terça-feira, 22 de setembro de 2009

O segredo do canarinho

Quinze para as cinco da matina. Eu finalizava os preparativos para pegar a estrada quando o silêncio até então absoluto foi rompido por um canário, que começou a cantar de forma estridente - e até mesmo quase obsessiva, eu diria - na pitangueira do quintal de casa. Era impossível enxergá-lo em meio à noite ainda escura e ligeiramente chuvosa. Caminhei até a árvore e o bichinho continuou lá, sem parar de cantar a plenos pulmões. E assim permaneceu até eu sair, quinze minutos depois (a Cris é testemunha dos momentos finais, pois acordou para se despedir de mim). Influenciado por filmes como "O segredo da libélula" e um tanto entorpecido por acordar tão cedo, fiquei pensando se ali não estava um antepassado tentando me avisar de alguma coisa. Quem sabe meu pai, talvez o avô da Cris (que morou muito tempo nesta mesma casa e sempre dizia para eu dirigir com cuidado). Redobrei a atenção na estrada e cá estou eu, são e salvo.

4 comentários: