sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Chegou a hora da patrulha

Recebi um e-mail em que um conhecido me condena por perder tempo com "bobagens como futebol" enquanto "o mundo ao meu redor está desabando e as pessoas estão passando fome". Quanta hipocrisia. Vou ficando por aqui, então, e só volto - se voltar - quando tiver certeza de que poderei tratar de outros assuntos que não o "obrigatório" sem ofender as pessoas sensíveis e humanas. Realmente, certa está a Ana Maria Braga, que veio para cá explorar o rescaldo da tragédia e quem sabe erguer o sofrível ibope de seu programa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Futebol, um mundo sem ética

Ontem fui ver o Lauro na escolinha de futebol e fiquei pasmo com o comportamento de alguns meninos que, com 10 ou 11 anos, já fazem de tudo para tentar ludibriar o árbitro, mentindo descaradamente sobre o que realmente aconteceu nos lances. Esse tipo de comportamento é reflexo direto do que esses meninos vêem no futebol "de verdade" - um mundo sujo e sem ética, como definiu outro dia em entrevista o técnico do Avaí, Silas. Exemplos recentes não faltam. Ontem mesmo o goleiro do Inter simulou cãibras nos últimos minutos do jogo contra o Estudiantes, na Argentina, e teve a cara de pau de assumir logo em seguida, ainda à beira do gramado e com sorrisinhos de "como sou esperto", que era tudo encenação para ganhar tempo e garantir a vitória. Antigamente os jogadores faziam cera e negavam até o fim, mas a degradação moral dos boleiros é tamanha que eles já nem se preocupam em disfarçar. Outra: o Flamengo está fazendo de tudo para punir o árbitro que supostamente errou ao não marcar um pênalti contra o Cruzeiro na última rodada, quando deveria estar preocupado em punir o seu jogador Tardelli, que no lance em questão simplesmente pisou na bola e, para disfarçar a própria incompetência, correu atrás do árbitro para ofendê-lo - e ser expulso, naturalmente. É de dar pena a postura nesse caso da imprensa esportiva carioca, que está tratando o tal pênalti como indiscutível e o tal árbitro como corrupto, enquanto as imagens deixam claro se tratar, na melhor das hipóteses, de uma questão de interpretação. Quando o Flamengo foi beneficiado descaradamente na rodada anterior, em que o árbitro permitiu a cobrança de uma falta quase dez metros à frente do local em que ela foi cometida - um erro indiscutível e com evidências muito mais claras de ser intencional, pois não envolvia qualquer tipo de interpretação -, tanto o Flamengo quanto essa mesma imprensa esportiva carioca trataram o assunto com desdém e até deboche. Ou seja, pimenta nos olhos dos outros é refresco.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ficção ou realidade?

Volta neste momento a chover forte aqui em Floripa, para preocupação de todos nós. Eu não imaginava que seria possível chover tanto tempo seguido em uma mesma região. Alguém aí arrisca dizer quando foi a última seqüência de três dias de sol na cidade? Setembro? Ou talvez agosto? Aliás, as cenas que os telejornais trouxeram hoje, mostrando pessoas vagando à procura de comida pelas ruas de Itajaí, lembram muito o filme Ensaio sobre a cegueira, como bem registrou a Aline.

Não é sinônimo de picaretagem

Assino na edição de hoje do jornal Valor Econômico uma extensa reportagem sobre o crescimento dos cursos a distância de graduação e pós-graduação no país, conseqüência direta do maior acesso da população à internet. Durante a apuração, visitei o campus da UnisulVirtual em Palhoça, aqui do lado de Floripa, e fiquei bem impressionado - trata-se de uma das referências nacionais nessa modalidade de ensino. Confesso que, antes de fazer a matéria, eu tinha preconceito com estudo a distância. Agora sei que, assim como ocorre no ensino presencial, há alternativas de boa qualidade e outras nem tanto.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Bright are the stars that shine

Como é bom vê-las de novo, estrelinhas do céu.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A beleza discreta do cinza

Deus, livrai-me da tentação de ter opinião firme e contundente sobre tudo (se é que você existe, claro - quem sou eu para dizer que sim ou para dizer que não?).

