Há dez anos morria Cláudio Alvim Barbosa, o Poeta Zininho, autor do Rancho de Amor à Ilha, singela canção composta em 1965 que se tornaria o hino oficial de Floripa. É um caso raro de hino que se impôs como tal em decorrência de sua popularidade. Todo mundo na cidade conhece a letra e quem vem de fora logo se encanta com a doçura das palavras do poeta - que, como diz sua filha Cláudia, continua vivo em cada esquina, em cada boteco, em cada grão de areia das lindas praias da ilha.
Um pedacinho de terra
perdido no mar
Num pedacinho de terra
beleza sem par
Jamais a natureza
reuniu tanta beleza
Jamais algum poeta
teve tanto pra cantar
Num pedacinho de terra
belezas sem par
Ilha da moça faceira
da velha rendeira tradicional
Ilha da velha figueira
onde em tarde fagueira
vou ler meu jornal
Tua lagoa formosa
ternura de rosa, poema ao luar
Cristal onde a lua vaidosa
Sestrosa, dengosa
vem se espelhar
P.S.: quem já viu a lua cheia refletida nas águas da Lagoa da Conceição sabe bem do que Zininho estava falando.
Navegar é preciso, mas dessaturar é mais. D e s s a t u r a r . Voltar a
“ter” tempo e espaço....

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