O Diracom é um coletivo de ativistas brasileiros que acreditam que o
direito à comunicação é uma condição essencial para a democracia. Bem, eles
não só acr...
quarta-feira, 30 de junho de 2010
2010.2
Foi-se a metade de um ano intenso, talvez o mais intenso de todos. Cheguei a dizer que tinha a impressão de que nada acontecia aos 37, mas estava tremendamente enganado. Vem aí o segundo semestre. Deus nos guarde.
sábado, 26 de junho de 2010
Chega a ser ridículo
Impressionante como o tráfego aéreo brasileiro é desnecessariamente concentrado em São Paulo. Para vir de Londrina a Floripa (700 km), tive que fazer Londrina-Guarulhos (com escala em Curitiba) e Guarulhos-Floripa, o que resultou em 1.500 km.
O período easy rider do ano
Nesta semana fiz o roteiro entre Foz do Iguaçu e Londrina para o Melhores Empresas - o momento mais glamouroso foi cruzar a fronteira para jantar em Puerto Iguazu, na Argentina. No mais, enfrentei muita estrada. É um frila fisicamente extenuante, mas dá para suportar bem porque as viagens se concentram em um mês. Além do mais, adoro esse espírito easy rider que me fez percorrer 15 estados nos últimos sete anos. Já visitei 14 das 23 empresas programadas para este ano. Semana que vem fico em Floripa, pois teremos - se tudo der certo contra o Chile - dois jogos do Brasil na Copa.
sábado, 19 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Nívers de hoje
Não é só Aline que está soprando velinhas - parabéns, querida! Este blog que vos fala está completando dois aninhos.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Felipão de volta ao Palmeiras!
Agora sim o alviverde voltará a ser imponente, como diz o hino. Luiz Felipe Scolari tem uma tremenda identificação com o clube, assim como o atacante Kleber Gladiador, que também está voltando. Chega de mercenários como Keirrison e Vágner Love!
sábado, 12 de junho de 2010
A Copa da desesperança
"A seleção brasileira de futebol ocupa uma posição única nos esportes, como exemplo de um favorito com o qual todos simpatizam. Em geral, os torcedores, sobretudo os de futebol, odeiam os favoritos (o Real Madrid na Espanha, a Juventus na Itália, o Manchester United/Chelsea na Inglaterra). Mas o time brasileiro, o único a vencer a Copa do Mundo por cinco vezes, em todos os continentes em que ela já foi disputada, é adorado. Por isso, muitos dos torcedores de futebol têm, em se tratando de seleções nacionais, dois times: o seu próprio e o do Brasil." (trecho de um texto assinado pelo escritor alemão John Lanchester que encontrei aqui em casa numa National Geographic de 2006).
Não sei se eu é que estou ficando velho e insensível, mas tenho a impressão de que o entusiasmo dos brasileiros com a Copa do Mundo nunca esteve tão baixo quanto desta vez. Minha teoria é a de que o nível de entusiasmo é diretamente proporcional à beleza do jogo apresentado pela seleção, e não pelo seu grau de favoritismo. A atual seleção é favorita e vem apresentando excelentes resultados, mas seu jogo burocrático e frio não conquistou o coração dos torcedores. O símbolo do time, Kaká, é bom moço demais (que saudade das barbaridades que o Romário dizia - e fazia em campo). A falta de espirituosidade dos jogadores e do técnico é irritante. Dunga deixou bem claro que iria privilegiar a eficiência, e não a beleza, quando abriu mão de craques como Ronaldinho Gaúcho e Ganso. Mas não foi justamente a beleza, a descontração, a leveza do nosso futebol que transformou a seleção brasileira no segundo time de todo mundo, como definiu Lanchester? Corremos sério risco de vencer a Copa jogando feio, exatamente como aconteceu com a seleção de 1994 - cujo capitão, não por coincidência, era Dunga. A pergunta é: vale a pena ser campeão assim, com uma seleção cujo forte é a defesa e não o ataque? Ou é melhor partir pra cima e ver o que acontece, se-der-deu-se-não-der-não-deu? Em resposta, basta dizer que a seleção de 1982 é lembrada com muito mais carinho pelos brasileiros que a de 1994.
Já que não tem jeito, resta-nos agora torcer pelo Josué, o Felipe Melo, o Júlio Baptista... Ai, ai.