A vida é um sopro

E o que nos prende a ela é um fio delicado que pode se romper a qualquer momento, da forma mais inesperada. Então, lá vai o mais ordinário - porém verdadeiro - lugar-comum: viva o dia de hoje como se fosse o último.

sábado, 22 de novembro de 2008

Operação Tapete Submerso

O prefeito reeleito de Florianópolis, Dário Berger, conquistou boa parte de seus votos ao defender a idéia rudimentar de que progresso é sinônimo de asfalto. Ruas secundárias de bairros residenciais, que estavam muito bem com lajotas ou paralelepípedos, receberam as "benesses" da operação que carrega o ridículo nome de Tapete Preto - e que tem deixado felizes da vida as empreiteiras contratadas para executar tais serviços. Resultado: com a redução da permeabilidade do solo e a má qualidade dos projetos de drenagem, muitos lugares que até então não costumavam ficar inundados estão debaixo d'água com a chuva persistente.

Da série "situações constrangedoras"

Casal discutindo atrás de você na fila do supermercado. Aconteceu há pouco.
- Pra que levar tanta cerveja? Por isso tá com essa pança.
- Ah, não enche. Te preocupa com a tua vida, mulhé.
- Minha vida? Minha vida é uma droga por causa de ti.
- Pior que a minha não é, tendo que olhar pra essa tua cara feia todo dia.
Eu estava de frente para a caixa e de lado para o casal. Percebi com o canto do olho que ambos olhavam para mim ao final de cada frase, como se esperassem algum tipo de apoio, nem que fosse um discreto sorriso com o canto da boca. A sensação era a de estar na platéia de um duelo de repentistas. No começo pensei que era brincadeira, mas as ofensas foram subindo de tom e passei a achar que a coisa era séria. Imaginei, então, que talvez pudesse pôr fim àquele constrangimento se puxasse papo com a caixa. Deu certo. Logo o casal conversava conosco sobre a chuva que não pára. Concluí que os dois estão a tal ponto acostumados a trocar insultos que já nem se dão conta que estão sendo inconvenientes - e tampouco ficam magoados um com o outro. Fui embora arrependido por não ter tido um ataque de sinceridade:
- Sou obrigado a concordar com os dois: sua mulher é muito chata e seu marido tem a maior pinta de cachaceiro.

Não verás ilha alguma

Caramba, se continuar chovendo assim Floripa vai virar Atlântida.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A primeira vez a gente não esquece

Cinco primeiras vezes que não esqueço:
1. A primeira vez que vi meus filhos.
2. A primeira vez que assinei uma matéria.
3. A primeira vez que andei de avião.
4. A primeira vez que quebrei um osso.
5. A primeira vez que comi kiwi.
P.S. 1: Modelinho padrão Certezas Biodegradáveis - com menos charme, claro.
P.S. 2: Ok, reconheço que eventualmente tenho apelado para títulos sensacionalistas.

Lá e cá, ser frila é a mesma coisa

A mesma edição da Você S/A tem uma entrevista com a designer gráfica francesa Claire Faÿ em que ela define a vida de freelancer exatamente como eu faria: Eu adoro meu trabalho, mas ser uma profissional independente envolve solidão. A liberdade total às vezes me assusta. A gente precisa ter disciplina, organização e também constância. Eu trabalho muito, mas meu trabalho não é maçante, porque eu gosto muito dele.

As melhores escolas de negócios

A Você S/A deste mês traz o ranking das melhores escolas de negócios e dos melhores cursos de MBA do Brasil, resultado de uma já tradicional pesquisa feita pela revista em parceria com a Nielsen. Participei da fase final, avaliando in loco (há cerca de dois meses) algumas instituições finalistas no Rio, em Minas e no Rio Grande do Sul. Nessas visitas, um jornalista da revista (ou freelancer, como é o meu caso) conduz uma reunião com alunos, outra com professores, conhece as instalações físicas e, ao final de tudo, preenche um questionário de avaliação que ajuda a compor a nota final da escola. De acordo com o ranking, as quatro melhores são, pela ordem, a Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, a Fundação Dom Cabral de Minas, a Fundação Instituto de Administração de São Paulo e o Ibmec de São Paulo.

