O Diracom é um coletivo de ativistas brasileiros que acreditam que o
direito à comunicação é uma condição essencial para a democracia. Bem, eles
não só acr...
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Reflexão sobre o idealismo
A perspectiva de “mudar o mundo” é um dos grandes atrativos do jornalismo para jovens idealistas. Quando estamos iniciando a carreira, temos a visão um tanto limitada de que isso só ocorre quando fazemos reportagens envolvendo denúncias. Com o tempo, aprendi que a mais prosaica das pautas pode ajudar as pessoas a ter uma vida melhor, já que o caminho mais eficaz para isso é o acesso à informação. Fiz recentemente uma reportagem sobre a cafeteria Santo Grão, um case de sucesso na gastronomia de São Paulo, para a Você RH. Uma das sócias, Vanessa Mills, 29 anos, disse que tudo começou em 2002, quando ela, recém-formada em publicidade e propaganda, decidiu passar um ano na Nova Zelândia com o objetivo de aprimorar o inglês. Para pagar o curso e se manter, Vanessa conseguiu trabalho como barista numa cafeteria – foi quando entrou em contato com a forte tradição que o café tem naquele país. De volta ao Brasil, estava à procura de trabalho quando soube que o neozelandês Marco Kerkmeester havia inaugurado a cafeteria em São Paulo. Foi conhecer a casa e conversou com Kerkmeester, que a contratou para o único cargo que tinha à disposição naquele momento: garçonete. Quando veio a ideia de lançar uma marca própria de café, Vanessa foi convidada para ser sócia e assumir o departamento de marketing. Ela estava feliz da vida com a situação profissional que havia alcançado e eu fiquei feliz da vida quando ela me contou que havia se decidido pela imersão na Nova Zelândia quando leu uma reportagem sobre o país como novo destino preferencial de brasileiros interessados em estudar inglês, publicada em 2001 na Veja. Lembrei de imediato que a matéria que ela estava citando havia sido escrita por mim, quando trabalhei na revista. Isso me fez pensar sobre quantas pessoas podem ter sido influenciadas pelas centenas de matérias que escrevi ao longo dos meus primeiros 15 anos de carreira e quantas ainda serão. E me deu a certeza de que, sim, eu ajudo a mudar o mundo um pouquinho.
Há algo estranho na web
A audiência deste blog é regular. Historicamente, tem um patamar médio diário entre 60 e 70 visitas de segunda a sexta e metade disso aos sábados e domingos, independente de eu postar ou não ao longo do final de semana. Sempre considerei que a diferença ocorre pelo fato de que muita gente só acessa a internet no ambiente de trabalho e sequer liga o computador nos dias de folga. No final de semana passado, contudo, fiquei surpreso com a audiência do domingo, comparável à dos dias úteis. E neste final de semana que está chegando ao fim tanto o sábado quanto o domingo mantiveram o padrão dos dias anteriores. Alguém arrisca uma explicação?
Silêncio na biblioteca
Morreu, aos 95 anos, um grande apaixonado por livros: José Mindlin. Em homenagem a ele, trechos de uma matéria que escrevi em 1999 para o jornal A Notícia, com dois ensinamentos importantes que tento seguir no cotidiano - aproveitar qualquer brecha para ler e só levar adiante as leituras que dão prazer:
Em meio à atribulada vida de empresário, como José Mindlin, 85 anos, arranjou tempo para ler mais de 8 mil obras? O segredo é simples: sempre levar consigo um livro. "Minha leitura foi composta sobretudo por pequenos períodos, de dez, 15 minutos. Aproveito qualquer tempinho que sobra", conta o homem tido como maior bibliófilo do Brasil, não apenas pelo tamanho e valor da biblioteca particular, como pela devoção que reserva aos livros. (...)
Mindlin confessa que passou a maior parte da faculdade de direito lendo no fundo da sala. Depois, já formado, sempre abria um livro enquanto esperava pelas audiências e julgamentos. O mesmo acontece até hoje nas viagens de avião. Na época de formação da Metal Leve, os longos chás-de-cadeira oferecidos pela burocracia estatal eram amenizados pela fiel companhia. Um dos hábitos que manteve por muito tempo, e que teve de abandonar em função do aumento da violência urbana, foi o de estacionar o carro embaixo de árvores para ficar lendo durante uma hora. "Fazia isso depois que deixava as crianças na escola e antes de ir para o escritório", relata. (...)
