quinta-feira, 30 de julho de 2009

Já que eu criei a fama...

O Frank mandou essa charge pra todo mundo com uma singela dedicatória à minha pessoa: "Pro Maurício Oliveira, rei das piadas infames e meu ídalo!" De fato, modéstia à parte, minhas piadas são tão ruins que chegam a ser engraçadas (quem diz isso é o Lauro, o único que ri - de vez em quando - delas). Falando sério, é uma tremenda honra ser homenageado por um dos maiores chargistas do Brasil - e não é porque é meu amigo. Aliás, já demorou muito para alguém publicar uma bela coletânea do trabalho dele.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Alfaiataria do Didico

Acabo de receber a primeira versão diagramada de um livro que entreguei à editora há dois meses e deve ser publicado até o final do ano. Ainda não posso revelar o tema, mas tem a ver com a história catarinense, como fica evidente pelo trecho-aperitivo a seguir. Trata-se de uma passagem do início da década de 1930 envolvendo a Faculdade de Direito, embrião da Universidade Federal de Santa Catarina: "O primeiro endereço da faculdade foi a esquina da Felipe Schimidt com a Praça 15 de Novembro. No começo, a instituição era conhecida pelo jocoso apelido 'Alfaiataria do Didico', em decorrência da piada involuntária feita por um cidadão. Na época da instalação da faculdade, ele passou em frente ao prédio e, enxergando mal, leu 'Alfaiataria do Didico' na placa em que estava escrito 'Faculdade de Direito'. Começou a comentar ali mesmo, em voz alta, como o velho alfaiate havia progredido rapidamente, a ponto de ter um prédio inteirinho só para si."

A meleca evoluiu

O Lauro aproveitou a tarde preguiçosa do pai - e o notebook dando sopa - para criar seu novo blog, o Meleca Criativa, sucessor do Meleca Verde. É uma mudança de perfil: antes o menino falava mais da vida dele, agora vai falar do que gosta e mostrar as artes que anda fazendo. Promete postar com regularidade.

Hora de respirar (II)

Claro que a sensação de tranquilidade que estou sentindo neste momento se deve, em grande parte, ao fato de que tenho algumas tarefas de longo prazo que preenchem o espaço entre os trabalhos de tiro curto. Amanhã retorno a elas. Essa combinação entre diferentes prazos é fundamental para que um frila tenha sempre trabalho e ao mesmo tempo consiga encaixar eventuais emergências.

Hora de respirar (I)

Um momento sempre legal da vida de frila é terminar uma sequência de tarefas com prazo apertado. É exatamente a sensação que estou tendo nesta tarde fria e chuvosa em Floripa: um pouco de tranquilidade depois de vários dias - e boa parte das noites - dedicados quase que inteiramente ao trabalho. Retomei a leitura das 500 e poucas páginas de O mundo segundo Garp, de John Irving, que estou para terminar desde que o comprei pela pechincha de R$ 9,90 na Feira do Livro de Ribeirão Preto, um mês atrás, e até me dei ao luxo de zapear despreocupado pelos canais da TV a cabo. Daqui a pouco vou tomar um belo e despreocupado banho. Sim, às quatro horas de terça-feira. Privilégios desta agridoce vida de frila.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Onde fomos parar, hein?

Eu ficava intrigado cada vez que via um motociclista do sexo masculino usando capacete cor-de-rosa. Na minha ingenuidade, achava que eles pegavam emprestado da irmã ou da namorada. Mas um motorista de táxi de São Paulo me contou que o modismo se originou de uma quadrilha de assaltantes que durante algum tempo usou capacetes dessa cor para que o pessoal dos postos de combustíveis imaginasse que ali estivesse uma mulher e baixasse a guarda. A história se tornou lenda urbana e o capacete cor-de-rosa virou símbolo de juventude transviada - mais ou menos como se fosse o topete de James Dean dos nossos tempos.

domingo, 26 de julho de 2009

Avaí e Obina, a volta por cima

O Avaí era o lanterna do Campeonato Brasileiro e quase todo mundo (inclusive eu, confesso) dava como inevitável o seu rebaixamento. Então veio uma sequência imponderável de quatro vitórias - três delas fora de casa contra clubes respeitáveis (Sport, Goiás e Atlético Paranaense) e uma na Ressacada conta o ainda mais temível Grêmio. Resultados que fizeram o Leão da Ilha galgar nove posições na tabela e afastar-se, com boa margem de segurança, da zona do rebaixamento. Hoje foi a vez do Obina, outro que andava por baixo, dar uma brilhante volta por cima. Depois de meses sem fazer um golzinho sequer no Flamengo, ele transferiu-se para o Palmeiras, onde encontrou uma equipe em melhores condições de ajudá-lo a cumprir a missão de todo centroavante: balançar as redes. Não tardou a deslanchar. Hoje, no clássico contra o Corinthians de Ronaldo, fez três gols consagradores. Histórias como essas explicam o encanto e a paixão que o futebol, perfeita metáfora da vida, desperta mundo afora.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pergunta da madrugada

Digamos que eu queira transferir para o bom e velho papel tudo o que publiquei neste blog, incluindo as fotos coloridinhas e os comentários. Quem me diz como?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Como a gente sobrevivia sem?

Vivi os últimos tempos das máquinas de escrever nas redações e trabalhei alguns anos sem dispor de internet em tempo integral, mas hoje não consigo imaginar como isso era possível. Se eu fosse frila naquela época, teria produtividade muito abaixo da que tenho hoje. Provavelmente nem conseguiria sobreviver sem um emprego fixo. Exemplo: para uma das pautas que apuro neste momento, é preciso ouvir brasileiros que estejam fazendo doutorado nos melhores cursos de economia do mundo. Nos tempos pré-internet, tendo o telefone como único recurso, conseguir duas ou três dessas entrevistas seria trabalho para a semana inteira. E custaria caro, muito caro. Com a internet, gastei não mais do que duas horas para identificar um ranking confiável dos melhores cursos da área e encontrar nos respectivos sites as listas de alunos com seus currículos, incluindo contatos. Disparei ontem à noite e-mails para uns 15 brasileiros e hoje já chegaram respostas de cinco. (Antes que alguém me critique, no entanto, vou deixar claro que estou falando apenas das facilidades que a internet proporciona como ferramenta auxiliar de apuração. Ver as coisas de perto continuará sendo sempre o melhor caminho para o jornalismo.)

A série continua

Saíram mais dois comerciais da campanha "Metrô, o melhor amigo de São Paulo", para a qual fiz a pré-produção. Os temas são segurança e acessibilidade.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Já encheu o saco

Essa modinha importada de stand up comedy. Alguém acha engraçado?

Eu falo demais, entende?

Interessante matéria do Wall Street Journal tenta explicar as razões pelas quais Pelé não consegue tirar grande proveito financeiro de sua fama mundial. Uma das falhas seria a escolha equivocada das marcas às quais ele associa sua imagem (a exemplo do Viagra, no clássico comercial em que dizia não precisar do produto mas recorreria a ele caso viesse a ser necessário). O gancho da reportagem foi um novo contrato publicitário, desta vez com uma desconhecida fabricante de chuteiras, a suíça Nomis. Acho que o problema é a superexposição e a mania de opinar sobre tudo o que acontece, incluindo o comportamento alheio. Pelé foi um craque, mas o Edson pisa um bocado na bola... Nem mesmo sua cidade natal, a mineira Três Corações (onde estive recentemente), consegue capitalizar o fato de ter dado ao mundo o maior de todos os jogadores de futebol. Há o projeto de um museu que nunca sai do papel e os moradores têm certa mágoa porque faz muito tempo que o Atleta do Século (século passado, ressalte-se) não aparece por lá.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Boletim do tempo

Quando o Paul McCartney compôs essa canção bonitinha, estava muito longe dos 64. Mas agora já chegou lá (três anos atrás, a propósito). Aposto que ele tem a sensação de que tudo passou rápido demais. É que as décadas voam, mesmo. Pois não foi outro dia que o Bin Laden derrubou as Torres Gêmeas? Eu, criança, ficava pensando no distante e apocalíptico ano 2000. Às vezes deixava a imaginação ir ainda mais longe, longe demais: como seria quando eu tivesse 40 anos e a minha mãe, 80? Soava como um futuro que jamais chegaria, tomado por naves espaciais, máquinas de teletransporte e pílulas na hora do almoço... Pois hoje minha mãe completa 77 anos, o que significa que estou próximo dos 37 - e que aquele futuro que jamais chegaria está aí, batendo à porta (sim, batendo à porta, porque necas do tal teletransporte). Bastam menos de três décadas, meio grão de areia na história, para chegarmos aos 64. Todos nós, eu e meus amigos da mesma geração - por sorte a viagem não é solitária. O lado bom de tudo isso é que, modéstia às favas, estamos melhores do que antes. Eu, minha mãe e qualquer um que tenha sobrevivido à década de 1980 (se você está insatisfeito com algum pequeno detalhe da sua aparência, vá correndo pegar uma foto daquela época e fique instantaneamente feliz). Bom, era isso o que eu tinha a dizer sobre o tempo. Aproveite a semana.

