"Duas cabeças pensam melhor do que uma" é um ditado muito popular, mas não no mundo corporativo. O modelo do líder único, absoluto, é o que predomina nas empresas de todos os portes e setores, talvez porque a conquista de mercado exija estratégias semelhantes às utilizadas em uma guerra - e Napoleão já dizia que é melhor ter um general ruim do que dois bons à frente de um exército.
Assim começa o texto "Dois presidentes, isso funciona?", que escrevi para a revista Amanhã, de Porto Alegre (é a matéria de capa da edição que está nas bancas). Trata-se de uma discussão sobre o grau de eficácia do comando compartilhado, raramente adotado pelas grandes empresas. Depois de conversar com especialistas em gestão e conhecer alguns casos, acho até que pode dar certo, mas apenas circunstancialmente e envolvendo executivos sem grande apego ao poder - perfil que, cá entre nós, não é dos mais fáceis de encontrar.
Navegar é preciso, mas dessaturar é mais. D e s s a t u r a r . Voltar a
“ter” tempo e espaço....

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