sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sete versos irritantes da MPB

1. Oh, esse coqueiro que dá coco/ Onde eu amarro a minha rede/ Nas noites claras de luar (Sério que dá coco, seu Ary? Estou pasmo.)
2. Eu nasci há dez mil anos atrás/ E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (Pegou mal a redundância, hein, Raulzito? Bastava ter nascido “há dez mil anos” ou “dez mil anos atrás”.)
3. Que só eu que podia dentro da tua orelha fria/Dizer segredos de liquidificador (Única explicação possível: o Cazuza tava louco pra terminar a letra e inventou um absurdo qualquer só pra rimar com "amor", "dor" e "beija-flor".)
4. Chove lá fora e aqui faz tanto frio/ Me dá vontade de saber/ Aonde está você, me telefona (Lobão, não seja mau com as crianças. Você deveria perguntar “Onde está você”, certo? “Aonde” implica idéia de movimento, a exemplo de “Aonde você vai?”)
5. O barquinho vai/ E a tardinha cai (Já vi muita redação de pré-primário mais criativa.)
6. Não demora muito agora/ Todas de bundinha de fora/ Topless na areia/ Virando sereia (Sem comentários.)
7. Meia-noite no meu quarto, ela vai subir/ Ouço passos na escada, vejo a porta abrir/ Um abajur cor de carne, um lençol azul/ Cortinas de seda, o seu corpo nu (Realmente, um abajur cor de carne é algo muito sexy.)

2 comentários:

  1. KKK! Acordou com espírito de seu Lunga hoje, hein? Até que acho "segredos de liquidificador" uma boa sacada. Cazuza deixou uma herança pros estudiosos da semiótica se ocuparem. Um dia rende até dissertação :) Agora com licença que vou dar um pulinho ao Amazonas.

    ResponderExcluir
  2. Ah, o seu Lunga! Quando passei pelo Nordeste eu trouxe um cordel dele pro Lauro, e a gente morreu de rir aqui em casa. Vou ver se acho e reproduzo um trecho... Agora com licença que preciso voltar a Goiás.

    ResponderExcluir