Não sei se eu é que estou ficando velho e insensível, mas tenho a impressão de que o entusiasmo dos brasileiros com a Copa do Mundo nunca esteve tão baixo quanto desta vez. Minha teoria é a de que o nível de entusiasmo é diretamente proporcional à beleza do jogo apresentado pela seleção, e não pelo seu grau de favoritismo. A atual seleção é favorita e vem apresentando excelentes resultados, mas seu jogo burocrático e frio não conquistou o coração dos torcedores. O símbolo do time, Kaká, é bom moço demais (que saudade das barbaridades que o Romário dizia - e fazia em campo). A falta de espirituosidade dos jogadores e do técnico é irritante. Dunga deixou bem claro que iria privilegiar a eficiência, e não a beleza, quando abriu mão de craques como Ronaldinho Gaúcho e Ganso. Mas não foi justamente a beleza, a descontração, a leveza do nosso futebol que transformou a seleção brasileira no segundo time de todo mundo, como definiu Lanchester? Corremos sério risco de vencer a Copa jogando feio, exatamente como aconteceu com a seleção de 1994 - cujo capitão, não por coincidência, era Dunga. A pergunta é: vale a pena ser campeão assim, com uma seleção cujo forte é a defesa e não o ataque? Ou é melhor partir pra cima e ver o que acontece, se-der-deu-se-não-der-não-deu? Em resposta, basta dizer que a seleção de 1982 é lembrada com muito mais carinho pelos brasileiros que a de 1994.
Já que não tem jeito, resta-nos agora torcer pelo Josué, o Felipe Melo, o Júlio Baptista... Ai, ai.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Oficina de roteiro cinematográfico
Eu certamente gostaria de participar se não estivesse viajando. Segue na íntegra o release assinado pela Adri Canan:
NPD-SC realiza oficina gratuita de introdução ao roteiro cinematográfico
Estão abertas até 16 de junho as inscrições para mais uma oficina gratuita promovida pelo Núcleo de Produção Digital de Santa Catarina (NPD-SC). A oficina de introdução ao roteiro será ministrada pela roteirista paranaense Sabina Anzuategui.
Formada em Cinema e Vídeo pela ECA-USP, com mestrado sobre roteiros de mídias interativas e pesquisa de doutorado sobre telenovelas brasileiras da década de 70, Sabina é professora de roteiro no curso de Rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero. Autora do romance “Calcinha no Varal” (Cia. das Letras, 2005), é roteirista dos filmes “Desmundo” (Alain Fresnot, 2003), “A Casa de Alice” (Chico Teixeira, 2007), “Garoto Cósmico” (Alê Abreu, 2007) e "Como Esquecer" (Malu de Martino), com lançamento previsto para outubro. Também participou do documentário “Nasceu o Bebê Diabo em São Paulo” (Renata Druck, 2002) e colaborou em “Quanto Vale ou é Por Quilo?” (Sérgio Bianchi, 2005) e na série "Alice" (HBO, 2008).
As aulas acontecem nos dias 21 e 22 de junho, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. As inscrições devem ser feitas pelo endereço www.npdsc.ufsc.br. Serão selecionados 25 participantes.
NPD-SC realiza oficina gratuita de introdução ao roteiro cinematográfico
Estão abertas até 16 de junho as inscrições para mais uma oficina gratuita promovida pelo Núcleo de Produção Digital de Santa Catarina (NPD-SC). A oficina de introdução ao roteiro será ministrada pela roteirista paranaense Sabina Anzuategui.
Formada em Cinema e Vídeo pela ECA-USP, com mestrado sobre roteiros de mídias interativas e pesquisa de doutorado sobre telenovelas brasileiras da década de 70, Sabina é professora de roteiro no curso de Rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero. Autora do romance “Calcinha no Varal” (Cia. das Letras, 2005), é roteirista dos filmes “Desmundo” (Alain Fresnot, 2003), “A Casa de Alice” (Chico Teixeira, 2007), “Garoto Cósmico” (Alê Abreu, 2007) e "Como Esquecer" (Malu de Martino), com lançamento previsto para outubro. Também participou do documentário “Nasceu o Bebê Diabo em São Paulo” (Renata Druck, 2002) e colaborou em “Quanto Vale ou é Por Quilo?” (Sérgio Bianchi, 2005) e na série "Alice" (HBO, 2008).
As aulas acontecem nos dias 21 e 22 de junho, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. As inscrições devem ser feitas pelo endereço www.npdsc.ufsc.br. Serão selecionados 25 participantes.
Taí uma boa carreira
Administrar a grana alheia. Assino no Valor Econômico de hoje uma matéria sobre o crescimento do mercado de gestão de fortunas no Brasil. Sim, os ricaços terceirizam esse serviço (que eu certamente faria com prazer caso tivesse uma fortuna). A boa fase econômica do país, associada à maior incidência de aberturas de capital, fusões e aquisições de empresas, está fazendo com que o número de milionários brasileiros cresça rapidamente. A edição deste ano do ranking publicado pela revista Forbes inclui o número recorde de 18 brasileiros com patrimônio acima de US$ 1 bilhão – a soma dessas fortunas chega a US$ 90,3 bilhões. Na versão anterior da lista, os 14 representantes do país tinham patrimônio em conjunto de “apenas” US$ 40,6 bilhões. Estima-se que os brasileiros com mais de R$ 1 milhão disponíveis para investimentos possuam, em conjunto, pelo menos R$ 400 bilhões – quantia suficiente para comprar 800 mil confortabilíssimos apartamentos de R$ 500 mil.
