"Foi sei lá quando, também não me lembro bem qual era o exato assunto. Talvez samba das antigas. Só sei que, do lado de cá do telefone, intrépido repórter em ação, eu perguntei alguma coisa para o Grande Otelo e ele, ator fabuloso e também compositor, autor do clássico 'Praça Onze', autoridade na história da música popular, ele estupefaciou-se do lado de lá com o que tinha ouvido da minha arguição.
'Meu filho', começou, 'você é freelancer, não?' - e imediatamente eu o imaginei com aqueles olhos esbugalhados que, quando entravam em close na tela, eram gargalhada certa na plateia. (...)
Otelo foi em frente, tentando parecer cruel como se estivesse vendo em mim um novo Oscarito para sparring. Quando ele soube que eu era do quadro fixo da revista Veja, revelou-se, ao seu jeito Atlântida de ser, sinceramente descrente:
'Meu filho, essa sua pergunta é pergunta de freelancer!'"
(Do Joaquim Ferreira dos Santos no livro "Em busca do borogodó perdido", que furou a fila e li de uma só vez enquanto esperava pelo atendimento no banco. Depois falo mais sobre o preconceito contra frilas - e conto uma história semelhante acontecida comigo.)
O Diracom é um coletivo de ativistas brasileiros que acreditam que o
direito à comunicação é uma condição essencial para a democracia. Bem, eles
não só acr...

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