Criança diz cada uma

A um mês de completar três anos, a Lígia constata que andou crescendo um bocado nos últimos tempos:
- Já tô bem tamanho!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O perfume da múmia

E não é que uma Realidade de 1967 ainda carrega uma amostra intocada do perfume Imprévu? É praticamente uma descoberta arqueológica. O pacotinho já esperou nada menos que 1,3 bilhão de segundos para ser aberto. A questão é: devo fazê-lo? Será que há resquícios do aroma que as mulheres de Paris, Londres, Roma e Nova York diziam ser ao mesmo tempo suave e provocante? Ou será que as gotinhas se transformaram em uma bactéria mortal, tipo maldição da múmia?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O passado é politicamente incorreto

As seis edições da Realidade que comprei outro dia em um sebo de Uberlândia, publicadas entre 1967 e 1972, têm anúncios que, analisados com olhos de hoje, incentivam crimes e induzem à transmissão ou aquisição de doenças. O dos cigarros Capri associa o hábito de fumar a um ritmo de vida "impetuoso, alegre, jovial". Já a Gillette colocou 14 jogadores do Cruzeiro para fazer a barba com a mesma lâmina! O anúncio do Corcel descreve explicitamente um racha: "Para ganhar de saída. Quando o adversário nota, já está perdido". E o Galaxie se oferece como o carro ideal para sequestradores... (Clique na imagem para ampliá-la.)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Recomendo com veemência

Este belíssimo texto do jovem e talentoso colega Felipe Lenhart sobre o nosso Salim Miguel.

Nota cultural

Ir a São Paulo e não trazer um livrinho sequer é como ir a Neverland e não ver o fantasma do Michael Jackson. Desta vez foi uma biografia - muito bem ilustrada, claro - de Modigliani, um dos pintores preferidos aqui em casa.

Leiam a matéria, meninas

A Women's Health deste mês traz a minha inusitada estréia no fascinante universo das revistas femininas. Inusitada não por eu ter escrito para uma revista feminina - já estou mais do que convencido que a vida de frila reserva muitas surpresas -, mas por eu ter assinado a matéria (sobre os erros que as mulheres costumam cometer ao lidar com dinheiro) em parceria com a colega norte-americana Katie Arnold, autora do texto original na revista-mãe. A mim coube adaptá-lo à realidade brasileira, ouvindo fontes nacionais e acrescentando um tempero tupiniquim. A vantagem da assinatura dupla é que posso credenciar à colega gringa frases comprometedoras, como "Às vezes é preciso decidir entre comprar uma bolsa linda (e caríssima) e uma que também fará bonito e custará três vezes menos".

Delírios de segunda

Às vezes fico imaginando como seria a reação de alguém da Idade Média que fosse subitamente transportado aos tempos modernos. Sei que não é uma idéia original (inclusive já foi enredo de um punhado de filmes de qualidade duvidosa), mas determinadas cenas me fazem retomá-la. Uma delas foi há pouco, decolando de Congonhas. Qual seria a sensação de alguém que fechasse os olhos em 1509 e acordasse em pleno vôo sobre as luzes de São Paulo? E nós, se dormíssemos hoje e acordássemos em 2509, o que encontraríamos? Teletransporte? Vida eterna? Colônias de terráqueos em outros planetas? Paulo Coelho idolatrado nos cursos de literatura? A Argentina como maior potência econômica mundial? Chávez ainda no poder?

domingo, 12 de julho de 2009

Uma noite de domingo

Eu adoraria ficar aqui jogando conversa fora, mas amanhã faço um bate-e-volta a São Paulo - e o embarque é às seis da matina... Hasta la vista.