Novos blogs amigos

Acabo de acrescentar na lista aí do lado os blogs do Celso Martins, do Marco Cezar e do Marcelo Santos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Enquete cinematográfica

Qual o filme da sua vida? Caso você tenha dificuldade em responder, faço a pergunta de outra forma: se você fosse condenado a ficar um ano numa solitária e só pudesse levar o DVD de um único filme, qual seria? O meu voto é Casablanca, ainda que soe antiquado e demodê. Todo mundo que passar por aqui tem que responder, hein?

Um exemplo de segunda carreira

O islandês Magnús Scheving, 44 anos, é um exemplo de ex-atleta que conseguiu trilhar uma segunda carreira com muito sucesso. Depois de ter sido campeão europeu de aeróbica, ele criou há quatro anos o seriado infantil Lazy Town, transmitido atualmente para mais de 100 países - no Brasil, passa no Discovery Kids. Scheving escreve os episódios e interpreta o protagonista, Sportacus, papel que lhe dá a oportunidade de continuar demonstrando as habilidades esportivas.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

É tudo boato

Contrariando as previsões de que este blog caminhava para a extinção por falta de assunto, novembro promete quebrar todos os recordes: de posts, de comentários, de acessos, de page views e o escambau. Prova de que falta de assunto não é motivo suficiente para fechar um blog.

Da série "atitudes bregas"

Caminhar na areia da praia de sunga e tênis.

Resoluções importantes

Está decidido: 2009 será o ano da alimentação saudável e da prática de exercícios físicos aqui em casa. A boa notícia é que o resto de 2008 está liberado.

Barney e Jesus são a mesma pessoa

Fã de carteirinha do dinossauro Barney, a Lígia ficou fascinada ao ver como o Leonardo Camilo, irmão do Dauro, sabe imitar direitinho a voz do bichão. Pudera: esse é um dos muitos trabalhos que ele fez como dublador, profissão que exerce há mais de três décadas. Leonardo já emprestou a voz a muitos galãs, como Antonio Banderas, Pierce Brosnan, John Travolta, Nicolas Cage e Kevin Costner. Até Jesus Cristo ele já foi! Quem quiser conhecer o figura pode eventualmente encontrá-lo no Dom do Espetinho, o bar que acaba de inaugurar em Floripa - fica na Lagoa da Conceição, ao lado da locadora Videoteca e da casa de forró La Pedrera.

A crise chegou

Ontem levei o carro à concessionária para resolver um probleminha e um conhecido que trabalha lá contou que haviam sido demitidos 20 funcionários naquela loja e 300 na rede toda, incluindo os estados de Santa Catarina e do Paraná. A empresa alegou se tratar apenas de "precaução". Já começam também a pipocar notícias de enxugamentos nas redações de jornais e revistas, conseqüência da redução no volume de anúncios.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Cada um no seu quadrado

Tento não cultivar - ou pelo menos evito manifestar - preconceitos, mas por que cargas d'água as pessoas que invadem a nossa privacidade com som alto quase sempre gostam de música de péssima qualidade? Que saco. Detesto qualquer tentativa de impor aos outros as preferências individuais. Vale para religião, política, futebol, sexo e o que quer que seja.

Da série "atitudes bregas"

Andar na rua com o crachá da firma.

Propaganda enganosa

A Cris comprou aquele desodorante de chocolate pra mim e até agora nenhuma desconhecida tentou me lamber ou morder.

Boa sorte ao Grêmio

A apatia do time do Palmeiras no jogo de ontem contra o Flamengo só tem uma possível explicação: querem derrubar o técnico. A mesma coisa aconteceu com o Figueirense, a propósito. Mário Sérgio impôs um regime de concentração em tempo integral para tentar escapar do rebaixamento e foi boicotado pelo grupo. Ontem foi demitido, mas agora é tarde: o Figueira já está virtualmente na segunda divisão. Agora é a escolha de Sofia na reta final do Brasileirão: ter que torcer para São Paulo, Flamengo ou Grêmio é dose, mas vou ficar com os tricolores do Sul. É o que tem tido o comportamento mais humilde dos três.

