terça-feira, 24 de junho de 2008

A polícia do Pará me persegue

Estar viajando sozinho pelas estradas pouco movimentadas do sul paraense e deparar com uma blitz policial não é das sensações mais agradáveis. Mas os dois policiais - que suavam adoidado embaixo daquele solão - foram cordiais e corretos. Pediram os documentos e segui tranqüilo. No ano passado, quando passei dez dias em Parauapebas (na região de Carajás e Serra Pelada) fazendo pré-produção para uma agência de publicidade, enfrentei momentos bem mais tensos. Durante o dia, o fotógrafo que me acompanhava, o mineiro Alexandre Mota, havia feito imagens gerais da cidade - incluindo a rua principal, onde ficavam as duas agências bancárias. À noite, alguém bateu à porta do meu quarto no hotel. Achei que fosse o Alexandre e gritei "entra, tá aberta", mas nada de ele entrar. Bateram de novo e falei "entra!" ainda mais alto. Na terceira vez, levantei um tanto irritado e abri a porta bruscamente - o que, logo percebi, foi um tremendo risco. Dei de cara com cinco fuzis apontados para a minha cabeça. Os policiais desconfiaram que éramos assaltantes de banco preparando terreno - como se assaltantes de banco dessem bandeira com uma enorme máquina fotográfica... O mais engraçado é que, feitos os devidos esclarecimentos, um minuto depois eles já nos tratavam como amigos de infância.

Nenhum comentário:

Postar um comentário