Mindlin aprendeu desde cedo que o prazer é fundamental na relação com os livros. Eles nunca devem ser impostos às crianças como obrigação. Só assim a atividade originalmente solitária passa a ser emocionante, povoada de personagens, cor e vida. Por isso ele não hesita em abandonar um livro que não o conquiste logo nas primeiras páginas, por melhores que sejam as referências.
Texto completo neste endereço.
Em meio à atribulada vida de empresário, como José Mindlin, 85 anos, arranjou tempo para ler mais de 8 mil obras? O segredo é simples: sempre levar consigo um livro. "Minha leitura foi composta sobretudo por pequenos períodos, de dez, 15 minutos. Aproveito qualquer tempinho que sobra", conta o homem tido como maior bibliófilo do Brasil, não apenas pelo tamanho e valor da biblioteca particular, como pela devoção que reserva aos livros. (...)
Mindlin confessa que passou a maior parte da faculdade de direito lendo no fundo da sala. Depois, já formado, sempre abria um livro enquanto esperava pelas audiências e julgamentos. O mesmo acontece até hoje nas viagens de avião. Na época de formação da Metal Leve, os longos chás-de-cadeira oferecidos pela burocracia estatal eram amenizados pela fiel companhia. Um dos hábitos que manteve por muito tempo, e que teve de abandonar em função do aumento da violência urbana, foi o de estacionar o carro embaixo de árvores para ficar lendo durante uma hora. "Fazia isso depois que deixava as crianças na escola e antes de ir para o escritório", relata. (...)
Mindlin aprendeu desde cedo que o prazer é fundamental na relação com os livros. Eles nunca devem ser impostos às crianças como obrigação. Só assim a atividade originalmente solitária passa a ser emocionante, povoada de personagens, cor e vida. Por isso ele não hesita em abandonar um livro que não o conquiste logo nas primeiras páginas, por melhores que sejam as referências.
Texto completo neste endereço.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Terremoto no Chile
Acordamos com as notícias do fortíssimo terremoto no Chile a logo ficamos preocupados com a Amanda, filha da Adri, que estava por lá havia algumas semanas. Mas foi só ligar para tirar o peso do coração: ela voltou há dois dias. Ufa.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Assim Falavam Zaca e Truta (I)
Profeta do Apocalipse Editora
In
the
pendente
orgulhosa
mente
apresenta
A odisséia do século
ASSIM FALAVAM ZACA E TRUTA
Baseado na novela homônima de Niestzche (é assim?)
"O mundo nítido sempre me pareceu colorido"
Gilles Villeneuve
Quero dedicar essa obra
a todos que acreditam
em astrologia, gnomos,
paulo coelho, saci-pererê,
Papai Noel, beleza interior,
concurso de miss e no
Book Sky Blue.
E também
à loucura dos homens,
à felicidade da alma
e às mulheres.
Paulo Macaco,
Não vem, pô.
De Millus
não vê santos
e não venta em dois.
***
Prenúncio
Por detrás do Monte Ébano surgiram dois profetas:
Zaca, o virtuoso; e Truta, o mentiroso.
Buscando seguidores está Zaca;
Fugindo dos credores está Truta.
Espalhando sua filosofia está Zaca;
Concentrando mordomias está Truta.
É a eterna luta
Zaca versus Truta.
Zaca acordou cedo num dia frio de inverno
Foi caçar javalis para alimentar seus discípulos.
Truta se ergueu doze horas depois do sol
e estava de volta seis horas antes da lua.
Não encontrando javalis, uma jaca colheu Zaca
Fruta gigante que um exército sustenta.
Enquanto pensava na grandeza da alma divina
do céu um estrondo anunciava a tormenta.
Jaca é fruta, mas Zaca não é Truta.
(continua...)
In
the
pendente
orgulhosa
mente
apresenta
A odisséia do século
ASSIM FALAVAM ZACA E TRUTA
Baseado na novela homônima de Niestzche (é assim?)