domingo, 16 de novembro de 2008

Alegria de pobre dura pouco

Conforme previsto, o domingo amanheceu frio e carrancudo. Ontem foi engraçado: a cidade inteira saiu desesperadamente pela manhã para aproveitar o sol, pressentindo que as horas em companhia do astro-rei seriam poucas. Resultado: engarrafamentos por todos os cantos, prenúncio de um verão infernal. Turistas que compraram pacotes para Floripa nas últimas semanas certamente estão indignados. A verdade é que não há, nesse sentido, como competir com o Nordeste. Ainda bem que a cidade está desenvolvendo alternativas econômicas, como o pólo de Tecnologia da Informação. Para quem planeja visitá-la, tenho uma dica preciosa: o período entre a segunda quinzena de fevereiro e a primeira de março é o melhor. Ainda faz calor, a cidade fica vazia e com preços nem tão exorbitantes.

Janela da alma

Venha para o mundo colorido de Flavita Valsani, a Amélie Poulain da fotografia.

sábado, 15 de novembro de 2008

Finalmente um sábado de sol

Here comes the sun,
Here comes the sun, and I say
it's all right
... Little darling, it's been a long cold lonely winter
... Little darling, it feels like years since it's been here
... Here comes the sun,
... Here comes the sun, and I say
... it's all right
Little darling, the smiles returning to the faces
Little darling, it seems like years since it's been here
Here comes the sun,
Here comes the sun, and I say
it's all right
... Sun, sun, sun, here it comes...
... Sun, sun, sun, here it comes...
... Sun, sun, sun, here it comes...
... Sun, sun, sun, here it comes...
... Sun, sun, sun, here it comes...
Little darling, I feel that ice is slowly melting
Little darling, it seems like years since it's been clear
Here comes the sun,
Here comes the sun, and I say
it's all right
... Here comes the sun,
... Here comes the sun, and I say
... it's all right
... it's all right

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Inédito até para a Dona Vanda

Em mais de meio século de novelas, minha mãe já viu um monte de ator e de atriz morrendo no meio da trama e até emissora fechando as portas antes de terminar a novela - foi o caso de Como salvar meu casamento, da TV Tupi, com Nicete Bruno e Adriano Reys nos papéis principais. O protagonista ser substituído, contudo, é a primeira vez. Sim, o rapaz tem problemas.

Mistério no oeste catarinense

O editor da revista UFO não encontrou sinais de fraude no primeiro caso brasileiro de agroglifo. Há depoimentos de moradores que juram ter visto luzes na noite em que os dois círculos apareceram, entre sábado e domingo. De qualquer forma, seja por obra de extraterrestres ou de humanos bem espertinhos, a pequena Ipuaçu está ficando famosa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Carta aberta a São Marcos

Fiquei comovido com a sua doce loucura de subir ao ataque contra o Grêmio. Pouco importa que faltavam ainda uns 15 minutos para o final do jogo quando você foi à área adversária pela primeira vez, e que tenha tentado outras três vezes depois disso. Você apenas demonstrou que tem sangue correndo nas veias e que é palmeirense de verdade, pois qualquer torcedor faria o mesmo naquelas circunstâncias. Ah, como teria sido fantástico comemorar um gol seu... Pena que não deu. Assim como em tantas outras ocasiões, contudo, você fez valer o ingresso - ou as duas horas de angústia em frente à TV. Não precisava pedir desculpas aos companheiros e ao técnico. Eles é que deviam pedir desculpas a você pelo péssimo desempenho, justamente quando você planejava dedicar a vitória ao pai que acabara de perder. Saiba (se é que você já não sabe) que o seu lugar no nosso coração e nas nossas mentes está mais do que assegurado.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Privilégios de um freelancer

Hoje fui resolver umas coisas à tarde e sobrou um tempinho antes de pegar as crianças na escola. Parei no Saco da Lama - um parque aqui de Floripa -, sentei em um banco à frente do mar e, com caderno e caneta nas mãos, escrevi três parágrafos de um frila. Só fui interrompido pela briga de um quero-quero com uma garça.

Não é lindo o meu filho?

Embora nesse dia ele tenha acordado com o cabelo um pouco bagunçado.

Floripa está uma loucura

Ao derrotar o Brasiliense no Estádio da Ressacada por 1 a 0, o Avaí (conhecido no Brasil inteiro como "o time do Guga") acaba de assegurar a participação na Série A do Brasileirão no ano que vem. Fogos de artifício, gente gritando, buzinaço... Felicidade ainda maior porque o arquiinimigo Figueirense está prestes a ser rebaixado. A vida é mesmo uma gangorra.

