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não só acr...
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Processar ou não, eis a questão (1)
Fiquei alguns dias afastado do blog, envolvido com as coisas da "vida real", mas não queria deixar de comentar o incidente com o caríssimo Gustavo Cabral, vítima de erros absurdos cometidos em um centro privado de atendimento médico (ele entrou com uma simples irritação no olho e saiu com dez pontos no supercílio do outro olho - a Aline conta em detalhes como tudo aconteceu). Seria certamente caso para um processo, mas não os culpo se abrirem mão dessa alternativa. A ineficiência da Justiça brasileira incomoda, e a gente vê tanta coisa errada que acaba ficando meio anestesiado e excessivamente tolerante. Mas fico pensando como teria sido se, no lugar do Gustavo, um cara forte e super saudável, estivesse uma senhora de idade - minha mãe, por exemplo. Que consequências trágicas esse despreparo todo poderia trazer? E será que foi mesmo apenas despreparo ou algo mais grave e imperdoável, como a mera indiferença pelo cliente (que, nesse caso, paga caro para ser bem tratado quando necessário)?
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Decidimos não processar. A divulgação da história até que deu resultado, ligaram pro Gustavo cheios de dedos, oferecendo atendimento vip. Era o mínimo.
ResponderExcluirTambém deixamos pra´lá porque ficamos com dó do novato que aplicou a injeção. Com certeza deve ter ficado bem abalado. O Gu disse que quando acordou tinha uns oito homens de branco em volta...
Vocês têm bom coração, Aline. Não cabe ódio aí. No caso do Gu, podemos até recorrer ao velho ditado: o que os olhos não vêem, o coração não sente. :)
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