Chegou a hora de pegar estrada
Meu pedido foi atendido e ficarei com um estado próximo - o Paraná - no processo do Melhores Empresas para Trabalhar deste ano. Com isso, montei uma programação que me permitirá voltar a Floripa nos finais de semana e estar por aqui nos dias de jogos do Brasil na Copa. É o sétimo ano seguido - desde que virei frila - em que visito as finalistas do concurso promovido pelas revistas Exame e Você S/A. O processo ocorre sempre entre meados de junho a meados de julho, período que já deixo reservado na agenda. Ainda tenho uns dias para colocar as coisas em dia antes de mergulhar nas viagens. Vou dando notícias - aliás, este blog começou justamente para registrar as minhas aventuras para o Melhores Empresas há dois anos.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Update dos livros
Em decorrência sobretudo do meu blog Vida de Frila, sou eventualmente convidado a dar palestras ou participar de mesas-redondas em cursos de jornalismo. Numa dessas ocasiões, um dos estudantes parece ter se ofendido quando eu disse que fazia trabalhos por encomenda:
- Quer dizer que se a revista mandar você fazer uma matéria falando bem de Jesus, você faz, e se mandar falar mal, você faz também?
Expliquei ao rapaz que “trabalhar por encomenda” não significa abrir mão dos princípios básicos do jornalismo – imparcialidade, ouvir os dois lados, fugir de pré-concepções e preconceitos etc. Mas a forma como ele interpretou o que eu havia dito reforçou a minha sensação de que os cursos de jornalismo nem sempre preparam os estudantes para o mercado “de verdade”, pelo simples fato de que muitos professores não sabem como as coisas funcionam. Alguns saíram direto da graduação para o mestrado e depois para o doutorado, e nem chegaram a enfrentar uma redação. Outros até passaram por redações, mas estão há tanto tempo na academia que perderam o contato com a realidade.
Trecho do meu livro sobre a vida de frila, cuja versão final do texto acaba de ser aprovada pela editora. Lançamento previsto para setembro. Já a biografia do Patápio está prontinha para ir à gráfica, mas o lançamento ficou para depois da Copa.
- Quer dizer que se a revista mandar você fazer uma matéria falando bem de Jesus, você faz, e se mandar falar mal, você faz também?
Expliquei ao rapaz que “trabalhar por encomenda” não significa abrir mão dos princípios básicos do jornalismo – imparcialidade, ouvir os dois lados, fugir de pré-concepções e preconceitos etc. Mas a forma como ele interpretou o que eu havia dito reforçou a minha sensação de que os cursos de jornalismo nem sempre preparam os estudantes para o mercado “de verdade”, pelo simples fato de que muitos professores não sabem como as coisas funcionam. Alguns saíram direto da graduação para o mestrado e depois para o doutorado, e nem chegaram a enfrentar uma redação. Outros até passaram por redações, mas estão há tanto tempo na academia que perderam o contato com a realidade.
Trecho do meu livro sobre a vida de frila, cuja versão final do texto acaba de ser aprovada pela editora. Lançamento previsto para setembro. Já a biografia do Patápio está prontinha para ir à gráfica, mas o lançamento ficou para depois da Copa.
Os mistérios da natureza humana
Por que os amanheceres provocam uma certa sensação de euforia e os ocasos trazem um sopro de melancolia? Será que é algo atávico, que vem dos nossos antepassados, ou simplesmente uma releitura metafórica que o nosso inconsciente faz das dualidades luz-escuridão e começo-fim?
Um homem e uma laranja
Levanto, estico as pernas, espreguiço de norte a sul o meu corpo cansado. Caminho até a cozinha. Chá? Café? Cerveja? Enquanto decido, meu olhar encontra uma linda laranja solitária no balcão. Ela me dá uma piscadela irresistível, e então tudo acontece. Ah, as gotículas que saltavam nos meus lábios enquanto eu a despia... Desde já inesquecível é aquela laranja, tão doce quanto o beijo de Eurídice.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
A gangorra da vida de frila
Há duas situações antagônicas que enfrento com certa frequência: a angústia de estar entupido de trabalho e o alívio de sair de uma fase dessas. Com mais esta noite de dedicação, sentirei finalmente o alívio. E voltarei às gaivotas, que me entendem tão bem.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Patrão exigente
terça-feira, 1 de junho de 2010
Riozinho do Campeche, 6h50
Acordei hoje às quatro para levar um casal de tios muito queridos ao aeroporto - eles moram em Caldas Novas (GO). É claro que, na volta, fui presenciar o nascer do sol na praia. Tenho ido com frequência, como vocês bem sabem, e sempre descubro algo novo. Aprendi que nenhum amanhecer é igual ao outro. Talvez seja um recado sutil da natureza para que aproveitemos bem cada dia. Então... Aproveite o seu.
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