Post peladeiro

Ganhei essa chuteira maneira da Cris no dia do meu aniversário, 4 de outubro. Ela continua novinha, na caixa, porque desde então não parou de chover em Floripa. Os peladeiros jogamos às segundas no Hospital Universitário, mas quando o campo está encharcado a partida é cancelada, para preservar o gramado. Resultado: só nós andamos secos por aqui - secos por uma pelada... (P.S.: o título do post é uma citação-homenagem a um dos fundadores dos peladeiros, o Alexandre, que anda feliz da vida com a quase assegurada ascensão do Avaí à série A do Brasileirão).

Olha que gracinha

Falei outro dia sobre a Maria Grampinho e não mostrei a boneca. Taí.

O portal 11:11

Hoje é dia 11 de novembro, e isso me lembra uma coisa. Há uns seis ou sete anos, comecei a ter uma certa cisma: a sensação de que o horário 11:11 me atraía de alguma maneira. Às vezes eu ficava um tempão sem olhar para relógios, e, quando olhava... 11:11. O mais louco foi descobrir, pesquisando na internet, que um monte de gente mundo afora passa pela mesma neura e que muitos esotéricos acreditam se tratar de um sinal de alguma coisa (basta pesquisar 11:11 no Google para ter uma idéia do que estou falando). Descobri até um filme sobre o tema: 11:11, A Nova Profecia. Aposto que você também ficou com a sensação de que está vendo muito 11:11 por aí - afinal, só neste post foram cinco vezes...

Belas imagens do mundo

Yan Boechat, com quem trabalhei lado a lado duas vezes - em 1995 no jornal O Estado, de Floripa, e em 1999 na Gazeta Mercantil, em São Paulo -, está cada vez mais demonstrando ser um excelente fotógrafo. Sugiro uma visita à galeria dele.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Um tema importante

Nas bancas, o Guia Exame de Sustentabilidade 2008. Escrevi a matéria sobre a Amanco, fabricante de tubos e conexões considerada empresa-modelo por ter programas eficazes de redução de consumo de água e de energia.

domingo, 9 de novembro de 2008

Agora é só cumprir tabela

Já tenho a vida minuciosamente programada, tanto em termos pessoais quanto profissionais, até o dia primeiro de janeiro. É uma antecedência tão rara no meu cotidiano de frila que estou até desconfiado...

sábado, 8 de novembro de 2008

E tinha a Maria Grampinho

Dois posts abaixo, na foto da casa de Cora Coralina, repare que há uma pequena janela no porão. A imagem aqui do lado é a vista lá de dentro. O porão foi ocupado ao longo de muitos anos por Maria Grampinho, uma doidinha que circulava pelas ruas de cidade de Goiás. Sua marca registrada era ter sempre um monte de grampos enfiados no cabelo. Graças à bondade de Cora Coralina, Maria buscava abrigo à noite no porão - e fez isso até morrer. Hoje, sua figura é retratada em bonecas vendidas nas lojas de artesanato da cidade. Comprei uma para a Lígia, claro.

A melodia de seu cântico

Fui ao cemitério e visitei o túmulo de Cora, curiosamente pouco procurado pelos turistas. Sobre a lápide está a poesia "Meu adeus à vida":
Morta serei árvore
Serei tronco, serei fronde
E minhas raízes enlaçadas
Às pedras de meu berço
São as cordas quebradas de uma lira.
Enfeitai de folhas verdes
A pedra de meu túmulo
Num simbolismo de vida vegetal.
Não morre aquele
Que deixou na terra
A melodia de seu cântico
Na música de seus versos.

