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terça-feira, 9 de março de 2010
O apartheid do Twitter
Não tenho nenhuma crítica ao Twitter em si e muito menos a quem aderiu a ele, por motivação profissional ou mero divertimento. O que eu quis dizer aqui algumas vezes é que, para mim, no atual momento da minha vida, o eventual retorno prático não compensaria o tempo investido (é o que esta matéria do IDG Now! chama de ROI, sigla em inglês para Retorno Sobre o Investimento). O que percebo em relação a tudo isso, no entanto, é que está se criando uma espécie de apartheid (o termo é forte, mas decidi usá-lo assim mesmo) entre usuários e não-usuários do Twitter. Os tuiteiros tendem a se fechar cada vez mais dentro do seu universo de contatos, enquanto os não-tuiteiros, de certa forma deixados de lado, tendem a estreitar vínculos entre si. E digo mais: os tuiteiros que lerem este post vão achar que estou exagerando e que não é bem assim, mas os não-tuiteiros vão concordar, pois sentem o que estou descrevendo.
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Discordo. Não acho que a tua linha de pensamento esteja errada. Tanto faz, para mim, o cara usar o Twitter ou não. Sou jornalista, preciso ter contatos. Então, melhor ter contato com quem usa o Twitter e com quem não o faz.
ResponderExcluirPessoalmente, quase abandonei o Orkut. Não há mais tempo para aquelas comunidades todas. Está lá meu perfil muito mais para me lembrar dos aniversariantes. E tenho recusado todos os convites para Facebook (este, porém, acho que valeria apena participar), Linkedin e similares. O dia precisaria ter umas 49 horas para eu poder acompanhar tantas plataformas.
Bom, complementando. Entre Twitter, Orkut e Facebook, acho que fico com o FB. Estou no Twitter e escrevo mas não sou muito chegada naquilo. Serve pra passar o tempo quando estou na fila de alguma coisa.
ResponderExcluireu ainda acho que estás muito ranzinza... =P
ResponderExcluirEu só acho ruim quando questionam na entrevista de emprego se você é usuário de redes sociais, como o Twitter. Às vezes isso já está solicitado no anúncio da vaga.
ResponderExcluirPois é, há uma pressão geral para você aderir a modismos, como se alguém pudesse ser considerado mais ou menos "antenado" por conta disso.
ResponderExcluirManinho, o twitter tá mudando o tempo td. Isso é instigante. Virou uma ferramenta de trabalho para mim na garimpagem de boas idéias pra charges. E a boa: arranjei um parceiro virtual na criação delas...um cara lá no RJ e eu aqui, trocando idéias, gargalhadas, tiradas infames(ahh, vc!!!). É só mais uma ferramenta. Só isso. vive-se mto bem sem ela e com ela.
ResponderExcluirPra mim está sendo útil e divertido ao msm tempo. Hey, vc não quer me seguir? @frankmaia
=D
Pois é, Frank. Também acho tudo isso. Só que as pessoas passam a te olhar estranho se você decidiu simplesmente não aderir a essa "unanimidade" que é o Twitter. Você é classificado como um radical, alguém antiquado, contrário à modernidade, e não como alguém que simplesmente não quer usar uma ferramenta. Twitter não é sinônimo de modernidade, de futuro. É apenas uma fonte de informação e de diversão (muito mais o segundo do que o primeiro, na minha opinião), e cada um tem o direito de escolher suas fontes de informação e diversão.
ResponderExcluirMe apresenta esse pessoal que olha estranho porque não tás no Twitter. O problema deve ser com eles e não com o Twitter, que assim como em outros lugares tá cheio de mala e de gente que se leva a sério demais (viu meu último post no Coluna Extra?).