Um dia de domingo

Hoje à tarde levamos as crianças ao delicioso espetáculo do Palavra Cantada e encontramos muita gente conhecida - deu a impressão de que metade da platéia era formada por jornalistas com seus respectivos filhotes. Foi o encerramento da oitava edição da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que neste ano revelou para o mundo o talento da crítica mirim Amanda Campos - que vem a ser ninguém menos que a nossa querida Amandita. A mocinha mandou muito bem no blog sobre a mostra e ainda por cima participou do júri que escolheu os vencedores.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Escola de alcaguetas?

Não consigo imaginar nada mais arcaico em termos de ensino do que uma professora que, ao se ausentar da sala de aula, ordena a um determinado aluno que anote o nome dos colegas que fazem bagunça. Aconteceu no colégio do Lauro, e ficamos bem chateados. Além de ser um absurdo do ponto de vista pedagógico, pois motiva a intriga e o dedurismo entre os colegas, tal procedimento demonstra acima de tudo uma tremenda falta de sintonia com o tempo presente. Alguém precisa lembrar a professora de que a ditadura acabou faz tempo... Ao menos o colégio concorda que a prática é equivocada e prometeu reforçar essa orientação entre os professores.

Mais uma nota social

Já que o blog está num momento meio Amaury Jr., tive mais um motivo de satisfação ontem, ao andar pelo centro de Floripa: encontrei vários amigos, algo que nem sempre acontece numa cidade que cresce rapidamente. Primeiro foi a Kíria Meurer, figurinha difícil com seus horários malucos de repórter de TV. Depois foi a Brigite, companheira de trabalho do tempo em que eu nem era jornalista, há quase 20 anos. Por fim, ninguém menos que o Zé Dassilva, outro que deu uma escapada do Rio por esses dias. Adoro a sensação de acolhimento, de calor humano, proporcionada pelo simples fato de encontrar gente conhecida na rua.

Pizza, vinho e boa companhia

Outro compromisso bacana de ontem foi ter conhecido pessoalmente o simpaticíssimo casal Rafaela "Cenas do Rio" e Cláudio "Le Vin Au Blog". Eles iriam ficar poucas horas em Floripa, a caminho do Rio Grande do Sul, e fizeram a gentileza de nos convidar para uma pizza - regada a vinho, claro. Como os outros convidados também eram gente boa, a noite foi muito agradável.

Começa a Era Vargas no DC

A ascensão de Nilson Vargas ao comando da redação do Diário Catarinense é a melhor notícia dos últimos tempos para o jornalismo local. Trabalhamos juntos na Veja e posso testemunhar que é um profissional competente, ético e voltado aos interesses do leitor. Ele chega ao DC depois de cumprir com sucesso duas missões espinhosas para a RBS: implantar um novo jornal, o Diário de Santa Maria, e incorporar ao grupo um título tradicional - A Notícia, de Joinville. Fui visitá-lo ontem na redação e pude constatar o entusiasmo com que está enfrentando mais esse desafio. Boa sorte a ele e a toda a equipe do jornal!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Minha cabeça animal

Três semanas dirigindo outro carro e eu já não sabia mais como engatar a ré do meu. Três semanas mexendo em outros controles remotos e eu já não sabia mais como ligar a minha TV a cabo. Três semanas andando por outras cidades e errei o caminho aqui em Floripa. O ser humano não passa mesmo de um macaquinho de repetição. Raul Seixas disse tudo em Ouro de Tolo:
"É você olhar no espelho
Se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
Que só usa dez por cento de sua cabeça animal."

Aos meus legítimos leitores

Confesso que eu estava ficando incomodado ao constatar a presença, aqui no Vida de Frila, de um número cada vez maior de leitores trazidos por acaso pelo Google. Ser jornalista implica escrever para grandes públicos, claro, mas no blog o tom é naturalmente mais pessoal - aqui falo diretamente aos meus amigos ou, no máximo, a desconhecidos que tenham o mínimo de afinidade com os temas tratados. Nesse ambiente de intimidade entre quem escreve e quem lê, acho estranho - e às vezes até mesmo assustador - que alguém deixe um comentário anônimo, especialmente quando o conteúdo é irônico ou raivoso. Por isso mudei, há cerca de duas semanas, a configuração que permitia que meus posts fossem indicados pelo mais popular dos mecanismos de busca. A audiência caiu uns 40%, mas não estou nem aí. Já cheguei à idade em que se deve valorizar a qualidade, e não a quantidade.