Aqui brotava a poesia

Cidade de Goiás é a terra da poetisa Cora Coralina (1889-1985). Para quem não lembra da história: ela era doceira e só publicou seu primeiro livro aos 75 anos, depois de ser "descoberta" por Carlos Drummond de Andrade. Para a sorte de todos que gostam de poesia, viveu mais duas décadas e foi especialmente produtiva nesse período. A construção branca é a casa onde ela nasceu, passou a maior parte da vida e de onde só saiu para morrer no hospital da cidade. Hoje é um museu, repleto de objetos e lembranças da doce velhinha.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Realmente parada no tempo

A cidade de Goiás é repleta de carros velhos, dos anos 70 e 80. Paratis, Fuscas, Passats, Corcéis, Kombis... Curioso é que a trilha sonora acompanha o clima. Andando pelas ruas, ouvi rádios tocando coisas como "Menino do Rio" e "Festa do Interior". Nem os boys da cidade destoam - um deles circulava com seu chevetão ao som de "Money for Nothing", do Dire Straits, no último volume. Embora os hábitos e costumes não sejam os mais modernos, jamais chame a cidade pelo apelido "Goiás Velho" diante de um morador - ele ficará ofendido.

Tem seu charme

O coreto da praça virou sorveteria.

Fofocas, fofocas, fofocas...

Caminhei pela cidade de Goiás num domingo, com as famílias reunidas depois do almoço. Como as portas costumam ficar abertas - a exemplo dessa aí da foto -, captei muitos fragmentos de conversas. Quase sempre as pessoas estavam falando da vida alheia. A fulaninha que engravidou, o vereador safado, o sujeito que trai a mulher... Tudo dito em alto e bom som, para quem quisesse ouvir. Flagrei também uma discussão entre vizinhas e uma troca de ofensas entre o vendedor de picolés e um sujeito que aparentemente tinha uma dívida com ele. Achei tudo isso ótimo. É a prova de que, embora pareça cenário de novela de época, a cidade é real, com habitantes de verdade.

A dignidade de envelhecer

Fiquei de contar um pouco sobre minha visita à cidade de Goiás, a antiga capital goiana, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco por preservar grande parte de seu conjunto arquitetônico original. Caminhar pelas ruas da cidade equivale a voltar cem anos no tempo - sei que a frase é um lugar-comum, mas a sensação é exatamente essa. Quase todas as construções históricas estão restauradas, mas simpatizei especialmente com aquelas que assumem a idade, como essa aí do lado.

Única explicação possível

Estou procurando a mosca tsé-tsé até agora. Repare que nem o tigrinho de pelúcia foi poupado.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um dia para a História

O mundo acordou hoje de bom astral. Obama é a biografia certa no lugar certo no momento certo. Até que, no final da contas, eu simpatizei com o McCain - especialmente com suas tentativas desastradas de parecer engraçado, o que o transformou em uma espécie de Steve Martin da política. Gostei do fair play de McCain ao falar sobre a derrota e, claro, fiquei emocionado com o discurso da vitória de Obama - e com a confraternização entre as famílias dele e do vice, Joe Biden. Crianças negras e loiras lado a lado, sorrindo, como deve ser sempre.

Crônica de dias intensos

Deu tudo certo na viagem. Como a Cris vai com menos freqüência a São Paulo e ao Rio do que eu, deixei a programação inteiramente por conta dela. Ou seja, tive que encarar a 25 de Março e freqüentar lojas de bolsas e sapatos... Em São Paulo, sem hotel disponível em função da Fórmula 1, recorremos à Fê e ao Miúra, que gentilmente cederam não apenas um quarto como também a geladeira cheia de cervejas. Encontramos amigos (nem todos que gostaríamos, certamente), matamos saudades de alguns restaurantes e botecos e fomos duas vezes ao cinema - Ensaio sobre a cegueira, que tem as ruas de São Paulo como cenário, e o divertidinho Eu, meu irmão e nossa namorada, com a Juliette Binoche. No Rio, renovamos o nosso visto norte-americano (único compromisso "sério" da viagem) e passeamos por Copacabana em um domingo de temperatura amena para os padrões locais - em torno de 25 graus. Levei a Cris a um restaurante árabe da Avenida Atlântica, o Arab, que eu tinha certeza que ela adoraria. O Lauro e a Lígia ficaram superbem com os avós maternos. Ela se comportou como uma mocinha na primeira experiência de distância simultânea do pai e da mãe. A única notícia chata foi na volta, quando encontrei minha mãe hospitalizada, depois de sentir dores abdominais. Por sorte meu irmão Marcus cuidou de tudo, como sempre faz. Ela está bem, fazendo exames, e logo voltará para casa novinha em folha.