"O mundo nítido sempre me pareceu colorido"
Gilles Villeneuve
Quero dedicar essa obra
a todos que acreditam
em astrologia, gnomos,
paulo coelho, saci-pererê,
Papai Noel, beleza interior,
concurso de miss e no
Book Sky Blue.
E também
à loucura dos homens,
à felicidade da alma
e às mulheres.
Paulo Macaco,
Não vem, pô.
De Millus
não vê santos
e não venta em dois.
***
Prenúncio
Por detrás do Monte Ébano surgiram dois profetas:
Zaca, o virtuoso; e Truta, o mentiroso.
Buscando seguidores está Zaca;
Fugindo dos credores está Truta.
Espalhando sua filosofia está Zaca;
Concentrando mordomias está Truta.
É a eterna luta
Zaca versus Truta.
Zaca acordou cedo num dia frio de inverno
Foi caçar javalis para alimentar seus discípulos.
Truta se ergueu doze horas depois do sol
e estava de volta seis horas antes da lua.
Não encontrando javalis, uma jaca colheu Zaca
Fruta gigante que um exército sustenta.
Enquanto pensava na grandeza da alma divina
do céu um estrondo anunciava a tormenta.
Jaca é fruta, mas Zaca não é Truta.
(continua...)
Descoberta arqueológica
Ainda em consequência da nossa mudança, acaba de ser descoberto nos confins do meu cafofo o único exemplar conhecido da odisséia literária Assim Falavam Zaca e Truta, que este blogueiro produziu em 1992, aos 20 anos, época saudosa em que sobrava tempo para bobagens do gênero. Vou publicar a saga em partes, mas aviso desde já que pode ser chocante.
Isso sim é publicidade
Na minha humilde opinião, este é o melhor comercial dos últimos tempos. A Heineken tem outras pérolas, como o comercial do mau pressentimento e o da joaninha.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Tomate é fruta
Outro dia um amigo do Rio contou que a gíria do momento por lá é "mormaço".
- Aquele cara é o maior mormaço.
- Como assim?
- Não parece, mas queima.
Ao preparar o jantar em família, há pouco, criamos uma variação para a piada maldosa:
- Aquele cara é o maior tomate.
- Como assim?
- Ninguém sabe, mas é fruta.
(P.S.: Fique claro que meu amigo Emerson Gasperin, o Tomate, é uma exceção à regra.)
- Aquele cara é o maior mormaço.
- Como assim?
- Não parece, mas queima.
Ao preparar o jantar em família, há pouco, criamos uma variação para a piada maldosa:
- Aquele cara é o maior tomate.
- Como assim?
- Ninguém sabe, mas é fruta.
(P.S.: Fique claro que meu amigo Emerson Gasperin, o Tomate, é uma exceção à regra.)
Páginas (em branco) da história
O Gian e a Lu trouxeram para mim de Nova York dois blocos de anotações da Moleskine, um verdadeiro clássico - eram os preferidos de Hemingway e Picasso. Agora tenho uma tremenda responsabilidade: vou ter que providenciar algo muito importante para escrever nessas 160 páginas...
Faxina geral
Gastei minha hora extra de hoje (acabou o horário de verão, pessoal) atualizando a lista de blogs amigos aí do lado. Excluí os desativados, mudei os endereços de quem migrou e incluí alguns novos.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Minha primeira tuitada
Agora vou levantar e pegar um iogurte na geladeira.
(Brincadeirinha, foi só para provocar.)
(Brincadeirinha, foi só para provocar.)
Laços de família
Foi por meio deste site, sobre a história da cidade catarinense de Praia Grande, que conheci a face dos meus bisavós por parte de mãe (o link é para uma página sobre meus avós, Alberto e Celina). Até então eu não lembrava de ter visto uma foto do meu bisavô Octávio e da minha bisavó Dejalmina. É engraçado ficar procurando os meus traços e os traços dos meus filhos em imagens amareladas pelo tempo... E o mais intrigante é saber que essas pessoas, que morreram muito antes de eu nascer, ajudaram a construir o meu jeito de ser, uma vez que os conceitos, preconceitos, fobias, estigmas e características de personalidade chegam a influenciar quatro gerações adiante - perduram durante um século como uma espécie de "vírus" na família. (Uma curiosidade: a Vanda que aparece em uma das fotos é a minha mãe).
