quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pobres consumidores

Meu amigo Profe Rogério foi às compras e andou se incomodando um bocado. Comigo também aconteceu uma boa esta semana. Liguei para a Oi pedindo um telefone fixo e, no dia seguinte, uma moça ligou para o meu celular às 7h30 da matina para marcar a instalação. Achei estranho o horário da ligação e comentei com ela, que respondeu toda animada: "Aqui a gente começa cedo!". "Que bom!", respondi sem muita convicção, segurando o bocejo. A instalação ficou marcada para dois dias adiante, pela manhã. No dia combinado não apareceu ninguém, e lá pelas quatro da tarde resolvi ligar para o serviço de atendimento ao consumidor, enfrentando aquela sequência absurda de "tecle isso" e "tecle aquilo" antes de falar com alguém. Quando finalmente cheguei a uma das atendentes, ela disse que não havia nenhum registro de que a instalação estava marcada e - mais surpreendente ainda - que os atendentes não tinham autonomia para marcar um dia e muito menos um período do dia para a instalação. O instalador iria direto à minha casa, sem avisar quando, e se não encontrasse ninguém ligaria para o telefone de contato que eu havia informado. Ou seja, a empresa espera que você faça plantão 24 horas em casa ou então que largue tudo o que estiver fazendo para atendê-la. E, mais inexplicavelmente ainda, permite que uma funcionária ligue às 7h30 da manhã para criar uma expectativa que não seria cumprida. Que bagunça, minha gente. Que bagunça. O atendimento ao consumidor nas empresas brasileiras está cada vez mais caótico e ninguém faz nada. Até o outrora temido Procon parece ter perdido sua força e credibilidade. E não adianta procurar atendimento diferenciado, pois tudo anda nivelado por baixo. Veja o caso do Rogério: ele teve experiências ruins em três redes varejistas concorrentes. É a mesma sensação que tenho em relação aos bancos, por exemplo: de nada adianta mudar, pois parecem ser todos farinha do mesmo saco.

4 comentários:

  1. Não vou nem comentar...
    Passei por algo assim na semana passada. E agora a empresa que vende produtos estragados quer que eu ligue para o 0800 que nem sempre é deles e faça a reclamação - de novo!
    Disse que não nem comentar, mas foi inevitável... Acho que ainda não superei. :)

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  2. Update: o instalador do telefone ligou e combinou comigo às três da tarde de hoje. Já são cinco horas e até agora nada. Eles realmente brincam com a gente.

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  3. E eu que reclamei que o pessoal da Shaw se atrasou meia hora pra instalar a TV e a internet :)
    Aqui, o tal "consumidor" está bem servido. Já comprei várias coisas pela internet, por exemplo, e eles sempre mandam um formulário para o caso de você querer devolver o produto, por qualquer motivo! Imagine isso no Brasil. As empresas são, realmente, caóticas. Um belo dia, o Submarino me ofereceu um cartão, e eu aceitei. Uns dias depois, me disseram que meu crédito não tinha sido aprovado!!! Ou seja, os caras criam uma expectativa e depois voltam atrás. É tudo o que uma empresa não pode fazer. Mas um caso pior ainda. Uma empresa picareta ligou pro meu irmão pra vender apostilas pro curso de segurança no trabalho que ele está fazendo. Pediram cpf e ele, ingênuo, deu o número. Na segunda vez que ligaram, minha mãe disse que não queria comprar as apostilas. A atendente disse que meu irmão já concordara e que tinha até passado o cpf! E assim passaram uma semana ligando pressionando meu irmão a comprar. É o fim da picada! Você nem comprou nada, nem pagou por nada, e os caras te intimidam dizendo que vão enviar as apostilas e tal. Minha mãe disse que, se enviassem, iria processá-los. Desistiram. Mas veja o nível a que chegam esses picaretas.

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  4. O Procon bem que faz a sua parte e investiga reclamações, defende os direitos dos consumidores, faz cadastro de empresas ruins e multa.
    Mas... a justiça não aplica as multas. Daí fica fácil essas empresas continuarem tratando o consumidor no bico da botina.

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