domingo, 8 de novembro de 2009

A coragem de perseguir um sonho

Sete anos depois de deixar a equipe fixa da revista, voltei a trabalhar ao lado de vários ex-colegas na apuração de uma matéria de capa da Veja - a desta semana, sobre carreiras. Fiquei com a pauta sobre empreendedorismo. O texto original teve que ser reduzido e não explorou muito os personagens. Uma pena, pois fiquei especialmente encantado com a história da paisagista paulistana Gica Mesiara, 35 anos. Ela sempre quis fazer algo ligado à natureza, mas, de família simples, começou a trabalhar em um banco privado aos 18 anos porque precisava ajudar em casa. Dez anos depois, quando já ocupava um cargo importante – gerente de grandes contas – e havia alcançado estabilidade financeira, decidiu que era hora de retomar o antigo sonho. Não mudou radicalmente, no entanto. Durante três anos, acumulou o trabalho no banco com os primeiros projetos de paisagismo. Acordava às três da manhã para ir ao Ceagesp comprar flores e às nove estava no banco para cumprir o expediente. E precisava continuar tendo bom desempenho, pois não sabia se o plano B realmente daria certo. Só pediu demissão quando teve plena certeza do sucesso da nova empreitada. Fundada oficialmente em 2002, a Quadro Vivo se tornou referência na área de decoração ao se especializar em paisagismo vertical, executado em paredes e muros. Hoje, à frente de 25 colaboradores, Gica não tem dúvidas de que o esforço e as noites mal dormidas valeram a pena: está fazendo o que gosta, sendo reconhecida profissionalmente e contribuindo para deixar o mundo mais bonito.

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