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terça-feira, 2 de setembro de 2008
Futebol, espelho da vida
Numa época dominada por jogadores que só pensam em dinheiro e vivem com o ego nas alturas, é bom constatar que há exceções. Sou palmeirense, mas sempre simpatizei com o centroavante alagoano Aloísio, que jogava pelo São Paulo. Simplório e brutamontes (no sentido físico), ele é um gentleman em campo. Não lembro de tê-lo visto cometer qualquer falta desleal ou provocando a torcida adversária durante a comemoração de um gol. Reparei muitas vezes que, ao ser substituído, jamais deixava de cumprimentar e motivar o jogador que estava entrando, ainda que fosse concorrente direto à vaga de titular. Pois agora o Aloísio foi vendido para um time da Arábia Saudita e chorou na coletiva de despedida. A cena me fez lembrar de outra alagoana, a Cida, que trabalhava conosco em São Paulo e também chorou no momento do adeus.
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