Síndrome de tuiteiro?
Tem acontecido com frequência nas minhas trocas de e-mails profissionais: lá pelas tantas a pessoa me pergunta sobre algo que eu já havia escrito. Cheguei à conclusão de que muita gente simplesmente não está lendo os e-mails até o fim ou absorve apenas a primeira informação (normalmente a mais importante naquele momento) e viaja na batatinha dali em diante. Ou então pensa que o e-mail acabou só porque dei uma linha de espaço entre um parágrafo e outro - sim, eu ainda uso parágrafos, embora hoje em dia muita gente considere que dois parágrafos sejam coisa demais para ler. Fico aqui pensando se o Twitter não está contribuindo para essa impaciência generalizada - minha hipótese é a de que, sem se dar conta, a pessoa começa a considerar monótono tudo o que não é escrito de forma telegráfica.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
There are places I remember
Com as Olimpíadas de inverno a mil, consultei meus alfarrábios para relembrar um pouco da linda Vancouver, que visitei em 1997 (e pretendo rever em breve, agora que o PH e a Renata moram lá, hehehe). Escrevi naquela época uma matéria para o caderno de turismo do jornal A Notícia. Alguns trechos:
"Vancouver é maravilhosa, mas os brasileiros também têm do que se orgulhar. Espremida entre o mar e as montanhas, a beleza da cidade é constantemente comparada nos folhetos de turismo à do Rio de Janeiro. Verdade seja dita, em alguns aspectos a diferença é absurda. Banhada pelo Oceano Pacífico, Vancouver tem dez praias de água escura e areia grossa. (...) Apesar das praias pouco graciosas, os vancouverites ostentam uma renda per capita 12 vezes superior à dos cariocas. Quem vai pegar sol na English Bay não precisa se preocupar com assaltos ou arrastões à beira-mar. Cachorro caminhando pela areia, então, nem pensar - é multa certa. (...) O presidente norte-americano Bill Clinton causou um sério problema social ao visitar a cidade. Ele queria caminhar pelo Stanley Park, uma das maiores e mais belas áreas verdes urbanas do mundo. Os precavidos agentes de segurança resolveram, então, vasculhar cada um dos 405 hectares do parque, usando até imagens de satélite. Descobriram sete pessoas morando lá, o que engrossou consideravelmente a estatística dos sem-teto de Vancouver."
"Vancouver é maravilhosa, mas os brasileiros também têm do que se orgulhar. Espremida entre o mar e as montanhas, a beleza da cidade é constantemente comparada nos folhetos de turismo à do Rio de Janeiro. Verdade seja dita, em alguns aspectos a diferença é absurda. Banhada pelo Oceano Pacífico, Vancouver tem dez praias de água escura e areia grossa. (...) Apesar das praias pouco graciosas, os vancouverites ostentam uma renda per capita 12 vezes superior à dos cariocas. Quem vai pegar sol na English Bay não precisa se preocupar com assaltos ou arrastões à beira-mar. Cachorro caminhando pela areia, então, nem pensar - é multa certa. (...) O presidente norte-americano Bill Clinton causou um sério problema social ao visitar a cidade. Ele queria caminhar pelo Stanley Park, uma das maiores e mais belas áreas verdes urbanas do mundo. Os precavidos agentes de segurança resolveram, então, vasculhar cada um dos 405 hectares do parque, usando até imagens de satélite. Descobriram sete pessoas morando lá, o que engrossou consideravelmente a estatística dos sem-teto de Vancouver."
