sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Amor filial

Minha relação com o Rio, cidade em que nasci, é mais ou menos como eu imagino que aconteça quando um filho só conhece o pai depois de adulto: afeto contido e a descoberta gradual de coisas em comum. Saí de lá aos cinco anos de idade e só voltei quando já era dono do meu nariz. Fui umas dez vezes ao longo da última década, quase sempre a trabalho. A desconfiança do início foi dando lugar à admiração. Hoje me sinto muito bem por lá.

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