domingo, 5 de julho de 2009

O eu dos meus sonhos

Convocado pela Roberta, cá estou para responder sobre cinco coisas que não sou e gostaria de ser:
1. Musicalmente talentoso - Não tenho ritmo, canto pessimamente e morro de inveja de quem toca um instrumento. Nos tempos da universidade queria ser o carinha que cantava Beatles no violão, mas as investidas nesse sentido tinham sempre resultados tragicômicos.
2. Mais decidido - Deixar por minha conta a escolha do restaurante não é bom negócio. Tendo a avaliar demais os prós e contras das situações e raramente chego a opiniões definitivas sobre o que quer que seja. A palavra "mas" me persegue como uma sombra. Se eu acreditasse em horóscopo, diria que é por ser libriano.
3. Mais tolerante - Em geral convivo bem com a diferença e a diversidade, mas às vezes tento dar "lições de moral" em quem julgo estar agindo mal. Fico envergonhado comigo mesmo ao notar que enxerguei o mundo com as minhas lentes e não tive a humildade de tentar compreender o que está se passando com o outro. Exemplo banal: impacientar-se com alguém que dirige lentamente, sem saber que a pessoa pode estar sozinha ao volante pela primeira vez, carregando um bebê recém-nascido ou um idoso que acaba de passar por uma cirurgia.
4. Mais "erudito" - Sou péssimo em teorias. Tenho memória ruim. Não conheço autores profundamente. Detesto ficar pensando no que o sujeito quis dizer com isso ou aquilo. Trabalho com fatos. Para mim, um livro é bom se dá vontade de continuar lendo e um filme é bom se ainda lembro dele uma semana depois. Simples assim. Simples demais, admito.
5. Podre de rico - Vamos ser sinceros: deve ser bom ter grana de sobra para fazer o que quiser e não se preocupar com as contas.
Bom, agora tenho que passar a tarefa adiante para cinco amigos blogueiros. Azar do Dauro, da Karla, da Natasha, da Ana Paula e do Dudu.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Só uma constatação

Visitar boas empresas para trabalhar deixa ainda mais evidente como o setor de comunicação é atrasado. Algum dos jornalistas que me lêem já passou por avaliação sistemática de desempenho, desfrutou de bolsa de estudos patrocinada pela firma e foi incluído em uma estratégia de retenção de talentos?

Missão cumprida

Visitei hoje a última das 25 empresas que faziam parte do meu roteiro deste ano do Melhores Empresas para Trabalhar. Foram 3.400 km por estradas mineiras e paulistas e apenas dois trechos de avião: Floripa-Uberlândia, no início, e Ribeirão Preto-Floripa, hoje à noite - a tão esperada volta para casa. Bem mais tranquilo do que no ano passado, quando passei por dez estados, peguei 15 vôos e dirigi por 2.300 km nas mesmas três semanas.

Encontro com Portinari

Conheci ontem o Museu Portinari, em Brodowski (SP). É a casa em que o pintor (1903-1962) passou a infância e onde a família continuou vivendo por muitos anos. Uma das curiosidades são as paredes da capela em que ele retratou cada santo com o rosto de um parente ou amigo. A biografia de Portinari é fascinante não só pelas obras e pelo envolvimento com causas sociais, mas também por ter literalmente morrido pela arte - o chumbo das tintas o intoxicou gradualmente ao longo dos anos.

Candidato ao Prêmio Ignóbil?

Na mesma região de São Sebastião do Paraíso encontrei essa proeza da engenharia rodoviária: uma sequência de quatro quebra-molas. O primeiro tem a função de obrigar o motorista a diminuir a velocidade. Os outros três são só para encher o saco, mesmo.

Cristos do Brasil

Acho que podem ser contadas às centenas as cidades brasileiras que têm uma versão própria do Cristo Redentor. Se o original já é de gosto duvidoso, imagine as cópias... Esse aí, em São Sebastião do Paraíso (MG), carrega um baita pára-raio nas costas (quando a gente olha de longe dá a impressão de que Cristo está usando um aparelho ortopédico). Pessoal precavido: vai que São Pedro, com inveja da popularidade do filho do homi, resolve aprontar...