabalha com o fulano, diretor da Globo, e ele ficou com o meu telefone pra gente sair."
Onze e pouco da noite. Numa das esquinas da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma bela jovem, com um vestido vermelho encarnado contrastando com os cabelos loiros quase-brancos (seria estrangeira?), estica uma toalhinha e começa a montar um despacho com a tranqüilidade de quem organiza um piquenique.
Ah, as garotas de Copacabana - quem há de decifrá-las?

Um comentário:

  1. Maurício, meu caro.
    Entre em contato comigo, please.
    É urgente.
    Acho que tenho uma missão para a vida de um superfrila.
    Abração!

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