ResponderExcluirSó soube da polêmica da Hebe porque você me alertou para o assunto, Alex. Viu como a gente fica sem saber de coisas importantes quando não está no Twitter? :) Quanto ao "preconceito", não vem de alguém em especial. É uma espécie de pressão coletiva, pois quase todo o pessoal com quem a gente lida - jornalistas, designers, publicitários - está no Twitter. Não estar lá é mais ou menos como não frequentar a salinha, sacou?
ResponderExcluirSe vocês me permitem, isso é bem coisa de brasileiro. Brasileiro não sabe nada de nada, mas está em todas as redes sociais virtuais. Tomaram conta do Orkut, a ponto de os usuários de outros países simplesmente abandonarem aquilo. Aqui no Canada, ninguém fala em Orkut; o Facebook é muito mais popular. E agora os brasileiros começam a infestar aquilo também. É parte da nossa cultura de facilmente se relacionar com os outros. Como diz o pitoco, estou "convenfido" de que os brasileiros só usam internet pra essas bobageras. Vejam, não estou dizendo que não se deve usá-la pra diversão, mas as possibilidades são muito maiores, né não? Na última vez que fui a Brasília, estava conversando com um cara da Knowtec de lá. Depois que eu disse isso, achei que iriam reagir de maneira hostil, pois eu estava em uma empresa de tecnologia, mas o Rômulo não só concordou como ainda lembrou que a colaboração brasileira para a wikipedia, por exemplo, é irrelevante. Os alemães são em menor número e passam menos tempo na internet dos que os brasileiros, mas colaboram infinitamente mais pra wikipedia (não estou discutindo a qualidade da wikipedia). Brasileiro gosta de bater papo; o que fazemos na internet nada mais é do que beber aquela cervejinha no bar da esquina. Proponho uma pesquisa, que poderia ser feita a muitas mãos: cada um de nós poderia perguntar para os mais próximos se o cara já assistiu, por exemplo, a alguma aula pela internet.
ResponderExcluirO resultado seria menos de 1%, até porque a maioria do conteúdo está em inglês e somos um país de monoglotas.
Eu não estou no twitter e nunca senti a tal pressão (nóóóóffa) que o Maurício citou. e tenho uma dúvida: o que é que tanto esse pessoal tem pra contar pros outros? Devem ser pessoas com muito "conteúdo" sem o qual o mundo fica mais escuro. Iluminai!!!
Meus dois vinténs: essa discussão sobre tuiteiros versus não-tuiteiros é irrelevante. O twitter é só mais uma ferramenta de redes sociais. Pra mim, útil e divertida, pois a coloco pra trabalhar a meu favor. Mas há outras, e são cada vez mais intercambiáveis (o que publico no twitter, por exemplo, é postado automaticamente no facebook). O foco mais importante é a tal da "ansiedade da informação". Nisso te entendo perfeitamente, meu caro. É a síndrome da atualidade e nós que lidamos com jornalismo também somos vulneráveis. Acho até que o aprendizado de como lidar isso devia virar disciplina escolar. Cada um deve criar seus próprios mecanismos pra filtrar o excesso de merda informacional que nos chega todo dia. Se a gente não filtrar, enlouquece. Nesse ponto o twitter leva vantagem sobre a TV, pois ela é unidirecional, enquanto no twitter você opta por quem quer "seguir" e quem não quer. O buraco é mais embaixo: tá na incapacidade das pessoas de escolher o que é relevante e o que não é pra sua própria vida. Isso causa ansiedade e frustração. Já passei anos sem ver TV e ainda vejo muito pouco. Quanto a telefone e celular, falo o mínimo possível, mas reconheço que preciso deles. Não vou resolver o assunto jogando a TV pela janela ou o celular no mar, né? Abs!
ResponderExcluirP.S. O botãozinho de desligar é uma das melhores coisas que inventaram nas ferramentas.
ResponderExcluirJogar o celular no mar? Taí uma ideia... :)
ResponderExcluireu não jogo o celular no mar pra não ficar sem o twitter... hahaha
ResponderExcluirbeijos