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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Uma questão de educação básica
No final do ano passado coordenei a produção de um guia gastronômico de Santa Catarina, trabalho que envolveu uma equipe de outros sete jornalistas convocados por mim e se estendeu por cerca de três meses. Há dez dias fui consultado sobre o interesse de fazer uma nova edição do mesmo guia, mas desta vez o frila não cabia na minha agenda. Perguntei ao colega que me ligou (com o qual nunca havia falado até então) se ele gostaria de ter uma indicação de alguém em Floripa com o perfil para assumir a tarefa. Ele achou a idéia ótima - afinal, era de São Paulo e não conhecia ninguém por aqui. Além do mais, havia urgência (tanto que ele estava me ligando quase às dez da noite). Combinamos que eu iria apenas consultar a pessoa que eu imaginava indicar. Liguei na mesma hora e ela demonstrou interesse. Escrevi então um e-mail repassando os contatos e resumindo o excelente currículo da pessoa que eu estava indicando. Pedi apenas que confirmasse o recebimento do e-mail - coisa que ele não fez. Cinco dias depois, a pessoa que eu havia indicado me disse que não houve qualquer contato. Pensei: "Será que meu e-mail não chegou lá?" Mandei então um novo e-mail pedindo confirmação do recebimento e, para ficar com a consciência totalmente tranqüila, liguei para o ramal do colega de São Paulo e deixei um recado na secretária eletrônica. Mais cinco dias de silêncio absoluto. Pois acabo de escrever outro e-mail, desta vez meio desaforado: "Aposto que a sua mãe ensinou a agradecer quando alguém faz um favor, não ensinou? Pois é... Abraço." Óbvio que ele não tem obrigação de acatar a minha indicação, mas daí a ignorar regras básicas da cordialidade... E o pior, do ponto de vista profissional, é que tenho informações fundamentais a repassar a quem vai assumir a empreitada, pois é um trabalho que envolve certa continuidade. Claro que pode ter acontecido algo com o rapaz, então fico aqui torcendo para que seja só falta de educação mesmo.
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