segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Como decidi meu voto

No primeiro turno das eleições para presidente ou governador, sempre escolho um candidato que não aparece entre os dois líderes nas pesquisas. É a minha forma de contribuir para que haja segundo turno, algo que considero saudável - além de mais tempo para as comparações, o vencedor não chega ao cargo tão cheio de si por ter obtido uma vitória esmagadora. Desta vez a escolha natural parecia ser a Marina, mas... Sábado fiz um bate-e-volta a São Paulo e, no corredor do aeroporto de Congonhas quase vazio, dei de cara com o Plínio caminhando em direção oposta. O velhinho sorriu de forma tão simpática que fui obrigado a cumprimentá-lo e dizer "parabéns pela sua campanha". Ele ficou tão feliz que me comoveu! Estava acompanhado apenas de um rapaz - certamente seu filho, pois era bem parecido. Nada de assessores e puxa-sacos. Com toda a simplicidade e simpatia, contou que estava indo para o debate da Record, que foi ontem, no Rio de Janeiro. Eu disse que o admirava por ser fiel às coisas em que acreditava e por ser o único candidato bem-humorado entre tantos carrancudos. Claro que não concordo com muitas de suas propostas e pontos de vista, mas, a esta altura do campeonato, o que importa? Prometi meu voto e vou cumprir. Gostei de fazer o velhinho feliz.

6 comentários:

  1. toca aqui! eu falava que ia votar nele e o povo achava que era mais um momento cibelístico engraçadinho-delirante.

    eu acho ele muito engraçado, muito fofo e queria que ele fosse meu amigo!


    e ele tem twitter, até ele tem. e você não!
    por isso meu voto é do Plínio!

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  2. Ele já é meu amigo, tá? Invejosa. Meu vizinho Dalton disse que ficou comovido com o meu post e também vai votar nele. Se levarmos em conta que tem também o voto do próprio Plínio e do filho dele, já são cinco. Quantos votos serã que faltam para a vitória consagradora do nosso candidato já no primeiro turno?

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  3. Olha, se todos os leitores do best-seller Vida de Frila votarem, ele derruba a Dilma sem dó.

    Vou providenciar material de campanha pra levar segunda lá no lançamento do livro...

    Dá-lhe Plí!

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  4. ele vai levar um baita susto quando souber que o muro de Berlim não existe mais e que a cortina-de-ferro se esfarelou. é um candidato curioso: simpático e gagá ao mesmo tempo. só falta terminar o debate cantando a internacional socialista. só no Brasil!!

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  5. É o candidato que prega uma redistribuição radical de renda, mas que guarda só pra si a fortuna que tem (sim, o velhinho é milionário).
    Sr. Plínio, as palavras convencem, mas os exemplos arrastam...

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  6. Ele já é rico? Melhor ainda. Assim não precisa roubar tanto.

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