quarta-feira, 22 de abril de 2009

Restaurante do Maílson

Trabalhar em mais de uma tarefa ao mesmo tempo, para clientes diferentes, é algo corriqueiro na vida de frila. Nos períodos em que isso acontece, é preciso duplicar a atenção para não misturar cabrito com carlito. Há dois anos, eu estava coordenando a produção do guia de gastronomia da Veja em Santa Catarina e, nessa condição, conversava bastante por telefone com donos de restaurantes, bares e afins. Nesse meio tempo veio o pedido da Exame para colaborar na apuração de uma matéria sobre os 40 anos da revista. Minha tarefa seria entrevistar figurões da economia sobre o que havia acontecido de mais importante no período e mandar relatórios sobre as conversas. Havia uma lista de sete ou oito possibilidades, das quais eu teria que entrevistar pelo menos quatro. A primeira providência foi achar o contato desse pessoal e, como quase todos tinham site e o prazo era relativamente tranquilo, decidi mandar um e-mail inicial, explicando o que eu precisava e deixando meus números de telefone. Enviados os e-mails, esqueci temporariamente do frila para a Exame e retomei o guia de gastronomia. Menos de uma hora depois, recebo um telefonema.
- Poderia falar com o Maurício?
- Sou eu.
- Oi, aqui é o Maílson.
Faltou um décimo de segundo para que eu perguntasse "De que restaurante?", mas a ficha caiu bem na hora e escapei do vexame: era o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, retornando o contato com tanta rapidez que quase me pegou no contrapé.
Mas que Maílson parece nome de dono de restaurante de frutos do mar em Cabeçudas, ah, isso parece.

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