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Os jornalistas e a matemática
Num post abaixo critiquei o uso exagerado de números e estatísticas pela publicidade, mas o jornalismo não está livre do mesmo pecado. Aliás, já testemunhei muito coleguinha tendo dificuldades para lidar com os princípios mais elementares da matemática - extrair um percentual, por exemplo. Veja esse trecho do Correio Lageano: "O sargento alerta aos motoristas que trafegam na SC-438 para que tenham cuidado e prudência. 'Nos últimos 15 dias tivemos cerca de 5 acidentes e 95% deles foram causados por falha humana. Este trecho é muito perigoso, com curvas e também com muita neblina, por isso é necessário cuidado redobrado', diz o sargento." É uma declaração bizarra, pois o índice de 95% só seria possível no caso de ter havido pelo menos 20 acidentes, com 19 deles causados por falha humana. De onde se conclui que o número 95 foi usado arbitrariamente como mero sinônimo de "quase todos". É o típico caso de precisão não apenas desnecessária, mas equivocada. Se o sargento falou exatamente daquele jeito, é obrigação do jornalista reformular o raciocínio, construindo algo como: "Nas duas últimas semanas ocorreram pelo menos cinco acidentes nesse trecho, causados quase sempre por imprudência dos motoristas. O excesso de curvas e a neblina exigem cuidado redobrado." (Não vou nem falar do "cerca de 5" para não bancar o chato).
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Wilsinho, um amigão do peito
A colunista social Vivi Mascaro acaba de publicar uma nota instigante a respeito do carnaval em Floripa. Leia esse trecho sobre o Cafe de La Musique, em Jurerê Internacional: "No Reveillon 2009/2010, o empresário carioca Wilsinho chegou a desembolsar R$ 300 mil em champanhe. Já nesse domingo de Carnaval, o herdeiro das Casas Bahia, Felipe Klein, pediu que todos os convidados de seu camarote fossem servidos com Moët Chandon Rosé. A conta? Cerca de R$ 100 mil apenas pela noite. A folia da noite passada foi animada por Rico Mansur. O empresário – que fazia as vezes de DJ na festa – pilotou o som por quatro horas ininterruptas, que tal? Para empolgar ainda mais os convidados da noite histórica, Álvaro Garnero – um dos sócios da casa - pegou o microfone e avisou: 'Dez minutos de ‘open bar’ para todo mundo'. Imaginem a cena?! Quem pagou a conta foi Wilsinho." Fiquei muito curioso para saber mais sobre esse Wilsinho, que parece tão gente boa, um verdadeiro amigo dos seus amigos. Os demais citados a gente sabe mais ou menos quem são (atire a primeira pedra quem nunca folheou uma Caras à espera do dentista). Mas... E o misterioso Wilsinho, que nem sobrenome tem? Que atividade tão lucrativa teria ele como empresário? Seria o Café-Livraria do Wilsinho, no Centro do Rio, primeira opção sugerida pelo Google? Acho que não...
Comerciais 63% mais ridículos
Percebi que a publicidade brasileira tem utilizado números e estatísticas com mais frequência, recurso tipicamente jornalístico que ajuda a construir certa sensação de credibilidade. Mas a dose anda exagerada e muitas vezes chega ao ridículo - há uma busca forçada por precisão onde não há necessidade. Alguns exemplos captados em meia hora com a TV ligada: um comercial de absorvente assegura que o produto deixa você "três vezes mais seca", a mocinha da propaganda de creme dental diz que ficou pasma ao descobrir que existem "doze tipos de problemas bucais" e o desodorante se gaba de deixar sua axila "17% mais hidratada".
domingo, 14 de fevereiro de 2010
É carnaval!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Sempre sobrava para o prefeito
- Tá vendendo açúcar?, perguntei ao Lauro ao vê-lo sair do banho com o reco da bermuda aberto.
Ele não entendeu, claro. Aí expliquei que era um termo da minha infância.
- Vocês falavam cada bobagem naquela época, hein?, fulminou o menino, sem piedade. Eu mesmo havia dado munição a ele ao contar outras coisinhas que a gente dizia.
No par ou ímpar, por exemplo:
- Par!
- Ímpar!
- Eu #%@$ e tu limpa!
Ou a resposta para quando alguém dizia "bem feito!":
- Cheira o #% do prefeito!
Ele não entendeu, claro. Aí expliquei que era um termo da minha infância.
- Vocês falavam cada bobagem naquela época, hein?, fulminou o menino, sem piedade. Eu mesmo havia dado munição a ele ao contar outras coisinhas que a gente dizia.
No par ou ímpar, por exemplo:
- Par!
- Ímpar!
- Eu #%@$ e tu limpa!
Ou a resposta para quando alguém dizia "bem feito!":
- Cheira o #% do prefeito!
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